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Mão segurando uma folha verde, com ícones relacionados à sustentabilidade e energia renovável ao redor, representando tecnologia e meio ambiente.
Foto: Piyaset / Shutterstock

Agenda ESG pode aumentar em 20,8% valor agregado da mineração

Estudo da EY mostra que práticas podem ampliar o valor econômico e sustentável da mineração brasileira e fortalecer sua presença global

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 12/11/2025

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  • Adoção de práticas ESG na mineração brasileira pode aumentar o valor agregado do setor em até 20,8%, movimentando R$ 399 bilhões na economia nacional.
  • Estudo da EY identifica sete frentes estratégicas determinantes, incluindo gestão de água, descarbonização, rejeitos, biodiversidade, licença social e governança corporativa.
  • Implementação dessas iniciativas gera mais de 3 milhões de empregos, reduz emissões de CO2 e transforma a mineração sustentável em vantagem competitiva global para o Brasil.
Resumo revisado pela redação.

Um estudo recente da EY aponta que as práticas de responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa (ESG) têm grande potencial se forem além do atendimento à regulação. Segundo o levantamento, a adoção dessas iniciativas pode ampliar o valor agregado do setor mineral brasileiro em até 20,8%, movimentando R$ 399 bilhões na economia nacional e fortalecendo a presença global do Brasil na mineração de baixo carbono.

O estudo detalha sete frentes de iniciativas determinantes, como a gestão de água e rejeitos, a descarbonização, a interação com comunidades e a melhoria da governança, listando seus impactos positivos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ainda de acordo com a análise, a estratégia ESG na mineração gera ganhos econômicos, como a criação de mais de 3 milhões de empregos e a prevenção de emissões de CO2, além de melhorar a saúde pública e a responsabilidade social.

“Na COP30, o Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo que a mineração sustentável é o caminho para conciliar desenvolvimento econômico, segurança climática e justiça social. Quem alinhar estratégia, dados e execução sairá à frente — transformando a transição climática em vantagem competitiva de longo prazo”, informa o estudo. 

Confira as sete frentes citadas:

Dados sobre a mineração sustentável destacando arrecadação de bilhões de reais, empregos, redução de resíduos e economia no SUS.
Foto: EY Parthenon / Impact Edge

Gestão da água: Iniciativa prioritária, visto que a mineração é altamente intensiva no uso do recurso e exige resiliência operacional em cenários de escassez. Entre as estratégias sugeridas estão a recirculação e o aproveitamento de fontes alternativas, como captação de águas pluviais, uso de efluentes de mina, monitoramento hidrológico em tempo real, bacias de dissipação e planos de contingência hídricos.

Eficiência energética: A motivação nesse caso é a pressão por descarbonização nos escopos 1 e 2, buscando alinhar o setor aos compromissos climáticos globais. Entram nessa frente iniciativas importantes como o uso de biocombustíveis e eletrificação de frotas e equipamentos, tecnologias baseadas em IA e eficiência energética, emprego de energia renovável e a adoção de mecanismos de compensação de emissões.

Gestão de rejeitos e segurança de barragens: As iniciativas indicadas envolvem a transição para o empilhamento a seco (dry stacking), uso de tecnologias de filtragem de rejeitos, sistemas avançados de monitoramento de instabilidade das barragens, auditorias independentes de inspeção, elaboração de planos de emergência e evacuação e rotas de fuga com comunicação assertiva de risco às comunidades.

Resíduos, coprodutos e economia circular: A criação de novas fontes de receita e valor adicional faz parte desse receituário, reduzindo impactos ambientais e passivos por meio da circularidade. São ações que envolvem o aproveitamento de estéreis e rejeitos descartados, transformando-os em coprodutos (como em cimento e pavimentação), e a recuperação de metais em estéreis e rejeitos históricos.

Fechamento de minas e restauração da biodiversidade: Planejar o encerramento da mina desde o início da operação é essencial para evitar passivos futuros e garantir a conformidade legal. Para atender a essa demanda, as mineradoras devem ter planos de reforço de taludes e correção de drenagens, restauração de habitats degradados e a criação de corredores ecológicos, integrando as áreas mineradas à paisagem natural.

