Quinto maior destino de aportes do setor, fertilizantes precisam de mais investimentos, defende Ibram
Instituto lembra da forte dependência de importação desses insumos e tem expectativa de investimentos nacionais para equilibrar a balança comercial
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Redação, < 1min de leitura
Publicado em 16/04/2026
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Quinto maior destino de aportes do setor, fertilizantes precisam de mais investimentos, defende Ibram
16 de abril de 2026
O Brasil projeta US$ 6,8 bilhões em investimentos em fertilizantes entre 2026 e 2029, posicionando o setor como quinto maior destino de aportes da mineração nacional.
A forte dependência de importações de fertilizantes, especialmente potássio, intensificou-se com aumento de 47,6% nos gastos com importações no primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior.
O Ibram defende investimentos acelerados no setor de fertilizantes para reduzir a vulnerabilidade externa e equilibrar a balança comercial, sem necessidade de autossuficiência total.
Resumo revisado pela redação.
As projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) indicam que os fertilizantes ocupam a quinta posição entre os destinos de investimentos da mineração do Brasil entre 2026 e 2029. A previsão é que este mercado receba US$ 6,8 bilhões no período, o que representa 8,9% de todos os aportes sinalizados para a mineração nos próximos quatro anos.
Os maiores investimentos estão previstos para projetos de minério de ferro, seguidos pelos ligados à sustentabilidade e logística, duas áreas-chave na mineração. Os aportes em cobre são o quarto maior, seguidos dos fertilizantes.
Minas Gerais e Pará concentram o maior volume de investimentos – 25,6% e 19,1%, respectivamente. Bahia (15,2%), Ceará (7,1%) e Amazonas (3,5%) fecham o grupo dos cinco maiores receptores.
Dependência de fertilizantes
Júlio Nery Ferreira, diretor de Assuntos Minerários do Ibram, lembrou que o Brasil possui uma grande dependência de fertilizantes importados, e há uma expectativa de que investimentos ocorram de forma rápida para compensar essa vulnerabilidade.
“Embora o objetivo não seja alcançar total autossuficiência no setor, busca-se reduzir a forte dependência externa, principalmente em relação ao potássio”, explicou.
Ferreira lembrou ainda que o mercado enfrentou desafios recentes, pois o aumento no preço do potássio foi muito acentuado, contribuindo para uma redução do consumo estimada em 2 milhões de toneladas.
Apesar dessa queda, o valor gasto com as importações do insumo aumentou 47,6% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com igual período de 2025, fechando em US$ 1 bilhão.
O enxofre, outro produto na pauta mineral, teve aumento de 44,9% nas importações, somando US$ 151 milhões.
Os fertilizantes ocupam a quinta posição entre os destinos de investimentos da mineração do Brasil para o período de 2026 a 2029, com previsão de receber US$ 6,8 bilhões, representando 8,9% de todos os aportes sinalizados para o setor. Os maiores investimentos estão previstos para minério de ferro, seguidos por projetos ligados à sustentabilidade e logística, com cobre em quarto lugar.
No primeiro trimestre de 2026, o Brasil gastou US$ 1 bilhão com importações de potássio, representando um aumento de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, as importações de enxofre somaram US$ 151 milhões, com aumento de 44,9% no mesmo período, demonstrando a alta dependência externa do país em insumos minerais.
O Brasil possui forte dependência de fertilizantes importados, especialmente de potássio, o que representa uma vulnerabilidade econômica. Embora o objetivo não seja alcançar total autossuficiência, busca-se reduzir essa dependência externa para equilibrar a balança comercial e proteger o país de flutuações de preços internacionais, como o aumento acentuado no preço do potássio que reduziu o consumo em 2 milhões de toneladas.
Minas Gerais e Pará concentram o maior volume de investimentos em mineração, com 25,6% e 19,1% respectivamente. Em seguida, aparecem Bahia (15,2%), Ceará (7,1%) e Amazonas (3,5%), formando o grupo dos cinco maiores receptores de aportes no setor.
A Yara é a maior empresa de fertilizantes no Brasil, com 25% de participação de mercado. A Mosaic ocupa a segunda posição com aproximadamente 20%, seguida pela Fertipar com 15% e Heringer com 13%. Os 27% restantes do mercado são divididos entre outras empresas do setor.
O aumento acentuado no preço do potássio contribuiu para uma redução estimada de 2 milhões de toneladas no consumo de fertilizantes. Apesar dessa queda no volume consumido, o valor gasto com importações de potássio aumentou significativamente, demonstrando o impacto negativo da volatilidade de preços internacionais na economia brasileira.
O Ibram espera que investimentos ocorram de forma rápida no setor de fertilizantes para compensar a vulnerabilidade causada pela dependência de importações. A instituição projeta US$ 6,8 bilhões em aportes para o período 2026-2029, buscando reduzir a forte dependência externa, principalmente em relação ao potássio, e fortalecer a produção nacional.