Vista aérea de um local de mineração a céu aberto com um sistema GT-ISM com uma grande correia transportadora depositando terra em uma pilha cônica, cercada por estradas de terra e vegetação esparsa sob um céu parcialmente nublado.
Complexo minerador Serra Sul, em Canaã dos Carajás (Foto: Vale / Divulgação)

MCTI cria grupo de trabalho para fortalecer soberania tecnológica na mineração

Governo quer ampliar inovação e protagonismo brasileiro na cadeia global de minerais críticos

Por Rafael Maia, 2 min de leitura

Publicado em 13/05/2026

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  • O governo federal criou o Grupo de Trabalho Inovação para o Setor Mineral (GT-ISM) para fortalecer a soberania tecnológica brasileira na cadeia global de minerais críticos, reduzindo dependência em etapas de transformação e refino.
  • O GT-ISM reúne instituições estratégicas como CNPq, Finep e Embrapii para elaborar o programa Inova+Mineral em três meses, integrando universidades, institutos de pesquisa e empresas em torno de seis eixos temáticos prioritários.
  • A liderança em minerais críticos depende do domínio tecnológico e estruturação de cadeias industriais, não apenas de reservas, com investimentos previstos de R$ 2 bilhões e 40 propostas selecionadas de empresas e instituições científicas.
Resumo revisado pela redação.

O governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou, nesta quarta-feira (13), a criação do Grupo de Trabalho Inovação para o Setor Mineral (GT-ISM). Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC), a iniciativa tem como objetivo promover a soberania tecnológica da mineração brasileira na corrida global por minerais críticos.

O GT-ISM nasce alinhado às diretrizes de transformação ecológica, transição energética, segurança alimentar e industrialização do governo brasileiro, e tem como finalidade elaborar a proposta do programa Inova+Mineral. Este, por sua vez, deve fortalecer a inovação no setor, com foco na agregação de valor, ampliação do conteúdo nacional e inserção do Brasil em cadeias globais de valor. A proposta também busca reduzir a dependência tecnológica em etapas de transformação, como separação, refino, transformação e industrialização dos recursos minerados.

Durante o lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que a mineração precisa ser vista pela ótica da inovação, e não mais pela da exploração. Segundo ela, isso significa ampliar o debate para incluir aspectos relacionados à ciência, tecnologia, sustentabilidade e responsabilidade ambiental. “O Brasil precisa transformar sua riqueza mineral em conhecimento, valor agregado e futuro para o próprio povo”, disse.

Estrutura do GT-ISM

O GT-ISM foi criado no âmbito do MCTI e reunirá instituições estratégicas ligadas à ciência, tecnologia e inovação. Entre elas estão a Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), o Cetem (Centro de Tecnologia Mineral), o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). Sob coordenação da Setec, o grupo terá a missão de elaborar, em até três meses, a proposta do programa Inova+Mineral.

O grupo também deve integrar diferentes instrumentos de fomento à inovação, aproximando universidades, institutos de pesquisa e empresas. Entre os temas prioritários do GT-ISM estão: 

  • Fortalecimento da infraestrutura científica e tecnológica dos Institutos de Ciência e Tecnologia e dos centros de pesquisa.
  • Formação e capacitação de recursos humanos.
  • Pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação.
  • Extensionismo tecnológico e empreendedorismo.
  • Industrialização, agregação de valor e ampliação do conteúdo nacional.
  • Fortalecimento de cadeias produtivas de base mineral prioritárias e estratégicas para o país.

Ao defender a criação do grupo, os representantes pontuaram que a liderança global em minerais críticos não depende apenas da posse de reservas, mas também da capacidade de dominar tecnologias e estruturar cadeias industriais de maior intensidade tecnológica.

A ministra Luciana Santos destacou que a iniciativa se insere em uma estratégia mais ampla de reindustrialização e fortalecimento da soberania nacional. Segundo ela, isto está inserido entre as missões do Nova Indústria Brasil (NIB), especialmente no que diz respeito à articulação de uma unidade política no governo que caminhe em uma só direção. 

Ela ainda pontuou que o programa Inova+Mineral já prevê mais de R$ 2 bilhões em investimentos e conta com mais de 40 propostas selecionadas, advindas de dezenas de empresas brasileiras e instituições científicas.

Dúvidas mais comuns

O GT-ISM é uma iniciativa criada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com o objetivo de promover a soberania tecnológica da mineração brasileira na corrida global por minerais críticos. Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SETEC), o grupo reúne instituições estratégicas de ciência, tecnologia e inovação para elaborar a proposta do programa Inova+Mineral em até três meses.

O programa Inova+Mineral busca fortalecer a inovação no setor mineral com foco na agregação de valor, ampliação do conteúdo nacional e inserção do Brasil em cadeias globais de valor. Também visa reduzir a dependência tecnológica em etapas de transformação, como separação, refino, transformação e industrialização dos recursos minerados, transformando a riqueza mineral brasileira em conhecimento e valor agregado.

O GT-ISM reúne instituições estratégicas como a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Essas instituições trabalham de forma integrada para aproximar universidades, institutos de pesquisa e empresas.

Soberania tecnológica na mineração refere-se à capacidade de um país dominar as tecnologias necessárias para extrair, processar e industrializar minerais, reduzindo dependência externa. Segundo o MCTI, a liderança global em minerais críticos não depende apenas da posse de reservas, mas também da capacidade de dominar tecnologias e estruturar cadeias industriais de maior intensidade tecnológica.

Os temas prioritários incluem: fortalecimento da infraestrutura científica e tecnológica dos institutos de pesquisa; formação e capacitação de recursos humanos; pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação; extensionismo tecnológico e empreendedorismo; industrialização, agregação de valor e ampliação do conteúdo nacional; e fortalecimento de cadeias produtivas de base mineral estratégicas para o país.

O programa Inova+Mineral já prevê mais de R$ 2 bilhões em investimentos e conta com mais de 40 propostas selecionadas, advindas de dezenas de empresas brasileiras e instituições científicas. Esses recursos visam impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico no setor mineral brasileiro.

O GT-ISM está alinhado às diretrizes de transformação ecológica, transição energética, segurança alimentar e industrialização do governo brasileiro. A iniciativa também se insere na estratégia mais ampla de reindustrialização e fortalecimento da soberania nacional, fazendo parte das missões do Nova Indústria Brasil (NIB).

Segundo a ministra Luciana Santos, a mineração precisa ser vista pela ótica da inovação, não mais pela da exploração. Isso significa ampliar o debate para incluir aspectos relacionados à ciência, tecnologia, sustentabilidade e responsabilidade ambiental, transformando a riqueza mineral em conhecimento, valor agregado e futuro para o povo brasileiro.