Profissional com luvas usa tablet em canteiro de obras com escavadeira e caminhão fora de estrada ao fundo.
Foto: Parilov / Shutterstock

Cinco tecnologias disruptivas no radar da mineração

Mapeamento inclui IA geral, computação quântica, fusão nuclear e novos materiais, com foco em antecipar riscos e orientar decisões de longo prazo

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 24/04/2026

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  • A Vale mapeou cinco tecnologias de fronteira (inteligência artificial geral, computação quântica, fusão nuclear, manufatura aditiva e fibras de carbono) com potencial para transformar operações de mineração e orientar investimentos estratégicos de longo prazo.
  • Essas deep techs podem reduzir riscos operacionais através de automação, IA avançada e sensoriamento geológico, além de otimizar logística, processamento mineral e consumo energético em ambientes extremos.
  • A aplicação dessas tecnologias na mineração impactará segurança operacional, eficiência de frotas, transição energética para aço verde e criação de novos materiais, exigindo integração com estratégia corporativa e portfólios de pesquisa e desenvolvimento.
Resumo revisado pela redação.

Cinco tecnologias de ponta, ou deep techs, como são conhecidas, foram mapeadas por especialistas em inovação da Vale para uso potencial na mineração. A lista inclui inteligência artificial geral, computação quântica, fusão nuclear, manufatura aditiva e fibras de carbono.

Na avaliação do time, essas tecnologias de fronteira podem antecipar riscos operacionais e de mercado e orientar escolhas de investimentos a longo prazo. A aplicação de tecnologias disruptivas no dia a dia não é exceção, mas o estágio mais visível de inovações que amadurecem ao longo de décadas. É o caso da internet, criada a partir de pesquisas militares e acadêmicas, e do GPS, baseado em física relativista e sistemas orbitais. As vacinas de mRNA são outro exemplo, fruto de biologia molecular avançada. O próprio smartphone é fruto da convergência de diferentes deep techs desenvolvidas nas últimas décadas, como semicondutores e sensores.

No ambiente da mineração, inovações como automação de mina e sensoriamento geológico avançado são exemplos de tecnologias de fronteira que têm se consolidado nas operações, tanto nas frentes de lavra quanto nas plantas de processamento mineral.

Operações mais seguras

Dois trabalhadores com capacetes e uniformes de alta visibilidade observam grandes moinhos industriais, garantindo operações mais seguras.
Foto: Parilov / Shutterstock

Na avaliação do time de inovação da Vale, essas tecnologias tendem a impactar em várias frentes da operação:

·       Valorização do fator humano: Com sistemas cada vez mais capazes de aprender e tomar decisões de forma autônoma, o avanço tecnológico aumenta a demanda por habilidades como pensamento crítico, julgamento ético e colaboração, que se tornam ainda mais indispensáveis e insubstituíveis no dia a dia.

·       Operações mais seguras: A aplicação de inteligência artificial (IA) avançada, sensoriamento geológico e automação de mina já contribui para operações em ambientes extremos, reduzindo a exposição a riscos e diminuindo a variabilidade das operações.

·       Processamento e logística integrada: A modelagem computacional complexa e o uso futuro da computação quântica e da IA podem ampliar a capacidade de resolver problemas de otimização que hoje são impossíveis para computadores clássicos. Isso inclui o planejamento do escalonamento de frotas de vagões em grande escala e a previsão de propriedades metalúrgicas sob diferentes condições térmicas.

·       Transição energética: Tecnologias como a fusão nuclear e pequenos reatores modulares (SMRs) aparecem como alternativas para viabilizar energia limpa e de alta densidade. Elas dialogam diretamente com os desafios de descarbonização da Vale e com a viabilização de rotas industriais de baixo carbono para a produção do “aço verde”.

·       Novos materiais e mercados: O monitoramento de manufatura aditiva (impressão 3D) e de novos materiais super-resistentes e leves, como as fibras de carbono, permite antecipar tanto oportunidades como o aumento da carga útil e eficiência de combustíveis em ferrovias, quanto ameaças, já que esses materiais possuem potencial para substituir o aço em aplicações específicas.