Interação com as comunidades e licença social: Para que a mineração seja sustentável, é fundamental compartilhar valor e fortalecer relações de confiança, garantindo soluções estruturantes que se mantenham além do ciclo de mineração. Ou seja, ter licença social para operar por meio de consulta prévia, livre e informada junto às populações locais; coparticipação comunitária em comitês de decisão; cocriação de soluções estruturantes com o ecossistema de stakeholders; investimentos em saúde, educação e infraestrutura; programas de capacitação e emprego local e fortalecimento de protocolos de saúde e segurança ocupacional.

Governança e transparência: A governança sólida é o alicerce para a confiança de investidores e da sociedade, reduzindo riscos reputacionais e operacionais. Portanto, é fundamental ter iniciativas como a divulgação de indicadores ESG auditados e canais de denúncia e políticas anticorrupção, além do monitoramento digital de ativos em tempo real.

Dúvidas mais comuns

ESG na mineração refere-se ao emprego de ações ambientais, sociais e de governança baseadas no conceito de responsabilidade corporativa. Segundo estudo da EY, a adoção de práticas ESG além do atendimento à regulação pode ampliar o valor agregado do setor mineral brasileiro em até 20,8%, movimentando R$ 399 bilhões na economia nacional e fortalecendo a presença global do Brasil na mineração de baixo carbono.

A mineração sustentável com foco em ESG gera ganhos econômicos significativos, incluindo a criação de mais de 3 milhões de empregos, prevenção de emissões de CO2, melhoria da saúde pública e fortalecimento da responsabilidade social. Além disso, transforma a transição climática em vantagem competitiva de longo prazo para as empresas que alinham estratégia, dados e execução.

As sete frentes determinantes são: (1) gestão da água com recirculação e fontes alternativas; (2) eficiência energética através de biocombustíveis e eletrificação; (3) gestão de rejeitos com transição para empilhamento a seco; (4) resíduos e economia circular transformando estéreis em coprodutos; (5) fechamento de minas e restauração da biodiversidade; (6) interação com comunidades e licença social para operar; e (7) governança e transparência com divulgação de indicadores auditados.

A gestão de água é uma iniciativa prioritária na mineração sustentável, visto que o setor é altamente intensivo no uso desse recurso. As estratégias incluem recirculação de água, captação de águas pluviais, uso de efluentes de mina, monitoramento hidrológico em tempo real, bacias de dissipação e planos de contingência hídricos para garantir resiliência operacional em cenários de escassez.

A governança sólida é o alicerce para a confiança de investidores e da sociedade, reduzindo riscos reputacionais e operacionais. Envolve iniciativas como divulgação de indicadores ESG auditados, canais de denúncia, políticas anticorrupção e monitoramento digital de ativos em tempo real, garantindo transparência e conformidade com padrões internacionais.

As sete frentes de iniciativas ESG na mineração geram impactos positivos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), abordando questões críticas como segurança climática, justiça social, saúde pública e desenvolvimento econômico. A estratégia integrada de gestão ambiental, responsabilidade social e governança corporativa concilia o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade global.

A interação com comunidades é essencial para garantir a licença social para operar, envolvendo consulta prévia, livre e informada junto às populações locais, coparticipação em comitês de decisão e cocriação de soluções estruturantes. Isso inclui investimentos em saúde, educação, infraestrutura, programas de capacitação e emprego local, compartilhando valor e fortalecendo relações de confiança que se mantêm além do ciclo de mineração.

A economia circular na mineração envolve a criação de novas fontes de receita e valor adicional, reduzindo impactos ambientais. Isso inclui o aproveitamento de estéreis e rejeitos descartados, transformando-os em coprodutos como cimento e pavimentação, além da recuperação de metais em estéreis e rejeitos históricos, gerando valor econômico enquanto reduz passivos ambientais.