Pessoa usando luva preta segurando uma pedra de óxido de ferro, com várias outras pedras de óxido de ferro espalhadas ao fundo, em um contexto de mineração ou extração mineral.
Foto: BJP7images / Shutterstock

ANM fortalece atuação em minerais críticos com setor dedicado à área

Crescente importância do Brasil no fornecimento de minerais estratégicos impulsiona ações regulatórias e políticas setoriais por parte da Agência Nacional de Mineração

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 19/12/2025

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  • A Agência Nacional de Mineração criou em agosto a Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos para fortalecer o monitoramento e a gestão regulatória do segmento de minerais essenciais à transição energética.
  • O Brasil lidera a produção mundial de nióbio com 90% das reservas conhecidas, possui 23% das terras raras globais e ocupa a sexta posição em produção de lítio, posicionando-se como fornecedor estratégico.
  • O Ministério de Minas e Energia finaliza uma Política Nacional de Minerais Críticos com diretrizes para licenciamento prioritário, infraestrutura logística e atração de investimentos internacionais no setor.
Resumo revisado pela redação.

O crescente interesse pelos minerais essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono levou a Agência Nacional de Mineração (ANM) a reforçar suas ações regulatórias e de fomento. Como parte de suas iniciativas, a agência reguladora criou, em agosto, a criação da Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos, que visa fortalecer o monitoramento e a gestão do segmento.

A ANM esclareceu que a criação da Divisão não foi uma resposta a pressões externas, como o maior interesse internacional, especialmente por parte dos Estados Unidos, mas, sim, uma medida planejada que resultou de um processo técnico e institucional de longo prazo. A nova Divisão terá como missão a análise das tendências globais, a formulação de políticas públicas relacionadas aos minerais críticos e estratégicos e a realização de estudos sobre a cadeia produtiva, oferta e demanda desses recursos essenciais.

“Trata-se de um passo planejado e estruturante no fortalecimento da atuação regulatória e de fomento da agência sobre esse segmento mineral, e não de uma resposta pontual ou direta a questões da geopolítica”, destacou a ANM, conforme reportagem de O Globo.

A Divisão também se dedicará à produção e disseminação de informações qualificadas que orientem tanto políticas públicas quanto decisões estratégicas. A liderança do setor ficará a cargo de um servidor de carreira da agência reguladora, garantindo continuidade e expertise na condução das ações.

O Brasil já se destaca no cenário global pela sua atuação consistente na exploração de minerais como lítio, terras raras, nióbio, cobre e grafite. A ANM tem sido um apoio fundamental nesse processo, oferecendo áreas para pesquisa, modernizando a legislação e incentivando a exploração sustentável desses recursos. O país é líder mundial na produção de nióbio, detendo quase 90% das reservas conhecidas desse mineral, além de possuir a segunda maior reserva de terras raras, com 23% do total mundial, atrás apenas da China. O Brasil também vem avançando no ranking de produção de lítio, agora ocupando a sexta posição mundial.

Trabalhador minerando na privatização do minério de ferro na mina subterrânea, usando equipamentos de segurança e máscara de proteção, dentro de um túnel escuro de mineração.
Imagem gerada digitalmente

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) considera a iniciativa uma medida positiva, destacando a importância dos minerais estratégicos para a transição energética global e reconhecendo o papel do Brasil nesse contexto.

Avanços em políticas públicas e regulatórias

Outros órgãos do governo federal também têm intensificado esforços para fortalecer o setor mineral brasileiro. O Ministério de Minas e Energia (MME) está finalizando a elaboração de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com as seguintes diretrizes:

  • priorização do licenciamento federal para projetos estratégicos;
  • fortalecimento do mapeamento geológico;
  • articulação com estados e municípios para otimizar a exploração e o aproveitamento dos recursos;
  • apoio financeiro ao processamento e exploração dos minerais;
  • incentivo à pesquisa, inovação e à qualificação da força de trabalho;
  • desenvolvimento de infraestrutura logística para o setor.

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos também visa atrair investimentos e parcerias internacionais, posicionando o Brasil como um ator relevante no fornecimento de minerais essenciais para a transição energética e a economia global de baixo carbono.

Dúvidas mais comuns

A Agência Nacional de Mineração criou a Divisão de Minerais Críticos e Estratégicos em agosto como resultado de um processo técnico e institucional de longo prazo. A iniciativa foi motivada pelo crescente interesse global pelos minerais essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono, representando um passo planejado e estruturante no fortalecimento da atuação regulatória da agência, e não uma resposta a pressões externas ou questões geopolíticas.

O Brasil possui importantes reservas de minerais críticos e estratégicos, incluindo grafite, níquel, lítio, terras-raras, nióbio e cobre. O país é líder mundial na produção de nióbio, detendo quase 90% das reservas conhecidas desse mineral, além de possuir a segunda maior reserva de terras raras com 23% do total mundial. O Brasil também ocupa a sexta posição no ranking mundial de produção de lítio e continua avançando na exploração sustentável desses recursos.

A Divisão tem como missão analisar tendências globais, formular políticas públicas relacionadas aos minerais críticos e estratégicos, e realizar estudos sobre a cadeia produtiva, oferta e demanda desses recursos. Além disso, dedicar-se-á à produção e disseminação de informações qualificadas que orientem tanto políticas públicas quanto decisões estratégicas, sendo liderada por um servidor de carreira da agência para garantir continuidade e expertise.

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em elaboração pelo Ministério de Minas e Energia, inclui as seguintes diretrizes: priorização do licenciamento federal para projetos estratégicos; fortalecimento do mapeamento geológico; articulação com estados e municípios; apoio financeiro ao processamento e exploração; incentivo à pesquisa, inovação e qualificação da força de trabalho; e desenvolvimento de infraestrutura logística. A política também visa atrair investimentos e parcerias internacionais para posicionar o Brasil como ator relevante no fornecimento de minerais essenciais.

Os minerais críticos são essenciais para a transição energética e a economia de baixo carbono, sendo fundamentais para a produção de tecnologias limpas e renováveis. O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece a importância estratégica desses minerais no contexto global, e o Brasil, com suas abundantes reservas, desempenha um papel crucial no fornecimento desses recursos para a economia global sustentável.

A ANM tem sido um apoio fundamental na exploração de minerais críticos, oferecendo áreas para pesquisa, modernizando a legislação e incentivando a exploração sustentável desses recursos. A agência trabalha em conjunto com outras instituições governamentais para fortalecer o setor mineral brasileiro e posicionar o país como um fornecedor confiável de minerais estratégicos no cenário internacional.

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição no ranking mundial de produção de lítio, avançando significativamente nesse segmento. Com as políticas de fomento e regulação implementadas pela ANM e pelo governo federal, o país tem potencial para aumentar sua participação na produção global desse mineral crítico para a transição energética.

O Brasil é um ator relevante no fornecimento global de minerais críticos, sendo líder mundial em nióbio com 90% das reservas conhecidas, possuindo a segunda maior reserva de terras raras com 23% do total mundial, e ocupando a sexta posição em produção de lítio. As iniciativas regulatórias e políticas públicas em desenvolvimento visam fortalecer ainda mais essa posição e atrair investimentos internacionais para o setor.