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Daniel Suman apresentando dados em conferência, com público assistindo em sala de reunião.
Mike Hocking, vice-presidente de exploração da Ero

Ero avança no Projeto Furnas e atinge limites históricos de exploração

Depósito de cobre-ouro (IOCG) em Carajás tem recurso inédito de 123Mt indicadas e 226Mt inferidas; nova campanha de sondagem estende mineralização em profundidade

Por Roberto Francellino, 3 min de leitura

Publicado em 30/10/2025 | Atualizado em 31/10/2025

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  • A Ero expandiu a mineralização do Projeto Furnas em centenas de metros além dos limites históricos, consolidando seu potencial como próximo grande depósito de cobre-ouro no Brasil em parceria com a Vale.
  • A empresa completou duas fases de sondagem e iniciará a terceira visando 55.000 metros de perfuração em 2024, com mineralização aberta até 950 metros de profundidade na Zona de Cisalhamento Furnace.
  • O projeto representa o próximo salto produtivo da Ero após Tucumã, elevando sua produção de cobre de 73.000 para volumes significativamente maiores, dependendo de licenças ambientais e aceitação social nas comunidades locais.
Resumo revisado pela redação.

A Ero está avançando no desenvolvimento do Projeto Furnas, um depósito de cobre-ouro (IOCG) que abrange os municípios de Marabá e Parauapebas (PA). Em parceria com a Vale, a empresa concluiu as duas primeiras fases de sondagem e iniciou a terceira, visando completar 55.000 metros de perfuração neste ano, enquanto desenvolve o scoping study (estudo de escopo) do projeto. A nova campanha de perfuração já estendeu a mineralização conhecida em centenas de metros além dos limites históricos. O projeto é considerado o próximo passo para consolidar a Ero como uma grande produtora de cobre no Brasil.

O Projeto Furnas é descrito pelo gerente-geral do empreendimento, Daniel Suman, como “a próxima etapa” na estratégia de crescimento da Ero no Brasil, sucedendo a recente entrada em produção comercial da Mina de Tucumã, também no Pará. A empresa, que produzia 20.000 toneladas de cobre em 2017, atingiu 73.000 toneladas com a nova operação e, agora, Furnas representa o próximo salto de produção e agregação de valor para a companhia.

“Esse projeto realmente é um próximo passo para alavancar mais ainda suas operações no Brasil, consolidando [a Ero] como um grande produtor de cobre nacionalmente”, afirmou Daniel Suman.

Potencial Geológico e Recursos

O vice-presidente de Exploração da Ero, Mike Hocking, destacou o potencial geológico do depósito, situado na mesma estrutura da mina do Salobo. A Zona de Cisalhamento Furnace, que hospeda o minério, tem entre 100 e 200 metros de largura, com mineralização (calcopirita e bornita) estendendo-se da superfície até 950 metros de profundidade.

O vice-presidente de Exploração informou que a nova campanha da Ero já estendeu a mineralização em 440 metros além do furo histórico mais profundo no setor Sudeste (SE) e 300 metros no setor Noroeste (NW). A mineralização, segundo ele, permanece aberta e forte.

O Projeto Furnas tem um longo histórico de exploração. A Anglo American realizou as primeiras sondagens em 2001 e a Vale assumiu o ativo em 2006, executando campanhas expressivas de 57.000 metros entre 2010 e 2012.

A parceria entre a Vale e a Ero foi assinada em meados de 2024 e o cronograma atual da Ero até 2029 está dividido em três fases. “Estamos em outubro e nós já concluímos a primeira e a segunda fase de sondagem”, disse Suman. “Estamos desenvolvendo o nosso scoping study. A terceira fase de sondagem foi iniciada neste mês e as expectativas são de a gente fechar o ano com 55.000 metros de sondagem.”

Programas técnicos de geotecnia para um modelo 3D, hidrogeologia, para modelagem numérica de água, e metalurgia, para otimizar a recuperação de cobre, estão em andamento para suportar os estudos de viabilidade.

