Estão abertas as inscrições para o Congresso Brasileiro de Mineração, que será realizado durante a Exposibram 2026, entre 24 a 27 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). O encontro reunirá autoridades, lideranças, pesquisadores e especialistas brasileiros e internacionais para discutir o presente e o futuro da mineração.
A programação do Congresso foi estruturada em sessões magnas, keynotes e painéis simultâneos, que devem abordar desde a nova geopolítica dos minerais até licenciamento ambiental, transformação digital, inovação, sustentabilidade, transição energética e competitividade da indústria mineral.
24 de agosto: geopolítica e cenário internacional
O Congresso começa voltado para o cenário global no primeiro dia do evento. A tarde de abertura será dedicada à relação entre mineração e geopolítica, tema que vem ganhando importância diante da disputa internacional por minerais estratégicos para a transição energética e para as cadeias globais de suprimentos.
A programação inicia com dois talk shows sobre “Mineração e Geopolítica”, reunindo algumas das principais lideranças da indústria mineral brasileira.
Entre os participantes estão Ana Cristina Sanches Noronha, presidente do Conselho Diretor do Ibram e presidente da Anglo American no Brasil; Grazielle Parenti, vice-presidente executiva de Sustentabilidade da Vale; Pamella De-Cnopp, da Alcoa; Patricia Procópio, da Hexagon e presidente do WIMBrasil; Ana Paula Lima Vieira Bittencourt, secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia; além de executivos da Lundin Mining, Ero Copper, Mineração Usiminas e Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).
O principal destaque internacional do dia será a keynote “A nova geopolítica dos minérios”, ministrada por Rohitesh Dhawan, presidente e CEO do International Council on Mining and Metals (ICMM). Considerado uma das principais vozes globais da mineração sustentável, ele discutirá como as mudanças geopolíticas estão alterando investimentos, cadeias produtivas, segurança de suprimentos e a demanda por minerais críticos.
O primeiro dia termina com a cerimônia oficial de abertura da Exposibram 2026.
25 de agosto: mineração como vetor de desenvolvimento
Na terça-feira (25), o Congresso passa a operar em diferentes palcos simultâneos, ampliando o debate sobre os principais desafios da mineração.
A agenda será aberta pela keynote “As oportunidades históricas da mineração e seu legado no Brasil”, que propõe uma análise sobre o momento vivido pelo setor diante do crescimento da demanda mundial por minerais críticos, da expansão da eletrificação e da necessidade de novos investimentos em infraestrutura mineral.
Ao longo do dia, a programação contempla painéis dedicados à transformação digital, inovação, sustentabilidade, economia mineral, ESG, produtividade, pesquisa e desenvolvimento e competitividade da mineração brasileira.
Também estão previstos debates sobre tecnologias aplicadas às operações, relacionamento com comunidades, desenvolvimento de fornecedores e perspectivas para o crescimento do setor diante da expansão da demanda global por minerais.
Especialistas da indústria, representantes da academia, entidades setoriais e órgãos públicos participarão das discussões técnicas, promovendo uma visão abrangente sobre os caminhos para tornar a mineração brasileira mais eficiente, sustentável e competitiva.
26 de agosto: a importância das pessoas
A programação do terceiro dia de evento começa com a keynote “Cenário da Mineração Brasileira”, seguida pela palestra “A importância da política para Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil”.
Na sequência, começa uma série de apresentações dedicadas à gestão e desenvolvimento de pessoas.
A primeira será de Alexander Zolata Juarez, fundador da Trailheads & Titans, que falará sobre “Os jovens talentos e a perspectiva de inovação – legados e nova comunicação em construção”, abordando o papel das novas lideranças e das mudanças geracionais na transformação da mineração.
A manhã prossegue com o talk show “O papel da liderança em inovação”, moderado por Rafael Jabur Bittar, vice-presidente executivo técnico da Vale. O debate reúne ainda Ricardo Fonseca de Mendonça Lima, CEO da CBMM; Kilma Cunha, diretora da Vale Base Metals; e Sandro Magalhães, diretor de Serviços Técnicos & Projetos de Capital da CMOC.
À tarde, um dos destaques deve ser a palestra “As pessoas na transição energética da mineração: muito além da tecnologia”, que discutirá a importância da diversidade, da qualificação profissional e da gestão de pessoas na transformação do setor.
Outro debate programado é “As políticas públicas para implementação da cadeia de minerais críticos e estratégicos no Brasil”, onde representantes do Ministério de Minas e Energia, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e membros da indústria devem discutir os desafios da consolidação da cadeia mineral no país.
A agenda do dia ainda inclui um painel sobre segurança operacional, com foco em fatores humanos e liderança como elementos essenciais para a prevenção de riscos nas operações de mineração.
27 de agosto: licenciamento ambiental, gestão hídrica e descarbonização
O último dia do Congresso Brasileiro de Mineração tratará de questões históricas e dos desafios ambientais, regulatórios e de gestão da atividade mineral.
A programação começa com a keynote “Os caminhos percorridos pelo ouro”, conduzida pela diretora de Pesquisa do Instituto Escolhas, Larissa Rodrigues. Ela deve demonstrar que “nem todo garimpo é pequeno e nem toda mineração é grande”, como mostra a ementa da palestra.
Ainda pela manhã ocorre o talk show “Governança do licenciamento ambiental em territórios sensíveis”, reunindo representantes do setor público e da indústria. Entre eles estão Andrea Vulcanis, secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás e vice-presidente da Abema para a Região Centro-Oeste; Lauro Ângelo Dias de Amorim, diretor de Licenciamento Ambiental da Vale; Lyssandro Norton Siqueira, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais; e Thiago Rodrigues Cavalcanti, gerente de Meio Ambiente e Relações Institucionais da FIEMG, que fará a moderação do debate.
À tarde há painéis sobre fechamento de mina, gestão de recursos hídricos com inteligência artificial, mas grande parte da programação do período é dedicada à articulação multissetorial em prol da descarbonização do setor.
Os debates abordarão temas relacionados à descarbonização nos setores público e privado, com destaque para os avanços do mercado regulado de carbono no Brasil, experiências de cooperação multissetorial para redução de emissões e melhores práticas para a construção e implementação de estratégias corporativas de descarbonização.
A Exposibram 2026 – incluindo o Congresso – encerra a partir das 16h00 do dia 27 com uma solenidade e a premiação dos melhores estandes da edição.
Serviço
As inscrições para o Congresso Brasileiro de Mineração podem ser feitas direto no site do evento, por este link.
* Acompanhe a cobertura da Exposibram 2026 no Radar Mineração.