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Daniel Suman apresentando dados em conferência, com público assistindo em sala de reunião.
Mike Hocking, vice-presidente de exploração da Ero

Ero avança no Projeto Furnas e atinge limites históricos de exploração

Depósito de cobre-ouro (IOCG) em Carajás tem recurso inédito de 123Mt indicadas e 226Mt inferidas; nova campanha de sondagem estende mineralização em profundidade

Por Roberto Francellino, 3 min de leitura

Publicado em 30/10/2025

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A Ero está avançando no desenvolvimento do Projeto Furnas, um depósito de cobre-ouro (IOCG) que abrange os municípios de Marabá e Parauapebas (PA). Em parceria com a Vale, a empresa concluiu as duas primeiras fases de sondagem e iniciou a terceira, visando completar 55.000 metros de perfuração neste ano, enquanto desenvolve o scoping study (estudo de escopo) do projeto. A nova campanha de perfuração já estendeu a mineralização conhecida em centenas de metros além dos limites históricos. O projeto é considerado o próximo passo para consolidar a Ero como uma grande produtora de cobre no Brasil.

O Projeto Furnas é descrito pelo gerente-geral do empreendimento, Daniel Suman, como “a próxima etapa” na estratégia de crescimento da Ero no Brasil, sucedendo a recente entrada em produção comercial da Mina de Tucumã, também no Pará. A empresa, que produzia 20.000 toneladas de cobre em 2017, atingiu 73.000 toneladas com a nova operação e, agora, Furnas representa o próximo salto de produção e agregação de valor para a companhia.

“Esse projeto realmente é um próximo passo para alavancar mais ainda suas operações no Brasil, consolidando [a Ero] como um grande produtor de cobre nacionalmente”, afirmou Daniel Suman.

Potencial Geológico e Recursos

O vice-presidente de Exploração da Ero, Mike Hocking, destacou o potencial geológico do depósito, situado na mesma estrutura da mina do Salobo. A Zona de Cisalhamento Furnace, que hospeda o minério, tem entre 100 e 200 metros de largura, com mineralização (calcopirita e bornita) estendendo-se da superfície até 950 metros de profundidade.

O vice-presidente de Exploração informou que a nova campanha da Ero já estendeu a mineralização em 440 metros além do furo histórico mais profundo no setor Sudeste (SE) e 300 metros no setor Noroeste (NW). A mineralização, segundo ele, permanece aberta e forte.

O Projeto Furnas tem um longo histórico de exploração. A Anglo American realizou as primeiras sondagens em 2001 e a Vale assumiu o ativo em 2006, executando campanhas expressivas de 57.000 metros entre 2010 e 2012.

A parceria entre a Vale e a Ero foi assinada em meados de 2024 e o cronograma atual da Ero até 2029 está dividido em três fases. “Estamos em outubro e nós já concluímos a primeira e a segunda fase de sondagem”, disse Suman. “Estamos desenvolvendo o nosso scoping study. A terceira fase de sondagem foi iniciada neste mês e as expectativas são de a gente fechar o ano com 55.000 metros de sondagem.”

Programas técnicos de geotecnia para um modelo 3D, hidrogeologia, para modelagem numérica de água, e metalurgia, para otimizar a recuperação de cobre, estão em andamento para suportar os estudos de viabilidade.

ESG e comunidade

Suman destacou a complexidade da gestão socioambiental na região, que abrange grandes fazendas, assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e  pequenas comunidades nos municípios de Marabá e Parauapebas. Ele enfatizou a necessidade de gerenciar as expectativas geradas por décadas de pesquisa mineral na área.

“Gerenciar expectativa é falar a verdade, ser transparente sobre o que nós estamos fazendo, quais os próximos passos”, afirmou Suman. “A licença social que precisamos para operar começou a ser desenvolvida no primeiro dia em que a Ero colocou o pé no projeto.”

