Inovação nas mineradoras vai da filtração à inteligência artificial, apontam especialistas
Iniciativas envolvem redução de água e diminuição de rejeitos por meio de economia circular. Frotas autônomas também estão na lista, reduzindo emissões
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Redação, 2min de leitura
Publicado em 02/03/2026
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Inovação nas mineradoras vai da filtração à inteligência artificial, apontam especialistas
2 de março de 2026
Mineradoras em Minas Gerais implementam inovações que abrangem desde otimizações de processos tradicionais de filtração até adoção de inteligência artificial para treinamento de colaboradores e operações autônomas.
A Itaminas economizou R$ 2,5 milhões em 2024 ao aprimorar a filtração de rejeitos, enquanto a Vale opera a mina Capanema sem demandar água no processo produtivo e utiliza caminhões autônomos em Brucutu para aumentar produtividade.
O setor de mineração expande a sustentabilidade através da gestão hídrica com reuso de água, circularidade no reprocessamento de minério e tecnologias como realidade virtual na exploração mineral desde a fase de pesquisa.
Resumo revisado pela redação.
As mineradoras têm investido em inovação para ampliar a sustentabilidade de suas operações, como indica reportagem do jornal O Tempo. Em Minas Gerais, os exemplos incluem desde melhorias em processos tradicionais, que envolvem filtração, até a adoção de inteligência artificial (IA) para treinamento de colaboradores.
Na Itaminas, que processa minério de ferro em Sarzedo, na Grande Belo Horizonte, a gestão hídrica tem iniciativas que permitem a recuperação de água dos rejeitos de minério e o reuso em operações controladas.
Dados do site Minérios mostram que a mineradora aprimorou o processo de filtração de rejeitos, o que levou a uma economia de R$ 2,5 milhões com lonas e floculantes em 2024, quando comparada com o ano anterior. Os dois insumos são os principais materiais usados nessa etapa.
No caso da mina Capanema, da Vale, a redução de água no processo produtivo é total, pois a unidade opera com umidade natural. Com isso, a planta também não demanda barragens de rejeitos. O empreendimento, que está sendo retomado depois de 22 anos de inatividade, teve suas instalações modernizadas durante cinco anos.
Mina Capanema (Foto: Vale)
Entre os diferenciais estão a integração com outras minas da região para a otimização de processos e redução de impactos ambientais e soluções de circularidade, com o reprocessamento de minério de ferro contido em uma antiga pilha de estéril.
Eficiência e inovação
Além da adoção de tecnologias tradicionais, a mina vai inovar com uso de caminhões fora de estrada autônomos. Em Minas Gerais, a Vale já usa frota de caminhões autônomos na mina de Brucutu, com ganhos em produtividade e redução de emissões de dióxido de carbono.
A Itaminas também tem experimentado novas aplicações, incluindo o uso de IA para treinar seus colaboradores, começando com áreas como transporte e logística.As novas fronteiras de aplicação incluem ainda as fases de exploração mineral, como destaca o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na reportagem de O Tempo. As aplicações começam desde a etapa de pesquisa mineral, com uso de tecnologia de realidade virtual para simular os depósitos minerais antes do avanço de estudos mais detalhados.
Dúvidas mais comuns
As mineradoras estão investindo em inovações que vão desde melhorias em processos tradicionais até a adoção de tecnologias avançadas. Isso inclui aprimoramentos na filtração de rejeitos, gestão hídrica com recuperação e reuso de água, caminhões autônomos, inteligência artificial para treinamento de colaboradores e realidade virtual para simulação de depósitos minerais. Essas inovações buscam aumentar a sustentabilidade e a eficiência operacional.
A Itaminas, que processa minério de ferro em Sarzedo, implementou melhorias significativas no processo de filtração de rejeitos, resultando em economia de R$ 2,5 milhões com lonas e floculantes em 2024. A empresa também investe em gestão hídrica com recuperação de água dos rejeitos para reuso em operações controladas e está experimentando inteligência artificial para treinar colaboradores nas áreas de transporte e logística.
A mina Capanema, retomada após 22 anos de inatividade, opera com umidade natural, eliminando completamente a necessidade de água no processo produtivo e dispensando barragens de rejeitos. Suas instalações foram modernizadas durante cinco anos e incluem integração com outras minas da região para otimização de processos, além de soluções de circularidade com reprocessamento de minério de ferro de antigas pilhas de estéril.
Os caminhões fora de estrada autônomos utilizados pela Vale na mina de Brucutu proporcionam ganhos significativos em produtividade e redução de emissões de dióxido de carbono. Essa tecnologia representa um avanço importante na eficiência operacional e na diminuição do impacto ambiental das operações de mineração.
A inteligência artificial está sendo utilizada para treinar colaboradores em áreas como transporte e logística, conforme iniciativas da Itaminas. Além disso, a IA faz parte de novas fronteiras de aplicação que incluem desde a etapa de pesquisa mineral até fases mais avançadas de exploração, contribuindo para melhorar a qualidade do treinamento e a eficiência operacional.
A realidade virtual é aplicada na etapa de pesquisa mineral para simular depósitos minerais antes do avanço de estudos mais detalhados. Essa tecnologia permite que os especialistas visualizem e analisem os depósitos de forma mais precisa, otimizando o planejamento de exploração e reduzindo riscos associados às operações de mineração.
A gestão hídrica é fundamental para a sustentabilidade das operações de mineração. Iniciativas como a recuperação de água dos rejeitos de minério e seu reuso em operações controladas, conforme implementado pela Itaminas, reduzem o consumo de água e minimizam o impacto ambiental. Operações como a mina Capanema, que funcionam com umidade natural, demonstram como é possível eliminar completamente a demanda por água no processo produtivo.
O aprimoramento do processo de filtração de rejeitos, como realizado pela Itaminas, gera impactos significativos tanto ambientais quanto financeiros. A melhoria resultou em economia de R$ 2,5 milhões em 2024 com redução no uso de lonas e floculantes, os principais insumos dessa etapa. Além da economia de custos, a filtração mais eficiente contribui para melhor gestão de rejeitos e sustentabilidade ambiental.