uma mulher usando epis de forma correta para reduzir riscos na mineração
Imagem gerada por Inteligência Artificial

10 EPIs indispensáveis na mineração

Saiba quais são os principais equipamentos de proteção individual necessários para reduzir riscos na mineração

Por Redação, 4 min de leitura

Publicado em 02/10/2025

Baixar PDF Copiar link

A operação em minas, pedreiras e plantas de beneficiamento envolve contato com materiais particulados, poeiras minerais, ruídos intensos, vibração, movimentação de cargas e manuseio de produtos químicos. No Brasil, as atividades são reguladas pela Norma Regulamentadora 22 (NR-22), com obrigações a serem cumpridas por todas as empresas do setor e que incluem programas de prevenção, treinamentos, análises de risco e fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs). 

Publicada originalmente em 1978 com foco em trabalhos subterrâneos, a NR-22 evoluiu para abranger todas as etapas do processo mineral, incluindo lavra, beneficiamento e pesquisa. Seu objetivo é reduzir acidentes e doenças ocupacionais por meio de regras que tratam de ventilação, controle de poeira, sinalização, transporte interno, capacitação e fornecimento de EPIs. 

Ela também define responsabilidades de empregadores e empregados, assegurando condições seguras para as atividades. Com revisões baseadas em normas internacionais e práticas de empresas do setor, a NR-22 busca alinhar a mineração brasileira a padrões globais, priorizando prevenção e cultura de segurança, contextos nos quais o dimensionamento e utilização corretos de EPIs são fundamentais e indispensáveis.

Conheça, a seguir, 10 dos principais EPIs indicados para a mineração e seus objetivos.

1. Capacete de segurança

capacete de segurança
Foto: ong patong/ Shutterstock

O capacete é indispensável para proteger a cabeça contra impactos provocados por queda de objetos, desmoronamentos ou batidas acidentais em estruturas. O uso de uma jugular (cinta de fixação) bem ajustada protege ainda mais o trabalhador. Já em minas subterrâneas, ele deve ter suporte para iluminação acoplada. Além da resistência mecânica, existem modelos com proteção dielétrica, apropriado para atividades próximas a redes elétricas. Capacetes danificados, com rachaduras ou deformações devem ser substituídos imediatamente. Deve atender à norma ABNT NBR 8221:2019, que define requisitos técnicos e de desempenho, e ser certificado por organismo acreditado pelo INMETRO, garantindo qualidade e proteção ao trabalhador.

2. Óculos de proteção

Durante o desmonte de rochas, perfuração ou britagem, partículas são projetadas com alta velocidade, podendo causar lesões graves nos olhos. Óculos com lentes resistentes e proteção lateral reduzem esse risco. Em casos de soldagem ou operações com radiação intensa, são exigidos modelos com filtros específicos. A limpeza constante das lentes é fundamental para evitar distorções visuais que podem comprometer a segurança.

3. Protetores auriculares

protetor auricular amarelo para mineração
Foto: Atitaph_StockPHoTo/ Shutterstock

O ruído proveniente de britadores, compressores e perfuratrizes pode ultrapassar 85 decibéis, limite máximo permitido pela legislação trabalhista. A exposição prolongada sem proteção adequada causa danos permanentes à audição. Existem dois tipos principais de protetores: inserção (plugs) e tipo concha. A escolha depende do nível de pressão sonora e do tempo de exposição. É importante que o dispositivo tenha certificação do Ministério do Trabalho.

4. Respiradores e máscaras

A exposição prolongada à inalação de poeira ou substância pode causar doenças pulmonares graves, como silicose. Respiradores descartáveis do tipo PFF2 são os mais indicados para ambientes com concentração de poeira. Para o contato com gases ou vapores, recomenda-se respiradores semifaciais ou faciais com filtros químicos específicos. O ajuste correto ao rosto garante a eficiência do equipamento. Existem diversos tipos e modelos, que devem considerar a natureza do trabalho e garantir a segurança de todas as pessoas trabalhadoras. A ABNT publicou a Prática Recomendada 1009:2021, que estabelece requisitos de construção, ensaios, indicações de uso, limitações, armazenamento e higienização do equipamento.

5. Luvas de proteção

Supervisor de mineiro de construção usando luva de segurança
Foto: King Ropes Access/ Shutterstock

As mãos estão constantemente expostas a cortes, perfurações, abrasões e contato com produtos químicos. Luvas de couro são indicadas para manuseio de peças metálicas e ferramentas. No caso de produtos corrosivos, as luvas devem ser de PVC ou nitrila. É essencial verificar o nível de resistência mecânica e química para cada aplicação. Além disso, luvas em mau estado devem ser substituídas imediatamente. As luvas devem ter Certificado de Aprovação (CA) válido e ser selecionadas conforme o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da operação mineradora.

6. Calçados de segurança

Botas com biqueira de aço protegem contra impactos de objetos pesados. O solado antiderrapante reduz riscos de escorregamento em áreas molhadas ou com presença de óleo. Em ambientes com possibilidade de choque elétrico, é necessário utilizar modelos isolantes. Outro cuidado é a verificação diária do estado do calçado, já que rasgos ou desgaste do solado comprometem sua eficácia na proteção.

