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Edifício em construção no Parque da Cidade, construído para sediar a Cop 30, que falará sobre a importância da mineração responsável
Foto: PARALAXIS/ Shutterstock

COP30 será vitrine para a mineração responsável 

A conferência em Belém (PA) é vista pelo setor mineral como chance de reforçar compromissos com práticas sustentáveis e com o desenvolvimento da Amazônia

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 09/09/2025

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  • O setor mineral paraense utilizará a COP30 em Belém para demonstrar que a mineração legal pode ser sustentável e essencial à transição energética global, com foco em minerais críticos como lítio, níquel e cobre.
  • Empresas como Vale, Hydro e MRN estabeleceram metas de redução de emissões (30% a 33% até 2030) e investiram bilhões em descarbonização, reflorestamento e energia limpa para validar compromissos climáticos durante o evento.
  • A COP30 representa oportunidade para o Brasil pressionar o Congresso por marco legal que garanta segurança jurídica aos investidores internacionais e reposicione a mineração amazônica como compatível com preservação ambiental.
Resumo revisado pela redação.

O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral) considera que a COP30 será um marco para reforçar a importância da mineração responsável e ampliar o diálogo com diferentes públicos, incluindo comunidades, governos e investidores internacionais. 

Em entrevista ao RedePará, o presidente do Simineral, Anderson Baranov, destacou que o setor busca participar dos debates globais sobre sustentabilidade, com ações voltadas para o desenvolvimento das pessoas e das comunidades.

Entre essas ações, está o III Congresso Técnico da Mineração Paraense, que discute temas como governança ambiental, inovação e responsabilidade social. Além disso, o Simineral lançou o Prêmio de Comunicação com o tema “COP30 e Mineração: Desafios Climáticos e Soluções Sustentáveis”, que incentiva a produção de conteúdo que aproxime a sociedade da realidade do setor.

A entidade também tem investido em iniciativas culturais e esportivas, como o patrocínio ao Campeonato Paraense de Futebol, em uma estratégia de aproximação com a sociedade.

A mineradora Vale, uma das principais operadoras na região, também enxerga a COP30 como uma chance de mostrar que a mineração legal pode ser sustentável. A empresa atua há mais de 40 anos no Mosaico de Carajás, uma área de 800 mil hectares que abriga unidades de conservação geridas pelo ICMBio. Apenas 3% dessa área é ocupada por atividades minerárias. A companhia tem como meta reduzir em 33% as emissões dos escopos 1 e 2 até 2030, zerar as emissões líquidas até 2050 e cortar 15% das emissões do escopo 3 até 2035. 

Outra empresa que tem se preparado para a COP30 é a Hydro, que intensificou sua estratégia. Em parceria com o Ibram, a empresa promoveu o curso “Mineração para Jornalistas: Desafios e Oportunidades no Contexto da COP30”. Em seu site, a empresa informa que já investiu R$ 8,8 bilhões desde 2022 em projetos voltados à descarbonização, reflorestamento e matriz energética limpa, com a meta de reduzir em 30% suas emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

A Mineração Rio do Norte (MRN) tem alinhado suas ações à COP30 com foco em inovação e sustentabilidade, destacando projetos como o “Rede de Coletores de Sementes”, que envolve comunidades tradicionais no reflorestamento de áreas mineradas, e o “Bauxita Lab”, laboratório de inovação voltado ao desenvolvimento de soluções sustentáveis. A empresa também promoveu o Encontro de Comunicadores do Oeste do Pará para fortalecer a comunicação ambiental na região.

Brasil quer se destacar em minerais críticos

Imagem de minérios minerais de bateria crítica como cobre, grafite, níquel, lítio e manganês, em um fundo preto
Foto: BJP7images/ Shutterstock

A COP30 também será palco para o Brasil promover seus minerais críticos e estratégicos, como lítio, níquel e cobre, essenciais para a transição energética, conforme mostrou a CNN Brasil. O setor mineral brasileiro pressiona o Congresso Nacional pela aprovação de um marco legal que ofereça segurança jurídica aos investidores internacionais. 

