Três trabalhadores com equipamento de segurança laranja estão em um túnel de mina subterrânea com paredes rochosas, rede no teto e linhas de segurança amarelas. Um trabalhador aponta para cima, inspecionando a estrutura do túnel.
Foto: Divulgação / AngloGold Ashanti

AngloGold Ashanti triplica geração de caixa e amplia produção no Brasil

Mineradora aumentou em 16% a produção local no período, com avanço das operações subterrâneas em Minas Gerais

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 11/05/2026

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  • AngloGold Ashanti triplicou o fluxo de caixa livre para US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pela valorização do ouro e estabilidade operacional.
  • A produção brasileira cresceu 16% no período, com avanço das operações subterrâneas do Complexo Cuiabá em Minas Gerais, que alcançou 67 mil onças de ouro.
  • A mineradora amplia investimentos em descarbonização com tecnologia de equipamentos elétricos subterrâneos e dobra alocação de recursos sociais para R$ 30 milhões em Minas Gerais durante 2026.
Resumo revisado pela redação.

A AngloGold Ashanti (AGA) registrou fluxo de caixa livre de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026. O resultado é recorde da operação brasileira e foi impulsionado pela valorização do ouro e pela estabilidade operacional de seus ativos, segundo a companhia. A mineradora também ampliou em 16% a produção brasileira no período, com avanço das operações subterrâneas em Minas Gerais.

Dados divulgados pela empresa na última sexta-feira (08/05), em Londres, mostram que produção global alcançou 724 mil onças de ouro entre janeiro e março deste ano, volume 1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Na América Latina, as operações no Brasil e na Argentina somaram 117 mil onças, com destaque para o desempenho brasileiro, responsável por 67 mil onças.

O fluxo de caixa livre da AGA cresceu 190% na comparação anual, passando de US$ 403 milhões para US$ 1,169 bilhão. O CEO da companhia, Alberto Calderón, afirmou que a estratégia da empresa segue concentrada em eficiência operacional e controle de custos. “Nosso foco continua sendo controlar o que podemos controlar: gerenciar os custos operacionais e garantir resultados operacionais seguros e previsíveis. Isso nos permitiu, mais uma vez, gerar fluxo de caixa livre recorde e retornos de caixa para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que impulsionamos nossos projetos de crescimento orgânico”, disse.

Complexo Cuiabá impulsiona desempenho no Brasil

O principal avanço operacional da companhia foi sustentado pelo aumento da produtividade nas frentes subterrâneas do Complexo Cuiabá, em Minas Gerais. “O coração das operações no Brasil continua sendo a Operação Cuiabá, que compreende as minas subterrâneas de Cuiabá e Lamego. Toda a produção converge para a planta metalúrgica do Queiroz, em Nova Lima”, afirmou Luís Lima.

Atualmente, a mina Cuiabá é considerada a mina subterrânea mais profunda do país, com galerias que chegam a 1.600 metros abaixo do solo. De acordo com a empresa, sondagens recentes identificaram mineralização em profundidades superiores a 2.400 metros, o que pode abrir espaço para novos investimentos e ampliação da vida útil da operação.

Na Argentina, a unidade Cerro Vanguardia produziu 50 mil onças no trimestre, crescimento de 6% frente ao mesmo período do ano anterior.

Eletrificação e investimentos sociais

Outro destaque operacional do trimestre foram os testes com a primeira autobetoneira elétrica em operação subterrânea no Brasil. O equipamento, desenvolvido pela Normet, começou a operar na mina Cuiabá e integra a estratégia de descarbonização da AGA. A tecnologia elimina emissões de gases no subsolo e pode reduzir em até 4°C a temperatura em determinadas frentes de trabalho, ainda de acordo com a mineradora.

A companhia também anunciou ampliação dos investimentos sociais no país. O Instituto AngloGold Ashanti destinará R$ 30 milhões para cerca de 70 projetos em Minas Gerais ao longo de 2026. O montante corresponde a mais que o dobro dos R$ 13 milhões aplicados em 2025 e esses recursos devem ser direcionados a iniciativas nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, meio ambiente e geração de renda.

Dúvidas mais comuns

A AngloGold Ashanti registrou um fluxo de caixa livre recorde de US$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 190% em relação ao mesmo período de 2025 (US$ 403 milhões). Este resultado foi impulsionado pela valorização do ouro e pela estabilidade operacional de seus ativos, consolidando a operação brasileira como um dos principais geradores de caixa da companhia.

A AngloGold Ashanti ampliou em 16% a produção brasileira no primeiro trimestre de 2026, alcançando 67 mil onças de ouro. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelo avanço das operações subterrâneas do Complexo Cuiabá em Minas Gerais, que é considerado o coração das operações da companhia no país.

No Brasil, a AngloGold Ashanti conta com as Operações Cuiabá (nas cidades de Sabará e Caetanópolis em Minas Gerais) e Operações Serra Grande (em Crixás, Goiás), além da planta metalúrgica do Queiroz em Nova Lima, Minas Gerais, onde toda a produção converge para processamento.

A mina Cuiabá é a mina subterrânea mais profunda do país, com galerias que chegam a 1.600 metros abaixo do solo. Sondagens recentes identificaram mineralização em profundidades superiores a 2.400 metros, o que abre espaço para novos investimentos e ampliação significativa da vida útil da operação.

A companhia iniciou testes com a primeira autobetoneira elétrica em operação subterrânea no Brasil, desenvolvida pela Normet e operando na mina Cuiabá. Esta tecnologia elimina emissões de gases no subsolo e pode reduzir em até 4°C a temperatura em determinadas frentes de trabalho, integrando a estratégia de descarbonização da empresa.

A produção global da AngloGold Ashanti alcançou 724 mil onças de ouro entre janeiro e março de 2026, volume 1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Na América Latina, as operações no Brasil e Argentina somaram 117 mil onças, com a Argentina contribuindo com 50 mil onças através da unidade Cerro Vanguardia.

Segundo o CEO Alberto Calderón, a estratégia da empresa concentra-se em eficiência operacional e controle de custos, gerenciando os custos operacionais para garantir resultados operacionais seguros e previsíveis. Esta abordagem permitiu gerar fluxo de caixa livre recorde e retornos de caixa para os acionistas, enquanto impulsiona projetos de crescimento orgânico.

O Instituto AngloGold Ashanti destinará R$ 30 milhões para cerca de 70 projetos em Minas Gerais ao longo de 2026, mais que o dobro dos R$ 13 milhões aplicados em 2025. Os recursos serão direcionados a iniciativas nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, meio ambiente e geração de renda.