IA e automação no centro das operações

Na prática, aplicações de IA geral, combinadas com automação, permitirão a tomada de decisões mais autônomas em tempo real sobre manutenção, uso de equipamentos e consumo de energia, entre outros.

A computação quântica, por sua vez, pode ser usada na otimização do custo de frota, processando variáveis complexas para reduzir os custos operacionais, e também contribuir para a criação de rotas mais eficientes e inteligentes para os fluxos logísticos.

Entre as tecnologias citadas, a manufatura aditiva aparece com maior potencial no curto e médio prazo. A tecnologia permite produzir peças a partir de modelos digitais, com novas geometrias e materiais.

Esse não é um campo totalmente novo para a Vale, já que áreas como a de exploração vêm testando aplicações. O avanço está na convergência com outras tecnologias, como ligas avançadas e novos materiais, sendo fortemente apoiada por recursos de inteligência artificial e modelagem computacional.

Independentemente do alto grau de complexidade e incerteza científica, as deep techs têm sido acompanhadas de forma mais estruturada. O objetivo é integrar a inteligência tecnológica dessas soluções com a estratégia corporativa e os portfólios de pesquisa e desenvolvimento (PDI) da Vale. Com isso, a mineradora busca antecipar impactos de novas tecnologias e orientar as decisões de investimento e operação.

Dúvidas mais comuns

A Vale identificou cinco deep techs com potencial transformador para a mineração: inteligência artificial geral, computação quântica, fusão nuclear, manufatura aditiva e fibras de carbono. Essas tecnologias de fronteira podem antecipar riscos operacionais e de mercado, além de orientar escolhas de investimentos a longo prazo na indústria mineral.

A inteligência artificial, combinada com automação, permitirá tomadas de decisão mais autônomas em tempo real sobre manutenção, uso de equipamentos e consumo de energia. Além disso, a IA avançada contribui para operações mais seguras em ambientes extremos, reduzindo a exposição a riscos e diminuindo a variabilidade das operações minerais.

A computação quântica pode ser utilizada na otimização do custo de frota, processando variáveis complexas para reduzir custos operacionais. Também pode contribuir para a criação de rotas mais eficientes e inteligentes para fluxos logísticos, além de resolver problemas de otimização que hoje são impossíveis para computadores clássicos, como o planejamento de escalonamento de frotas em grande escala.

A manufatura aditiva (impressão 3D) aparece com maior potencial no curto e médio prazo, permitindo produzir peças a partir de modelos digitais com novas geometrias e materiais. Seu avanço está na convergência com outras tecnologias como ligas avançadas, novos materiais e inteligência artificial, possibilitando maior eficiência e inovação nas operações.

A fusão nuclear e pequenos reatores modulares (SMRs) aparecem como alternativas para viabilizar energia limpa e de alta densidade. Essas tecnologias dialogam diretamente com os desafios de descarbonização da mineração e com a viabilização de rotas industriais de baixo carbono para a produção de aço verde.

As fibras de carbono, como novos materiais super-resistentes e leves, permitem antecipar tanto oportunidades, como o aumento da carga útil e eficiência de combustíveis em ferrovias, quanto ameaças, já que esses materiais possuem potencial para substituir o aço em aplicações específicas.

Com sistemas cada vez mais capazes de aprender e tomar decisões de forma autônoma, o avanço tecnológico aumenta a demanda por habilidades como pensamento crítico, julgamento ético e colaboração, que se tornam ainda mais indispensáveis e insubstituíveis no dia a dia das operações minerais.

A Vale acompanha as deep techs de forma estruturada, buscando integrar a inteligência tecnológica dessas soluções com a estratégia corporativa e os portfólios de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O objetivo é antecipar impactos de novas tecnologias e orientar as decisões de investimento e operação da empresa.