O gerente-geral também informou que o projeto opera com 362.000 horas trabalhadas sem acidentes (com ou sem afastamento) e está implementando o programa de transformação de segurança DSS (DuPont Sustainable Solutions). 

Na frente ambiental, os estudos de base foram concluídos e a empresa trabalha nas atividades necessárias para o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), visando à licença prévia. O scoping study, segundo Suman, está avaliando os diferentes cenários de mina a céu aberto e subterrânea.

Os detalhes do projeto e os dados técnicos foram apresentados por Suman e por Mike Hocking, vice-presidente de Exploração da Ero, em palestra técnica durante a Exposibram, em Salvador (BA).

Confira a cobertura completa da Exposibram na página especial do Radar Mineração.

Dúvidas mais comuns

O Projeto Furnas é um depósito de cobre-ouro do tipo IOCG localizado nos municípios de Marabá e Parauapebas, no Pará, desenvolvido em parceria entre a Ero e a Vale. Representa o próximo passo estratégico na consolidação da Ero como grande produtora de cobre no Brasil, sucedendo a Mina de Tucumã. O projeto é fundamental para o crescimento da empresa, que aumentou sua produção de cobre de 20.000 toneladas em 2017 para 73.000 toneladas com a nova operação.

O Projeto Furnas está situado na Zona de Cisalhamento Furnace, a mesma estrutura que hospeda a mina do Salobo. A zona tem entre 100 e 200 metros de largura, com mineralização de calcopirita e bornita estendendo-se da superfície até 950 metros de profundidade. A nova campanha de perfuração estendeu a mineralização em 440 metros além do furo histórico mais profundo no setor Sudeste e 300 metros no setor Noroeste, permanecendo aberta e forte.

O cronograma da Ero até 2029 está dividido em três fases de sondagem. A empresa já concluiu as duas primeiras fases e iniciou a terceira em outubro, com expectativa de completar 55.000 metros de perfuração neste ano. Simultaneamente, a empresa está desenvolvendo o scoping study e realizando programas técnicos de geotecnia, hidrogeologia e metalurgia para suportar os estudos de viabilidade.

O Projeto Furnas possui um longo histórico de exploração mineral. A Anglo American realizou as primeiras sondagens em 2001, e a Vale assumiu o ativo em 2006, executando campanhas expressivas de 57.000 metros entre 2010 e 2012. A parceria entre Vale e Ero foi assinada em meados de 2024, marcando uma nova fase de desenvolvimento do projeto.

O projeto opera com 362.000 horas trabalhadas sem acidentes e está implementando o programa de transformação de segurança DSS (DuPont Sustainable Solutions). Na frente ambiental, os estudos de base foram concluídos e a empresa trabalha nas atividades necessárias para o EIA/Rima, visando à licença prévia. O scoping study está avaliando diferentes cenários de mina a céu aberto e subterrânea.

A Ero reconhece a complexidade da gestão socioambiental na região, que abrange grandes fazendas, assentamentos do Incra e pequenas comunidades. A empresa enfatiza a transparência e a verdade como base para gerenciar expectativas geradas por décadas de pesquisa mineral na área. Segundo o gerente-geral Daniel Suman, a licença social começou a ser desenvolvida desde o primeiro dia em que a Ero colocou o pé no projeto.

A Ero está desenvolvendo programas técnicos em três frentes principais: geotecnia para um modelo 3D, hidrogeologia para modelagem numérica de água, e metalurgia para otimizar a recuperação de cobre. Esses estudos estão sendo conduzidos em paralelo ao scoping study, que avalia diferentes cenários de operação, tanto para mina a céu aberto quanto subterrânea.

A mineralização no Projeto Furnas estende-se da superfície até 950 metros de profundidade, com a Zona de Cisalhamento Furnace tendo entre 100 e 200 metros de largura. A nova campanha de perfuração já estendeu significativamente os limites conhecidos, com 440 metros de extensão além do furo histórico mais profundo no setor Sudeste e 300 metros no setor Noroeste, indicando forte potencial de expansão.