A Exposibram 2026 começa hoje, 24 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Serão quatro dias de programação sobre mineração, mercado de commodities, minerais críticos, regulação, tecnologia e sustentabilidade. O evento tem área de exposições e congresso, reunindo empresas, especialistas e representantes do setor mineral.
A abertura do Congresso Brasileiro de Mineração, às 15h00 de hoje, terá discussões sobre a nova configuração do mercado mineral e as mudanças nas cadeias internacionais de fornecimento. Um dos destaques da programação é a participação de Rohitesh Dhawan, presidente e CEO do International Council on Mining and Metals (ICMM), que fará uma apresentação sobre a nova geopolítica dos minérios.
A programação do primeiro dia também prevê discussões sobre as tendências do mercado de commodities minerais, com representantes da EY, BHP, CRU Group e Mosaic. A análise considera as mudanças no mercado internacional e seus efeitos sobre produtores e consumidores de minerais.
Geopolítica na Exposibram 2026
O evento discutirá a importância global dos minerais considerados estratégicos e que influenciam na geopolítica global, à medida que países e empresas buscam reduzir riscos de fornecimento e garantir acesso a matérias-primas utilizadas em diferentes segmentos industriais.
O Brasil participa desse movimento como produtor de diversos minerais e também com oportunidades de ampliar presença em etapas de processamento. O cobre é um dos exemplos.
As exportações brasileiras de cobre cresceram 83,8% no primeiro semestre de 2026, para US$ 3,87 bilhões. O faturamento chegou a R$ 20,6 bilhões, alta de 41% na comparação com o mesmo período anterior.
A cadeia desse mineral tem oportunidades de aproveitamento de subprodutos. Molibdênio e rênio, por exemplo, podem ser recuperados durante a produção do metal, ampliando o número de materiais obtidos a partir das operações.
Terça-feira (25) discute minerais críticos
A programação da Exposibram avança nos próximos dias para as políticas relacionadas aos minerais críticos e estratégicos. O Congresso Brasileiro de Mineração terá um painel dedicado ao tema, com discussão sobre políticas públicas e formação de cadeias produtivas no Brasil.
A questão está relacionada ao aumento da demanda internacional por minerais considerados importantes para diferentes setores industriais. A discussão também envolve a capacidade brasileira de transformar recursos minerais em projetos e cadeias de maior valor.
A regulação será outro assunto da programação. Licenciamento ambiental, segurança jurídica e atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM) estão entre os temas previstos.
O licenciamento aparece nas discussões sobre implantação e expansão de projetos. Já a segurança jurídica está relacionada às condições necessárias para investimentos de longo prazo no setor.
A programação também inclui transformação digital, inovação, produtividade, pesquisa e desenvolvimento, relacionamento com comunidades e desenvolvimento de fornecedores.
Quarta-feira (26) terá painel sobre commodities
No dia 26 de agosto, um dos painéis do Congresso Brasileiro de Mineração discutirá as perspectivas para minério de ferro, cobre e ouro. Participam executivos da Vale, CSN Mineração, Vale Base Metals e Kinross Brasil.
A discussão ocorre após a divulgação dos resultados positivos do cobre e do ferro no primeiro semestre. O crescimento das exportações brasileiras ocorre em um mercado no qual o metal é considerado importante para diferentes aplicações industriais e para tecnologias associadas à transição energética.
A agenda de commodities será acompanhada por debates sobre as condições do mercado internacional e os impactos das mudanças geopolíticas sobre produtores e consumidores.
Tecnologia e sustentabilidade
A Exposibram também terá discussões sobre tecnologia e sustentabilidade. Entre os assuntos previstos estão transformação digital, inteligência artificial, gestão de recursos hídricos, fechamento de mina e descarbonização.
O uso de inteligência artificial na gestão de recursos hídricos será discutido junto com outras iniciativas relacionadas à produtividade e à transformação digital da mineração.
Já a programação ambiental inclui o mercado regulado de carbono e estratégias para redução de emissões. ESG, competitividade e pesquisa e desenvolvimento.
Mineramundo espera mais de 12 mil estudantes

A programação da Exposibram não ficará restrita ao Congresso e à exposição. O Mineramundo espera receber mais de 12 mil estudantes durante os quatro dias do evento.
O espaço terá atividades sobre mineração, geologia e minerais. Uma das novidades é uma caixa de areia com realidade aumentada, que permite modificar a superfície e visualizar mudanças no relevo e nos cursos d’água.
O Mineramundo também contará com um trem cenográfico, a Casa da Mineração, quizzes, realidade virtual e telas interativas. O trem apresenta parte da história da mineração, enquanto a Casa da Mineração mostra a presença dos minerais em objetos e equipamentos utilizados no cotidiano.
Uma das atividades será realizada com amostras de minerais e participação de geólogos ligados ao museu da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A proposta é apresentar características e aplicações dos materiais.
O público do espaço vem aumentando desde sua primeira edição. Em 2024, cerca de 2 mil estudantes participaram das atividades em Belo Horizonte. Em 2025, durante a Exposibram em Salvador, foram mais de 5 mil. Neste ano a expectativa é superar 12 mil estudantes..
* Acompanhe a cobertura da Exposibram 2026 no Radar Mineração.