A disputa por minerais críticos e estratégicos vem ampliando a relação entre mineração e geopolítica, como prevê demonstrar o Congresso Exposibram 2026 já em sua abertura, em 24 de agosto. Nos dias seguintes, o evento segue com debates sobre commodities, políticas públicas, investimentos e estruturação de cadeias de valor globais.
No dia 24, às 15h30, o Congresso promove o talk show “Mineração e Geopolítica – Parte 1”, com Daniel dos Santos, CEO da Alcoa; Grazielle Parenti, vice-presidente Executiva de Sustentabilidade da Vale; Jean Silva Cintra, diretor Financeiro e de Supply Chain da Lundin Mining; e Mariette Bylsma, presidente de Ativos de Joint Ventures Não Operadas da BHP.
Na sequência, às 16h20, o debate continua com a “Parte 2”, que reúne Ana Cristina Sanches Noronha, CEO da Anglo American no Brasil e presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração; e Eduardo de Come, vice-Presidente Executivo da Ero Copper no Brasil; além de executivos da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, da Mineração Usiminas e da Companhia Brasileira do Alumínio.
O encerramento desse bloco ocorre às 17h10, com a palestra “A nova geopolítica dos minérios”, de Rohitesh Dhawan, presidente e CEO do International Council on Mining and Metals (ICMM).
Commodities e minerais críticos
No segundo dia, a programação amplia a discussão para os efeitos da geopolítica sobre o mercado mineral. Às 11h15, o talk show “As principais tendências no mercado de commodities minerais” propõe uma análise das tendências do setor a partir de questões geopolíticas, econômicas e relacionadas à transição energética.
A agenda também prevê debates sobre os mercados de minério de ferro, cobre e ouro, além de corredores logísticos para a atividade mineral e as condições que tornam uma jurisdição atrativa para negócios de mineração.
Outro ponto diretamente relacionado à disputa internacional por minerais estratégicos ocorre às 15h50. O painel “A visão estratégica dos países para os minerais e materiais críticos” reúne representantes do Reino Unido, França, Canadá, Estados Unidos e Austrália.
A presença desses países coloca em discussão diferentes estratégias nacionais para minerais críticos e materiais considerados relevantes para suas economias e cadeias industriais.
Brasil busca estruturar sua estratégia
No dia 26, a programação passa a tratar de maneira mais específica da estratégia brasileira para minerais críticos e estratégicos.
Às 10h30, o Congresso promove o debate “A importância da política para Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil”. Já às 14h, o painel “As políticas públicas para implementação da cadeia de minerais críticos e estratégicos no Brasil” reúne representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Senai, ABDI, Ministério das Relações Exteriores e Ibram.
A discussão inclui a estruturação dessa cadeia no país, com temas como ímãs de terras raras, inovação, indústria e política externa.
Mais tarde, às 15h50, o Congresso prevê a apresentação do “III Estudo Ibram e Cetem: Estratégia para a regulamentação e estruturação das cadeias de valor dos minerais críticos e estratégicos no Brasil”. O estudo apresenta discussões para que o país vá além da extração, pontuando também como devemos regulamentar e organizar as cadeias de valor dos minerais brasileiros.
A agenda também contempla iniciativas estaduais para planos de mineração e desenvolvimento regional, além de discussões sobre o ambiente para investimentos no setor.
Da extração à cadeia de valor
No último dia, 27 de agosto, o programa se desloca para temas relacionados à regulação, sustentabilidade e transformação da indústria mineral. Entre os assuntos estão os controles na comercialização de ouro, o licenciamento ambiental em territórios sensíveis, a descarbonização e as transformações na cadeia produtiva da indústria mineral.
Em complemento às discussões geopolíticas, esses debates devem tratar de fatores que influenciam a competitividade e a capacidade do setor mineral responder às mudanças da economia global.
A programação está sujeita a alterações.
* Acompanhe a cobertura da Exposibram 2026 no Radar Mineração.