webstory minerais criticos (2)

Fundo de minerais críticos quer mobilizar cerca de R$ 1 bilhão para projetos de mineração

Iniciativa da Régia Capital, BB Asset e Ore Investments prevê BNDESPar e Vale como investidores-âncora e mira projetos ligados à transição energética e às cadeias globais de tecnologia

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 20/05/2026

Baixar PDF Copiar link
  • O ORE Régia FIP de Minerais Críticos busca mobilizar R$ 1 bilhão para financiar projetos de mineração de minerais essenciais à tecnologia global, com BNDESPar e Vale como investidores-âncora.
  • O fundo prioriza ativos em estágios avançados de maturação e opera com pipeline de 360 oportunidades mapeadas, reduzindo riscos exploratórios iniciais e permitindo primeiros investimentos em 2026.
  • A iniciativa posiciona o Brasil como participante estratégico nas cadeias de valor de minerais críticos, aproveitando estabilidade geopolítica e matriz renovável para capturar valor agregado na economia de tecnologia.
Resumo revisado pela redação.

Em um momento de reorganização da cadeia global de suprimentos estratégicos, a Régia Capital, a BB Asset e a Ore Investments lançam o ORE Régia FIP de Minerais Críticos como medida para reduzir a distância entre o potencial geológico brasileiro e a geração de valor na mineração. O fundo de investimento em participações tem como objetivo financiar, desenvolver e acelerar projetos minerários voltados aos minerais críticos, essenciais para tecnologias que impulsionam o crescimento econômico e redefinem o papel de nações na geopolítica mundial.

O registro da oferta, realizado em abril de 2026, marca o início da captação junto a investidores profissionais. O fundo foi selecionado em chamada pública promovida pela BNDESPar e pela Vale, que poderão atuar como investidores-âncora com aportes entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões cada. A expectativa é mobilizar cerca de R$ 1 bilhão com patrimônio comprometido mínimo de R$ 400 milhões. 

Apesar da diversificação mineral, das reservas expressivas em minerais críticos, da matriz elétrica predominantemente renovável e de um ambiente regulatório atento a impactos socioambientais, o Brasil enfrenta entraves na execução de projetos, sobretudo os de greenfield. Esses projetos lidam com custos de capital elevados e ciclos longos de maturação. Nesse contexto, o fundo pode atuar como ponte entre o capital institucional e ativos estratégicos de mineração.

Em nota, o consórcio gestor informou que o fundo priorizará ativos minerais em estágios mais avançados de maturação, reduzindo a exposição ao risco exploratório inicial. A estratégia contempla disciplina financeira, governança ativa e flexibilidade na estruturação de investimentos. Além disso, inclui participação societária, instrumentos de dívida estruturada, debêntures conversíveis, royalties e contratos de offtake. A participação na governança e nas decisões das empresas investidas também está prevista.

O portfólio de minerais elegíveis inclui terras raras, cobre, lítio, níquel, grafite, cobalto, manganês, silício, vanádio, tungstênio, nióbio, urânio e metais do grupo da platina, além de minerais ligados à fertilidade do solo e remineralizadores. Embora o foco inicial seja o upstream da cadeia mineral, a estratégia também contempla o fortalecimento gradual do downstream brasileiro, com o intuito de ampliar a captura de valor agregado dentro do país.

De acordo com o CEO da Ore Investments, Mauro Barros, o fundo inicia sua operação com uma base consolidada de oportunidades mapeadas ao longo dos últimos anos. “Não estamos partindo do zero. O fundo entra em operação com um pipeline proprietário de mais de 360 oportunidades mapeadas ao longo dos últimos anos, e a estrutura flexível nos permite calibrar cada investimento ao perfil de risco e ao estágio do ativo. A expectativa é realizar os primeiros investimentos ainda em 2026”, disse.

A estrutura do consórcio reflete uma tentativa de integrar diferentes competências necessárias ao desenvolvimento mineral. A Régia Capital contribuiu com a gestão de recursos, estruturação financeira, análise de risco e atuação em sustentabilidade e governança. A Ore Investments, por sua vez, aporta conhecimento técnico e regulatório. A BB Asset atua como parceira estratégica e distribuidora institucional.

Segundo as empresas, a demanda inicial pela tese já demonstrou tração no mercado, vide a captação de mais de R$ 100 milhões em menos de quatro meses.

Para os gestores, o novo cenário global abre espaço para que o Brasil avance não apenas como produtor mineral, mas também como participante estratégico das cadeias de valor associadas à economia do futuro. O entendimento é que o país possui condições de ampliar sua competitividade internacional em um momento em que governos e investidores buscam fornecedores considerados mais seguros e geopoliticamente estáveis.

Dúvidas mais comuns

É um fundo de investimento em participações lançado pela Régia Capital, BB Asset e Ore Investments com o objetivo de financiar, desenvolver e acelerar projetos minerários voltados aos minerais críticos. O fundo busca mobilizar cerca de R$ 1 bilhão para reduzir a distância entre o potencial geológico brasileiro e a geração de valor na mineração, com registro de oferta realizado em abril de 2026.

O portfólio inclui terras raras, cobre, lítio, níquel, grafite, cobalto, manganês, silício, vanádio, tungstênio, nióbio, urânio e metais do grupo da platina, além de minerais ligados à fertilidade do solo e remineralizadores. Esses minerais são essenciais para tecnologias que impulsionam o crescimento econômico e redefinem o papel das nações na geopolítica mundial.

O fundo tem como expectativa mobilizar cerca de R$ 1 bilhão, com patrimônio comprometido mínimo de R$ 400 milhões. O BNDESPar e a Vale poderão atuar como investidores-âncora com aportes entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões cada.

Apesar da diversificação mineral, reservas expressivas e matriz elétrica renovável, o Brasil enfrenta entraves na execução de projetos, especialmente os de greenfield. Esses projetos lidam com custos de capital elevados e ciclos longos de maturação, o que torna o fundo uma ponte importante entre o capital institucional e ativos estratégicos de mineração.

O fundo utiliza uma estratégia flexível que contempla participação societária, instrumentos de dívida estruturada, debêntures conversíveis, royalties e contratos de offtake. Além disso, inclui participação na governança e nas decisões das empresas investidas, com foco em ativos em estágios mais avançados de maturação para reduzir a exposição ao risco exploratório.

O fundo inicia sua operação com uma base consolidada de mais de 360 oportunidades mapeadas ao longo dos últimos anos. Essa estrutura proprietária de pipeline permite calibrar cada investimento ao perfil de risco e ao estágio do ativo, com expectativa de realizar os primeiros investimentos ainda em 2026.

O fundo posiciona o Brasil não apenas como produtor mineral, mas como participante estratégico das cadeias de valor da economia do futuro. Com a estratégia de fortalecer gradualmente o downstream brasileiro, o país amplia a captura de valor agregado, aproveitando a demanda global por fornecedores geopoliticamente estáveis e seguros.

O consórcio integra a Régia Capital, que contribui com gestão de recursos e estruturação financeira; a Ore Investments, que aporta conhecimento técnico e regulatório; e a BB Asset, que atua como parceira estratégica e distribuidora institucional. Essa estrutura reflete a integração de diferentes competências necessárias ao desenvolvimento mineral.