A presidência da COP30, liderada pelo embaixador André Corrêa do Lago, tem reforçado a importância da participação do setor privado. Em carta à comunidade internacional, ele destacou que a transição para uma economia de baixo carbono depende da colaboração entre governos, empresas e sociedade civil. A diretora-executiva da COP, Ana Toni, reforçou que a mineração é essencial para a transição energética e que o setor deve atuar com protagonismo e responsabilidade, em entrevista à Agência Brasil.

Para o setor mineral, a COP30 não é apenas um fórum diplomático, mas também uma vitrine para mostrar que é possível conciliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. A expectativa é que o encontro em Belém fortaleça a imagem da mineração legal e sustentável, amplie parcerias estratégicas e contribua para uma nova narrativa sobre o papel da Amazônia no futuro climático do planeta.

Dúvidas mais comuns

A mineração responsável e sustentável envolve práticas que conciliam a extração de recursos minerais com a preservação ambiental e o desenvolvimento social. Isso inclui programas de recuperação de áreas degradadas que vão além das zonas impactadas pela mineração, projetos de preservação da biodiversidade protegendo espécies raras e ameaçadas, e ações de responsabilidade social com as comunidades locais. O objetivo é demonstrar que é possível aliar desenvolvimento econômico com proteção ambiental.

A mineração é essencial para a transição energética global, pois fornece minerais críticos e estratégicos como lítio, níquel e cobre, fundamentais para a produção de baterias, painéis solares e outras tecnologias de energia limpa. O Brasil busca se destacar internacionalmente como fornecedor desses minerais críticos, posicionando-se como um ator importante na transição para uma economia de baixo carbono.

A COP30 em Belém será uma vitrine para as mineradoras mostrarem seu papel na transição energética e reforçarem a importância da mineração responsável. O evento oferece uma oportunidade para ampliar o diálogo com diferentes públicos, incluindo comunidades, governos e investidores internacionais, além de fortalecer a imagem da mineração legal e sustentável e contribuir para uma nova narrativa sobre o papel da Amazônia no futuro climático do planeta.

As principais mineradoras brasileiras estabeleceram metas ambiciosas de redução de emissões. A Vale pretende reduzir em 33% as emissões dos escopos 1 e 2 até 2030, zerar as emissões líquidas até 2050 e cortar 15% das emissões do escopo 3 até 2035. A Hydro busca reduzir em 30% suas emissões até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2050, tendo investido R$ 8,8 bilhões desde 2022 em projetos de descarbonização, reflorestamento e matriz energética limpa.

As mineradoras estão intensificando suas estratégias de comunicação e sustentabilidade para a COP30. O Simineral promove o III Congresso Técnico da Mineração Paraense e lançou o Prêmio de Comunicação com tema em mineração e desafios climáticos. A Hydro ofereceu cursos para jornalistas sobre mineração e oportunidades na COP30. A MRN desenvolve projetos como a 'Rede de Coletores de Sementes' com comunidades tradicionais e o 'Bauxita Lab' para soluções sustentáveis.

O setor mineral brasileiro pressiona o Congresso Nacional pela aprovação de um marco legal que ofereça segurança jurídica aos investidores internacionais. Esse marco é fundamental para atrair investimentos em minerais críticos como lítio, níquel e cobre, essenciais para a transição energética global, e para posicionar o Brasil como um fornecedor confiável e responsável desses recursos.

A Vale atua há mais de 40 anos no Mosaico de Carajás, uma área de 800 mil hectares que abriga unidades de conservação geridas pelo ICMBio, ocupando apenas 3% dessa área com atividades minerárias. A empresa demonstra que é possível manter a maior parte da região preservada enquanto realiza operações minerais responsáveis, alinhando suas atividades com objetivos de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

Segundo a presidência da COP30, a transição para uma economia de baixo carbono depende da colaboração entre governos, empresas e sociedade civil. O setor privado deve atuar com protagonismo e responsabilidade, enquanto a sociedade civil participa do diálogo e da fiscalização. Essa parceria é essencial para garantir que a mineração seja realizada de forma sustentável e que os benefícios sejam compartilhados com as comunidades locais.