As projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) indicam que os fertilizantes ocupam a quinta posição entre os destinos de investimentos da mineração do Brasil entre 2026 e 2029. A previsão é que este mercado receba US$ 6,8 bilhões no período, o que representa 8,9% de todos os aportes sinalizados para a mineração nos próximos quatro anos.
Os maiores investimentos estão previstos para projetos de minério de ferro, seguidos pelos ligados à sustentabilidade e logística, duas áreas-chave na mineração. Os aportes em cobre são o quarto maior, seguidos dos fertilizantes.
Minas Gerais e Pará concentram o maior volume de investimentos – 25,6% e 19,1%, respectivamente. Bahia (15,2%), Ceará (7,1%) e Amazonas (3,5%) fecham o grupo dos cinco maiores receptores.
Dependência de fertilizantes
Júlio Nery Ferreira, diretor de Assuntos Minerários do Ibram, lembrou que o Brasil possui uma grande dependência de fertilizantes importados, e há uma expectativa de que investimentos ocorram de forma rápida para compensar essa vulnerabilidade.
“Embora o objetivo não seja alcançar total autossuficiência no setor, busca-se reduzir a forte dependência externa, principalmente em relação ao potássio”, explicou.
Ferreira lembrou ainda que o mercado enfrentou desafios recentes, pois o aumento no preço do potássio foi muito acentuado, contribuindo para uma redução do consumo estimada em 2 milhões de toneladas.
Apesar dessa queda, o valor gasto com as importações do insumo aumentou 47,6% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com igual período de 2025, fechando em US$ 1 bilhão.
O enxofre, outro produto na pauta mineral, teve aumento de 44,9% nas importações, somando US$ 151 milhões.
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Dúvidas mais comuns
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Os fertilizantes ocupam a quinta posição entre os destinos de investimentos da mineração do Brasil para o período de 2026 a 2029, com previsão de receber US$ 6,8 bilhões, representando 8,9% de todos os aportes sinalizados para o setor. Os maiores investimentos estão previstos para minério de ferro, seguidos por projetos ligados à sustentabilidade e logística, com cobre ocupando a quarta posição.
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A indústria de fertilizantes do Brasil pretende investir R$ 21 bilhões nos próximos quatro anos em projetos nacionais, conforme informado pelo sindicato do setor Sinprifert. Esse investimento visa alavancar a produção de matérias-primas do país e reduzir a atual dependência externa de fertilizantes.
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O Brasil possui uma grande dependência de fertilizantes importados, principalmente em relação ao potássio. Essa vulnerabilidade se intensificou com eventos como o fechamento da Fafen Fertilizantes pela Petrobras em 2020, o que reduziu a produção interna e aumentou a dependência de adubo importado. Atualmente, o Brasil é responsável por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, sendo o quarto país do mundo em consumo.
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O aumento no preço do potássio foi muito acentuado, contribuindo para uma redução do consumo estimada em 2 milhões de toneladas. Apesar dessa queda no consumo, o valor gasto com as importações do insumo aumentou 47,6% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com igual período de 2025, fechando em US$ 1 bilhão, demonstrando a vulnerabilidade do país aos preços internacionais.
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Minas Gerais e Pará concentram o maior volume de investimentos em mineração, com 25,6% e 19,1% respectivamente. Em seguida, estão Bahia (15,2%), Ceará (7,1%) e Amazonas (3,5%), formando o grupo dos cinco maiores receptores de investimentos no setor.
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O objetivo não é alcançar total autossuficiência no setor de fertilizantes, mas sim reduzir a forte dependência externa, principalmente em relação ao potássio. Os investimentos buscam equilibrar a balança comercial e diminuir a vulnerabilidade do país aos preços internacionais de insumos essenciais para a agricultura.
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O mercado de fertilizantes do Brasil foi avaliado em USD 25,81 bilhões em 2025 e estima-se que cresça para USD 27,22 bilhões em 2026. O Brasil é responsável por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes, sendo o quarto país do mundo em consumo, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos, em um ambiente de preços mais elevados.
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O enxofre, outro produto importante na pauta mineral, teve aumento de 44,9% nas importações, somando US$ 151 milhões. Esse crescimento nas importações de enxofre, assim como o do potássio, reflete a dependência do Brasil em relação a insumos minerais essenciais para a produção agrícola.