ESG e comunidade

Suman destacou a complexidade da gestão socioambiental na região, que abrange grandes fazendas, assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e  pequenas comunidades nos municípios de Marabá e Parauapebas. Ele enfatizou a necessidade de gerenciar as expectativas geradas por décadas de pesquisa mineral na área.

“Gerenciar expectativa é falar a verdade, ser transparente sobre o que nós estamos fazendo, quais os próximos passos”, afirmou Suman. “A licença social que precisamos para operar começou a ser desenvolvida no primeiro dia em que a Ero colocou o pé no projeto.”

O gerente-geral também informou que o projeto opera com 362.000 horas trabalhadas sem acidentes (com ou sem afastamento) e está implementando o programa de transformação de segurança DSS (DuPont Sustainable Solutions). 

Na frente ambiental, os estudos de base foram concluídos e a empresa trabalha nas atividades necessárias para o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), visando à licença prévia. O scoping study, segundo Suman, está avaliando os diferentes cenários de mina a céu aberto e subterrânea.

Os detalhes do projeto e os dados técnicos foram apresentados por Suman e por Mike Hocking, vice-presidente de Exploração da Ero, em palestra técnica durante a Exposibram, em Salvador (BA).

Confira a cobertura completa da Exposibram na página especial do Radar Mineração.

Dúvidas mais comuns

O Projeto Furnas é um depósito de cobre-ouro (IOCG) localizado aproximadamente 50 quilômetros a sudeste das operações de Salobo da Vale e aproximadamente 190 quilômetros a nordeste do Projeto Tucumã, da Ero. O projeto abrange os municípios de Marabá e Parauapebas no estado do Pará.

A Ero está desenvolvendo o Projeto Furnas em parceria com a Vale, que assumiu o ativo em 2006. A parceria entre as duas empresas foi assinada em meados de 2024, com a Ero assumindo a liderança do desenvolvimento do projeto e a Vale mantendo participação no empreendimento.

O Projeto Furnas está situado na Zona de Cisalhamento Furnace, a mesma estrutura que hospeda a mina do Salobo. A zona tem entre 100 e 200 metros de largura, com mineralização de calcopirita e bornita estendendo-se da superfície até 950 metros de profundidade. A nova campanha de perfuração já estendeu a mineralização em 440 metros além do furo histórico mais profundo no setor Sudeste e 300 metros no setor Noroeste.

A Ero planeja completar 55.000 metros de perfuração em 2024 como parte de sua terceira fase de sondagem. A empresa já concluiu as duas primeiras fases de sondagem e iniciou a terceira em outubro, desenvolvendo simultaneamente o scoping study (estudo de escopo) do projeto.

O Projeto Furnas representa o próximo passo na estratégia de crescimento da Ero no Brasil, sucedendo a recente entrada em produção comercial da Mina de Tucumã. A empresa produzia 20.000 toneladas de cobre em 2017, atingiu 73.000 toneladas com Tucumã, e Furnas representa o próximo salto de produção, consolidando a Ero como um grande produtor de cobre nacionalmente.

A Ero está desenvolvendo programas técnicos de geotecnia para criar um modelo 3D, hidrogeologia para modelagem numérica de água, e metalurgia para otimizar a recuperação de cobre. Além disso, os estudos de base ambiental foram concluídos e a empresa trabalha nas atividades necessárias para o EIA/Rima, visando à licença prévia.

A Ero está gerenciando a complexidade socioambiental da região através da transparência e comunicação com as comunidades locais, grandes fazendas, assentamentos do Incra e pequenas comunidades. O projeto opera com 362.000 horas trabalhadas sem acidentes e está implementando o programa de transformação de segurança DSS (DuPont Sustainable Solutions), desenvolvendo a licença social desde o primeiro dia de operações.

O Projeto Furnas tem um longo histórico de exploração iniciado pela Anglo American em 2001. A Vale assumiu o ativo em 2006 e executou campanhas expressivas de 57.000 metros entre 2010 e 2012. A Ero assumiu a liderança do projeto em meados de 2024, com cronograma até 2029 dividido em três fases de sondagem.