Em um momento em que o Brasil desponta como um ator estratégico emergente na oferta de insumos essenciais para a transição energética, a criação da Associação de Minerais Críticos (AMC) marca um novo capítulo para a indústria mineral. A entidade nasce com o objetivo central de integrar empresas, qualificar o debate técnico e fortalecer a atuação nacional na corrida global por lítio, níquel, grafite, terras raras, cobre e outros minerais necessários à economia de baixo carbono.
A AMC chega para suprir lacunas históricas do setor, como: a falta de articulação setorial, os desafios regulatórios e uma necessidade crescente de alinhamento entre governo, investidores e empresas, especialmente as companhias juniores, que enfrentam barreiras maiores à competitividade.
“A AMC nasce para unir o setor e qualificar o debate nacional. Nosso compromisso é criar um espaço de diálogo técnico estruturado que ajude a superar gargalos históricos e fomente um ambiente favorável a investimentos”, destacou à CNN, Frederico Bedran, sócio do escritório Frederico Bedran Advogados e diretor executivo da Associação de Minerais Críticos.
Mas, afinal, quais os objetivos da Associação de Minerais Críticos?
A Associação de Minerais Críticos (AMC) nasce com a missão de estruturar e integrar toda a cadeia dos minerais essenciais à transição energética, fortalecendo o posicionamento do Brasil no cenário global. Entre os objetivos da AMC estão: representar tecnicamente o setor diante do governo, investidores e organismos internacionais; reduzir gargalos históricos como licenciamento, infraestrutura e previsibilidade regulatória; e criar condições para atrair novos investimentos, especialmente para o midstream, etapa central para a agregação de valor e o grau de industrialização interna do país.
Além disso, a AMC busca ampliar a competitividade das empresas, incluindo as menores e mais jovens em tempo de mercado, promover padrões rigorosos de ESG e contribuir ativamente para políticas públicas que consolidem o Brasil como fornecedor confiável, sustentável e inovador em minerais críticos.
“A Associação de Minerais Críticos foi criada para integrar as empresas que atuam nos minerais essenciais à transição energética e consolidar o Brasil como referência global, com inovação, responsabilidade socioambiental e um ambiente regulatório estável”, afirmou a presidente do conselho da AMC, Marisa Cesar, diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS.
A AMC nasce com três propósitos estruturantes:
- Atender à crescente demanda mundial por minerais críticos e ampliar a presença brasileira como fornecedor confiável, sustentável e geopoliticamente estável.
- Criar uma representação técnica dedicada, apta a dialogar com governo, organismos multilaterais e investidores.
- Contribuir para a formulação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em articulação com órgãos públicos.
Para Marcelo Carvalho, diretor executivo da Meteoric Brasil e vice-presidente da AMC, a associação surge para complementar o trabalho de instituições já consolidadas, , mas atuará com foco em temas específicos que afetam empresas juniores e a cadeia de minerais críticos.
Quem faz parte da Associação de Minerais Críticos
O grupo fundador reúne empresas de mineração e serviços associados.
De acordo com a AMC, a associação está aberta a todas as empresas e instituições que investem ou atuam com minerais críticos, do upstream ao processamento e tecnologias associadas.
Novas perspectivas para o setor
Com a criação da Associação de Minerais Críticos, o Brasil avança rumo a uma governança mais integrada, técnica e competitiva. A entidade se coloca como peça-chave para posicionar o país como líder em uma cadeia global que movimentará trilhões de dólares nas próximas décadas. A AMC divulgará publicações periódicas, notas técnicas e eventos públicos, e deve lançar seu website oficial em breve.