O rutênio, um metal de cor cinza prateada do grupo da platina, tem se destacado como a commodity metálica com melhor desempenho no último ano. Seu preço quase dobrou entre meados de 2024 e de 2025, chegando a US$ 800 por onça. No final de novembro, atingiu US$ 908 por onça, conforme o CIF North West Europe Spot (uma referência comum de mercado). O aumento deve-se, principalmente, à crescente demanda impulsionada pela revolução da Inteligência Artificial (IA) para componentes de gravação magnética, como informa a Bloomberg.
O minério é valorizado por sua dureza e versatilidade, com aplicações em eletrônicos, armazenamento de energia e na fabricação de produtos químicos. A indústria de eletrônicos, que inclui discos rígidos, representa 30% da demanda total pelo metal, atrás apenas da indústria química, que, segundo a consultoria SFA, consome 32% do minério. Mas esse cenário tende a mudar, com a indústria de discos rígidos tomando a dianteira do consumo de rutênio.
Por que o rutênio é importante na transformação digital?

As tecnologias de inteligência artificial generativa, em crescimento desde o final de 2022, exigem o armazenamento de grandes volumes de dados em servidores à distância (nuvem). Esse mercado digital impulsiona o consumo de rutênio, principalmente em discos rígidos que equipam os servidores de nuvem. Isso porque o metal é aplicado em uma camada extremamente fina, com menos de um nanômetro de espessura e oferece boa densidade de dados aos servidores. Segundo a consultoria IDC, somente neste ano de 2025, as vendas de discos rígidos devem crescer 16% globalmente, demandando ainda mais a matéria-prima.
Por outro lado, a produção do rutênio, que é em grande parte um subproduto da platina, está em declínio. No ano passado, a oferta anual foi de apenas 30 toneladas e, devido à falta de investimentos após anos de preços baixos, a produção não deve aumentar rapidamente. Como resultado, o mercado pode entrar em um déficit no próximo ano, o que provavelmente sustentará ainda mais os preços.
Descobertas acentuam aumento de demanda
O rutênio é usado principalmente como componente de ligas metálicas para aumentar a tenacidade e a resistência à corrosão graças à presença de platina, paládio e titânio em sua composição. Em eletrônica, ele é usado para fabricar contatos elétricos, resistores de chip e para produzir filmes finos em microchips. Também é usado na fabricação de em células solares e componentes como discos rígidos.
Além disso, é empregado em aplicações no tratamento de certos tipos de câncer. Químicos da UFSCar desenvolveram potenciais fármacos inorgânicos à base de rutênio e defendem que eles podem ser utilizados com alta eficiência no tratamento de doenças cancerígenas e com efeitos colaterais minimizados.
O elemento com número atômico 44 na tabela periódica também vem revelando outros potenciais. Na década passada, por exemplo, tornou-se o quarto elemento químico a apresentar propriedades magnéticas à temperatura ambiente. Junto a ele estavam o ferro (Fe), cobalto (Co) e níquel (Ni). Em última instância, a perspectiva é que esse reconhecimento viabilize a aplicação do rutênio em componentes de lógica e memória magnéticas para computadores, sensores e outros dispositivos que usam materiais magnéticos.
Dúvidas mais comuns
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O rutênio é essencial para datacenters porque é aplicado em camadas extremamente finas (menos de um nanômetro) nos discos rígidos que equipam servidores de nuvem, oferecendo alta densidade de dados. Com o crescimento da inteligência artificial generativa desde 2022, a demanda por armazenamento de grandes volumes de dados em servidores remotos aumentou significativamente, impulsionando o consumo de rutênio na indústria de discos rígidos.
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O preço do rutênio quase dobrou entre meados de 2024 e 2025, chegando a US$ 800 por onça. No final de novembro de 2024, atingiu US$ 908 por onça, conforme a referência CIF North West Europe Spot, tornando-o a commodity metálica com melhor desempenho no último ano.
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O rutênio é utilizado em diversas aplicações: na indústria eletrônica para fabricar contatos elétricos, resistores de chip e filmes finos em microchips; em discos rígidos para armazenamento de dados; em células solares; em ligas metálicas para aumentar tenacidade e resistência à corrosão; e em tratamentos de câncer através de fármacos inorgânicos desenvolvidos por pesquisadores da UFSCar.
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O rutênio é produzido principalmente como subproduto da extração de platina, e sua produção está em declínio. A oferta anual foi de apenas 30 toneladas no ano passado, e devido à falta de investimentos após anos de preços baixos, a produção não deve aumentar rapidamente, podendo resultar em déficit de mercado no próximo ano.
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Químicos da UFSCar desenvolveram potenciais fármacos inorgânicos à base de rutênio que podem ser utilizados com alta eficiência no tratamento de doenças cancerígenas, com a vantagem de apresentar efeitos colaterais minimizados em comparação com outros tratamentos convencionais.
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Sim, o rutênio é classificado como um metal nobre. Ele pertence ao grupo da platina e é um dos metais nobres reconhecidos, caracterizado por sua cor cinza prateada, dureza e versatilidade em diversas aplicações industriais.
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O rutênio apresenta propriedades magnéticas à temperatura ambiente, sendo o quarto elemento químico com essa característica, junto ao ferro, cobalto e níquel. Essa descoberta viabiliza sua aplicação em componentes de lógica e memória magnéticas para computadores, sensores e outros dispositivos que utilizam materiais magnéticos.
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Atualmente, a indústria química é a maior consumidora de rutênio, representando 32% da demanda total, seguida pela indústria de eletrônicos (incluindo discos rígidos) com 30%. No entanto, esse cenário tende a mudar, com a indústria de discos rígidos tomando a dianteira do consumo de rutênio nos próximos anos.