Pessoa usando luva preta segurando uma pedra de óxido de ferro, com várias outras pedras de óxido de ferro espalhadas ao fundo, em um contexto de mineração ou extração mineral.
Foto: BJP7images / Shutterstock

ANM fortalece atuação em minerais críticos com setor dedicado à área

Crescente importância do Brasil no fornecimento de minerais estratégicos impulsiona ações regulatórias e políticas setoriais por parte da Agência Nacional de Mineração

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 19/12/2025 | Atualizado em 10/12/2025

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O crescente interesse pelos minerais essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono levou a Agência Nacional de Mineração (ANM) a reforçar suas ações regulatórias e de fomento. Como parte de suas iniciativas, a agência reguladora criou, em agosto, a criação da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos, que visa fortalecer o monitoramento e a gestão do segmento.

A ANM esclareceu que a criação da Divisão não foi uma resposta a pressões externas, como o maior interesse internacional, especialmente por parte dos Estados Unidos, mas, sim, uma medida planejada que resultou de um processo técnico e institucional de longo prazo. A nova Divisão terá como missão a análise das tendências globais, a formulação de políticas públicas relacionadas aos minerais críticos e estratégicos e a realização de estudos sobre a cadeia produtiva, oferta e demanda desses recursos essenciais.

“Trata-se de um passo planejado e estruturante no fortalecimento da atuação regulatória e de fomento da agência sobre esse segmento mineral, e não de uma resposta pontual ou direta a questões da geopolítica”, destacou a ANM, conforme reportagem de O Globo.

A Divisão também se dedicará à produção e disseminação de informações qualificadas que orientem tanto políticas públicas quanto decisões estratégicas. A liderança do setor ficará a cargo de um servidor de carreira da agência reguladora, garantindo continuidade e expertise na condução das ações.

O Brasil já se destaca no cenário global pela sua atuação consistente na exploração de minerais como lítio, terras raras, nióbio, cobre e grafite. A ANM tem sido um apoio fundamental nesse processo, oferecendo áreas para pesquisa, modernizando a legislação e incentivando a exploração sustentável desses recursos. O país é líder mundial na produção de nióbio, detendo quase 90% das reservas conhecidas desse mineral, além de possuir a segunda maior reserva de terras raras, com 23% do total mundial, atrás apenas da China. O Brasil também vem avançando no ranking de produção de lítio, agora ocupando a sexta posição mundial.

Trabalhador minerando na privatização do minério de ferro na mina subterrânea, usando equipamentos de segurança e máscara de proteção, dentro de um túnel escuro de mineração.
Imagem gerada digitalmente

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) considera a iniciativa uma medida positiva, destacando a importância dos minerais estratégicos para a transição energética global e reconhecendo o papel do Brasil nesse contexto.

Avanços em políticas públicas e regulatórias

Outros órgãos do governo federal também têm intensificado esforços para fortalecer o setor mineral brasileiro. O Ministério de Minas e Energia (MME) está finalizando a elaboração de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com as seguintes diretrizes:

  • priorização do licenciamento federal para projetos estratégicos;
  • fortalecimento do mapeamento geológico;
  • articulação com estados e municípios para otimizar a exploração e o aproveitamento dos recursos;
  • apoio financeiro ao processamento e exploração dos minerais;
  • incentivo à pesquisa, inovação e à qualificação da força de trabalho;
  • desenvolvimento de infraestrutura logística para o setor.

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos também visa atrair investimentos e parcerias internacionais, posicionando o Brasil como um ator relevante no fornecimento de minerais essenciais para a transição energética e a economia global de baixo carbono.

Dúvidas mais comuns

A Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos foi criada pela Agência Nacional de Mineração em agosto como parte de um processo técnico e institucional de longo prazo. Sua missão inclui analisar tendências globais, formular políticas públicas relacionadas aos minerais críticos, realizar estudos sobre a cadeia produtiva, oferta e demanda desses recursos, além de produzir e disseminar informações qualificadas que orientem políticas públicas e decisões estratégicas.

O Brasil destaca-se globalmente na exploração de lítio, terras raras, nióbio, cobre e grafite. O país é líder mundial na produção de nióbio, detendo quase 90% das reservas conhecidas desse mineral, além de possuir a segunda maior reserva de terras raras com 23% do total mundial. O Brasil também ocupa a sexta posição mundial em produção de lítio e possui projetos em andamento para níquel, titânio, vanádio e outros elementos de terras raras.

O crescente interesse pelos minerais essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono impulsionou a ANM a reforçar suas ações regulatórias e de fomento. O Brasil reconhece sua importância estratégica no fornecimento global desses recursos e busca se posicionar como um ator relevante nesse contexto, atraindo investimentos e parcerias internacionais.

A Política Nacional, que está sendo finalizada pelo Ministério de Minas e Energia, inclui: priorização do licenciamento federal para projetos estratégicos; fortalecimento do mapeamento geológico; articulação com estados e municípios para otimizar a exploração; apoio financeiro ao processamento e exploração dos minerais; incentivo à pesquisa, inovação e qualificação da força de trabalho; e desenvolvimento de infraestrutura logística para o setor.

Os minerais críticos são essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono global. Eles são fundamentais para tecnologias de energia renovável, armazenamento de energia e eletrificação, tornando-os estratégicos para o desenvolvimento sustentável e a segurança energética internacional.

A ANM criou a Divisão de Minerais Críticos sob a liderança de um servidor de carreira da agência, garantindo continuidade e expertise. A agência oferece áreas para pesquisa, moderniza a legislação e incentiva a exploração sustentável desses recursos, funcionando como apoio fundamental para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com 23% do total mundial, ficando atrás apenas da China. As terras raras incluem elementos como lantânio, cério, neodímio, disprósio e outros, que são fundamentais para tecnologias de energia limpa e eletrônica avançada.