- A Ero expandiu a mineralização do Projeto Furnas em centenas de metros além dos limites históricos, consolidando seu potencial como próximo grande depósito de cobre-ouro no Brasil em parceria com a Vale.
- A empresa completou duas fases de sondagem e iniciará a terceira visando 55.000 metros de perfuração em 2024, com mineralização aberta até 950 metros de profundidade na Zona de Cisalhamento Furnace.
- O projeto representa o próximo salto produtivo da Ero após Tucumã, elevando sua produção de cobre de 73.000 para volumes significativamente maiores, dependendo de licenças ambientais e aceitação social nas comunidades locais.
A Ero está avançando no desenvolvimento do Projeto Furnas, um depósito de cobre-ouro (IOCG) que abrange os municípios de Marabá e Parauapebas (PA). Em parceria com a Vale, a empresa concluiu as duas primeiras fases de sondagem e iniciou a terceira, visando completar 55.000 metros de perfuração neste ano, enquanto desenvolve o scoping study (estudo de escopo) do projeto. A nova campanha de perfuração já estendeu a mineralização conhecida em centenas de metros além dos limites históricos. O projeto é considerado o próximo passo para consolidar a Ero como uma grande produtora de cobre no Brasil.
O Projeto Furnas é descrito pelo gerente-geral do empreendimento, Daniel Suman, como “a próxima etapa” na estratégia de crescimento da Ero no Brasil, sucedendo a recente entrada em produção comercial da Mina de Tucumã, também no Pará. A empresa, que produzia 20.000 toneladas de cobre em 2017, atingiu 73.000 toneladas com a nova operação e, agora, Furnas representa o próximo salto de produção e agregação de valor para a companhia.
“Esse projeto realmente é um próximo passo para alavancar mais ainda suas operações no Brasil, consolidando [a Ero] como um grande produtor de cobre nacionalmente”, afirmou Daniel Suman.
Potencial Geológico e Recursos
O vice-presidente de Exploração da Ero, Mike Hocking, destacou o potencial geológico do depósito, situado na mesma estrutura da mina do Salobo. A Zona de Cisalhamento Furnace, que hospeda o minério, tem entre 100 e 200 metros de largura, com mineralização (calcopirita e bornita) estendendo-se da superfície até 950 metros de profundidade.
O vice-presidente de Exploração informou que a nova campanha da Ero já estendeu a mineralização em 440 metros além do furo histórico mais profundo no setor Sudeste (SE) e 300 metros no setor Noroeste (NW). A mineralização, segundo ele, permanece aberta e forte.
O Projeto Furnas tem um longo histórico de exploração. A Anglo American realizou as primeiras sondagens em 2001 e a Vale assumiu o ativo em 2006, executando campanhas expressivas de 57.000 metros entre 2010 e 2012.
A parceria entre a Vale e a Ero foi assinada em meados de 2024 e o cronograma atual da Ero até 2029 está dividido em três fases. “Estamos em outubro e nós já concluímos a primeira e a segunda fase de sondagem”, disse Suman. “Estamos desenvolvendo o nosso scoping study. A terceira fase de sondagem foi iniciada neste mês e as expectativas são de a gente fechar o ano com 55.000 metros de sondagem.”
Programas técnicos de geotecnia para um modelo 3D, hidrogeologia, para modelagem numérica de água, e metalurgia, para otimizar a recuperação de cobre, estão em andamento para suportar os estudos de viabilidade.
ESG e comunidade
Suman destacou a complexidade da gestão socioambiental na região, que abrange grandes fazendas, assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pequenas comunidades nos municípios de Marabá e Parauapebas. Ele enfatizou a necessidade de gerenciar as expectativas geradas por décadas de pesquisa mineral na área.
“Gerenciar expectativa é falar a verdade, ser transparente sobre o que nós estamos fazendo, quais os próximos passos”, afirmou Suman. “A licença social que precisamos para operar começou a ser desenvolvida no primeiro dia em que a Ero colocou o pé no projeto.”
O gerente-geral também informou que o projeto opera com 362.000 horas trabalhadas sem acidentes (com ou sem afastamento) e está implementando o programa de transformação de segurança DSS (DuPont Sustainable Solutions).
Na frente ambiental, os estudos de base foram concluídos e a empresa trabalha nas atividades necessárias para o EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), visando à licença prévia. O scoping study, segundo Suman, está avaliando os diferentes cenários de mina a céu aberto e subterrânea.
Os detalhes do projeto e os dados técnicos foram apresentados por Suman e por Mike Hocking, vice-presidente de Exploração da Ero, em palestra técnica durante a Exposibram, em Salvador (BA).
Confira a cobertura completa da Exposibram na página especial do Radar Mineração.

