Um estudo recente da EY aponta que as práticas de responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa (ESG) têm grande potencial se forem além do atendimento à regulação. Segundo o levantamento, a adoção dessas iniciativas pode ampliar o valor agregado do setor mineral brasileiro em até 20,8%, movimentando R$ 399 bilhões na economia nacional e fortalecendo a presença global do Brasil na mineração de baixo carbono.
O estudo detalha sete frentes de iniciativas determinantes, como a gestão de água e rejeitos, a descarbonização, a interação com comunidades e a melhoria da governança, listando seus impactos positivos sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ainda de acordo com a análise, a estratégia ESG na mineração gera ganhos econômicos, como a criação de mais de 3 milhões de empregos e a prevenção de emissões de CO2, além de melhorar a saúde pública e a responsabilidade social.
“Na COP30, o Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo que a mineração sustentável é o caminho para conciliar desenvolvimento econômico, segurança climática e justiça social. Quem alinhar estratégia, dados e execução sairá à frente — transformando a transição climática em vantagem competitiva de longo prazo”, informa o estudo.
Confira as sete frentes citadas:

Gestão da água: Iniciativa prioritária, visto que a mineração é altamente intensiva no uso do recurso e exige resiliência operacional em cenários de escassez. Entre as estratégias sugeridas estão a recirculação e o aproveitamento de fontes alternativas, como captação de águas pluviais, uso de efluentes de mina, monitoramento hidrológico em tempo real, bacias de dissipação e planos de contingência hídricos.
Eficiência energética: A motivação nesse caso é a pressão por descarbonização nos escopos 1 e 2, buscando alinhar o setor aos compromissos climáticos globais. Entram nessa frente iniciativas importantes como o uso de biocombustíveis e eletrificação de frotas e equipamentos, tecnologias baseadas em IA e eficiência energética, emprego de energia renovável e a adoção de mecanismos de compensação de emissões.
Gestão de rejeitos e segurança de barragens: As iniciativas indicadas envolvem a transição para o empilhamento a seco (dry stacking), uso de tecnologias de filtragem de rejeitos, sistemas avançados de monitoramento de instabilidade das barragens, auditorias independentes de inspeção, elaboração de planos de emergência e evacuação e rotas de fuga com comunicação assertiva de risco às comunidades.
Resíduos, coprodutos e economia circular: A criação de novas fontes de receita e valor adicional faz parte desse receituário, reduzindo impactos ambientais e passivos por meio da circularidade. São ações que envolvem o aproveitamento de estéreis e rejeitos descartados, transformando-os em coprodutos (como em cimento e pavimentação), e a recuperação de metais em estéreis e rejeitos históricos.
Fechamento de minas e restauração da biodiversidade: Planejar o encerramento da mina desde o início da operação é essencial para evitar passivos futuros e garantir a conformidade legal. Para atender a essa demanda, as mineradoras devem ter planos de reforço de taludes e correção de drenagens, restauração de habitats degradados e a criação de corredores ecológicos, integrando as áreas mineradas à paisagem natural.
Interação com as comunidades e licença social: Para que a mineração seja sustentável, é fundamental compartilhar valor e fortalecer relações de confiança, garantindo soluções estruturantes que se mantenham além do ciclo de mineração. Ou seja, ter licença social para operar por meio de consulta prévia, livre e informada junto às populações locais; coparticipação comunitária em comitês de decisão; cocriação de soluções estruturantes com o ecossistema de stakeholders; investimentos em saúde, educação e infraestrutura; programas de capacitação e emprego local e fortalecimento de protocolos de saúde e segurança ocupacional.
Governança e transparência: A governança sólida é o alicerce para a confiança de investidores e da sociedade, reduzindo riscos reputacionais e operacionais. Portanto, é fundamental ter iniciativas como a divulgação de indicadores ESG auditados e canais de denúncia e políticas anticorrupção, além do monitoramento digital de ativos em tempo real.
Dúvidas mais comuns
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ESG na mineração refere-se ao emprego de ações ambientais, sociais e de governança baseadas no conceito ESG (Environmental, Social and Governance). Essas práticas vão além do atendimento à regulação e têm grande potencial para ampliar o valor agregado do setor mineral brasileiro em até 20,8%, movimentando R$ 399 bilhões na economia nacional.
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Segundo estudo da EY apresentado na COP30, a adoção de iniciativas ESG pode ampliar o valor agregado do setor mineral brasileiro em até 20,8%, gerando impactos significativos como a criação de mais de 3 milhões de empregos, prevenção de emissões de CO2 e melhoria da saúde pública, além de fortalecer a presença global do Brasil na mineração de baixo carbono.
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As sete frentes determinantes são: gestão da água (recirculação e fontes alternativas), eficiência energética (biocombustíveis e eletrificação), gestão de rejeitos e segurança de barragens (empilhamento a seco e monitoramento avançado), resíduos e economia circular (aproveitamento de estéreis), fechamento de minas e restauração da biodiversidade, interação com comunidades e licença social, e governança e transparência com divulgação de indicadores auditados.
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A mineração é altamente intensiva no uso de água e exige resiliência operacional em cenários de escassez. As estratégias sugeridas incluem recirculação, aproveitamento de fontes alternativas como captação de águas pluviais, uso de efluentes de mina, monitoramento hidrológico em tempo real e planos de contingência hídricos para garantir a sustentabilidade operacional.
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A eficiência energética e descarbonização nos escopos 1 e 2 alinham o setor aos compromissos climáticos globais. As iniciativas incluem uso de biocombustíveis, eletrificação de frotas e equipamentos, tecnologias baseadas em IA, emprego de energia renovável e adoção de mecanismos de compensação de emissões para reduzir o impacto ambiental.
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A licença social é fundamental para que a mineração seja sustentável, envolvendo compartilhamento de valor e fortalecimento de relações de confiança com as comunidades. Isso inclui consulta prévia, livre e informada, coparticipação comunitária em comitês de decisão, investimentos em saúde, educação, infraestrutura e programas de capacitação e emprego local.
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A economia circular na mineração cria novas fontes de receita e valor adicional, reduzindo impactos ambientais. Isso envolve o aproveitamento de estéreis e rejeitos descartados, transformando-os em coprodutos como cimento e pavimentação, além da recuperação de metais em estéreis e rejeitos históricos, gerando benefícios econômicos e ambientais.
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A governança sólida é o alicerce para a confiança de investidores e da sociedade, reduzindo riscos reputacionais e operacionais. Iniciativas fundamentais incluem divulgação de indicadores ESG auditados, canais de denúncia, políticas anticorrupção e monitoramento digital de ativos em tempo real para garantir conformidade e confiabilidade.

