O avanço da transição energética global tem impulsionado a demanda por minerais e metais, com uma estimativa de necessidade de mais de 300 novas minas em todo o mundo. Diante desse cenário, o International Council on Mining and Metals (ICMM) defende que, embora a extração de novos recursos seja essencial, o setor mineral tem a oportunidade de adotar práticas circulares que transformem resíduos em valor, aumentem a eficiência no uso de recursos e contribuam para metas de descarbonização.
Uma das frentes mais promissoras é a construção de uma economia circular para baterias utilizadas na mineração. Segundo o ICMM, essas baterias — especialmente as de caminhões de grande porte — mantêm parte relevante de sua capacidade energética mesmo após o fim da vida útil. Essa energia residual pode ser redirecionada para aplicações como abastecimento de escritórios, armazenamento de energia renovável ou fornecimento de energia de reserva para comunidades locais
Circularidade como estratégia central

A iniciativa Innovation for Cleaner, Safer Vehicles (ICSV), liderada pelo ICMM, tem demonstrado que ações coordenadas entre mineradoras, fabricantes de equipamentos e outros atores da cadeia de valor são fundamentais para viabilizar soluções tecnológicas complexas. A circularidade das baterias, segundo o conselho, não é um objetivo periférico, mas central para maximizar o valor desses ativos e estender sua vida útil.
O reaproveitamento de baterias também pode gerar benefícios econômicos e sociais. Processos de reciclagem, recondicionamento e reuso criam demanda por profissionais especializados, como engenheiros e técnicos, estimulam o emprego local e fortalecem a inovação. Além disso, o uso de baterias em segunda vida pode oferecer alternativas mais limpas e acessíveis aos combustíveis fósseis, especialmente em comunidades com acesso limitado à energia.
O ICMM também destaca o potencial de recuperação de materiais críticos como lítio, grafite, cobre, ferro, aço e alumínio a partir de baterias usadas. Em países como o Chile, onde há grande concentração de minas, a adoção de frotas elétricas poderia gerar milhares de baterias descartadas por década. Com uma abordagem circular, esse volume poderia gerar capacidade de armazenamento energético para atender até 10% da população chilena.
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Para que essas soluções se tornem realidade, o ICMM aponta a necessidade de superar desafios regulatórios, como o transporte de baterias classificadas como material perigoso, que gera custos elevados e atrasos logísticos. A organização defende que parcerias tecnológicas e políticas públicas integradas são essenciais para destravar o potencial da circularidade no setor mineral.
Dúvidas mais comuns
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A economia circular de baterias na mineração refere-se à reutilização, recondicionamento e reciclagem de baterias utilizadas em equipamentos de grande porte, como caminhões. Essas baterias mantêm parte relevante de sua capacidade energética mesmo após o fim da vida útil, podendo ser redirecionadas para aplicações como abastecimento de escritórios, armazenamento de energia renovável ou fornecimento de energia de reserva para comunidades locais, transformando resíduos em valor.
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O ICMM considera a circularidade de baterias central porque não é um objetivo periférico, mas estratégico para maximizar o valor desses ativos e estender sua vida útil. Com a estimativa de necessidade de mais de 300 novas minas em todo o mundo para atender à transição energética global, a adoção de práticas circulares permite que o setor mineral transforme resíduos em valor, aumente a eficiência no uso de recursos e contribua para metas de descarbonização.
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O reaproveitamento de baterias gera múltiplos benefícios: cria demanda por profissionais especializados como engenheiros e técnicos, estimulando emprego local e fortalecendo a inovação; oferece alternativas mais limpas e acessíveis aos combustíveis fósseis, especialmente em comunidades com acesso limitado à energia; e possibilita a recuperação de materiais críticos como lítio, grafite, cobre, ferro, aço e alumínio, que podem ser reintegrados à cadeia produtiva.
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A economia circular reduz as emissões de gases poluentes ao aumentar a reutilização de materiais e reduzir a produção a partir de matéria-prima virgem. Segundo estudo da Circle Economy, a economia circular pode reduzir 39% das emissões de gases de efeito estufa até 2032. No contexto da mineração, essa abordagem diminui a necessidade de novas extrações e os impactos ambientais associados, contribuindo significativamente para as metas de descarbonização.
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Com uma abordagem circular, o volume de baterias descartadas por frotas elétricas no Chile poderia gerar capacidade de armazenamento energético para atender até 10% da população chilena por década. Isso demonstra o potencial significativo da circularidade de baterias em países com grande concentração de minas, onde a adoção de frotas elétricas geraria milhares de baterias descartadas anualmente.
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Os principais desafios incluem questões regulatórias, especialmente o transporte de baterias classificadas como material perigoso, que gera custos elevados e atrasos logísticos. Para superar esses obstáculos, o ICMM aponta que parcerias tecnológicas e políticas públicas integradas são essenciais para destravar o potencial da circularidade no setor mineral.
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A iniciativa Innovation for Cleaner, Safer Vehicles (ICSV), liderada pelo ICMM, demonstra que ações coordenadas entre mineradoras, fabricantes de equipamentos e outros atores da cadeia de valor são fundamentais para viabilizar soluções tecnológicas complexas. Essa abordagem colaborativa facilita o desenvolvimento de processos de reciclagem, recondicionamento e reuso de baterias, transformando a circularidade em uma realidade prática.
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As baterias usadas contêm materiais críticos valiosos que podem ser recuperados, incluindo lítio, grafite, cobre, ferro, aço e alumínio. A recuperação desses materiais através de processos de reciclagem permite que sejam reintegrados à cadeia produtiva, reduzindo a dependência de novas extrações e contribuindo para uma economia mais circular e sustentável no setor mineral.