7. Colete refletivo

trabalhadores da mineração usando colete reflexivo
Foto: Kzenon/ Shutterstock

O colete refletivo é essencial na mineração, especialmente em áreas com baixa visibilidade, no tráfego de veículos, em áreas do porto, operações de máquinas e próximo às ferrovias. Ele aumenta a percepção visual dos trabalhadores, reduzindo riscos de atropelamentos e acidentes. Seu uso é obrigatório em diversos meios de produção e deve seguir normas. É necessário realizar inspeções periódicas para verificar desgaste, rasgos ou perda de refletividade. Coletes danificados devem ser substituídos imediatamente.

 8. Cinto e talabarte para trabalhos em altura

Atividades como manutenção de estruturas metálicas, correias transportadoras e silos exigem trabalho acima de dois metros do solo, classificadas, portanto, como trabalho em altura pela NR-35. Nesses casos, é obrigatório o uso de cinturão paraquedista com talabarte absorvedor de energia e a verificação rigorosa dos pontos de ancoragem. Além disso, treinamentos periódicos são indispensáveis para garantir que o trabalhador saiba utilizar o equipamento corretamente.

9. Protetores faciais

O protetor facial amplia a proteção dos óculos, cobrindo todo o rosto contra partículas em alta velocidade e respingos químicos. Modelos em policarbonato oferecem maior resistência a impactos, enquanto os de acetato são mais eficazes contra agentes químicos. Pode ser usado com respiradores, formando uma proteção combinada. Deve possuir CA válido e atender à norma ABNT NBR 13696.

10. Lanternas e sinalizadores

Em minas subterrâneas, a iluminação adequada é um fator fundamental para a segurança. Lanternas portáteis devem ser antiexplosão e compatíveis com ambientes com risco de gases inflamáveis. Além da iluminação individual, sinalizadores visuais ajudam na comunicação e na prevenção de acidentes, especialmente em áreas com baixa visibilidade.

Dúvidas mais comuns

A Norma Regulamentadora 22 (NR-22) é a principal regulamentação que governa as atividades de mineração no Brasil. Publicada originalmente em 1978 com foco em trabalhos subterrâneos, ela evoluiu para abranger todas as etapas do processo mineral, incluindo lavra, beneficiamento e pesquisa. A NR-22 estabelece obrigações para todas as empresas do setor, incluindo programas de prevenção, treinamentos, análises de risco e fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), com o objetivo de reduzir acidentes e doenças ocupacionais.

As operações em minas, pedreiras e plantas de beneficiamento envolvem diversos riscos ocupacionais, incluindo contato com materiais particulados e poeiras minerais, ruídos intensos, vibração, movimentação de cargas e manuseio de produtos químicos. Esses riscos podem causar lesões graves, doenças pulmonares como silicose, danos à audição e acidentes por impacto ou queda de objetos. O dimensionamento e utilização corretos de EPIs são fundamentais para mitigar esses riscos e garantir a segurança dos trabalhadores.

O capacete protege a cabeça contra impactos provocados por queda de objetos, desmoronamentos ou batidas acidentais em estruturas. Em minas subterrâneas, deve ter suporte para iluminação acoplada. Existem modelos com proteção dielétrica apropriados para atividades próximas a redes elétricas. O capacete deve atender à norma ABNT NBR 8221:2019 e ser certificado pelo INMETRO, garantindo qualidade e proteção adequada ao trabalhador.

O ruído proveniente de britadores, compressores e perfuratrizes pode ultrapassar 85 decibéis, limite máximo permitido pela legislação trabalhista. A exposição prolongada sem proteção adequada causa danos permanentes à audição. Existem dois tipos principais de protetores: inserção (plugs) e tipo concha, cuja escolha depende do nível de pressão sonora e do tempo de exposição. O dispositivo deve ter certificação do Ministério do Trabalho para garantir eficácia.

Respiradores descartáveis do tipo PFF2 são os mais indicados para ambientes com alta concentração de poeira, protegendo contra inalação de particulados que podem causar doenças pulmonares graves como silicose. Para o contato com gases ou vapores, recomenda-se respiradores semifaciais ou faciais com filtros químicos específicos. O ajuste correto ao rosto garante a eficiência do equipamento, e a ABNT publicou a Prática Recomendada 1009:2021 estabelecendo requisitos de construção, ensaios e uso adequado.

O colete refletivo é fundamental em áreas com baixa visibilidade, no tráfego de veículos, em áreas do porto, operações de máquinas e próximo às ferrovias. Ele aumenta a percepção visual dos trabalhadores, reduzindo significativamente riscos de atropelamentos e acidentes. Seu uso é obrigatório em diversos meios de produção e requer inspeções periódicas para verificar desgaste, rasgos ou perda de refletividade, com substituição imediata de coletes danificados.

Atividades como manutenção de estruturas metálicas, correias transportadoras e silos que exigem trabalho acima de dois metros do solo são classificadas como trabalho em altura pela NR-35. Nesses casos, é obrigatório o uso de cinturão paraquedista com talabarte absorvedor de energia e verificação rigorosa dos pontos de ancoragem. Treinamentos periódicos são indispensáveis para garantir que o trabalhador saiba utilizar o equipamento corretamente e com segurança.

Em minas subterrâneas, a iluminação adequada é um fator fundamental para a segurança dos trabalhadores. Lanternas portáteis devem ser antiexplosão e compatíveis com ambientes com risco de gases inflamáveis. Além da iluminação individual, sinalizadores visuais ajudam na comunicação e na prevenção de acidentes, especialmente em áreas com baixa visibilidade, garantindo que os trabalhadores possam se deslocar e executar suas tarefas com segurança.