As mineradoras têm investido em inovação para ampliar a sustentabilidade de suas operações, como indica reportagem do jornal O Tempo. Em Minas Gerais, os exemplos incluem desde melhorias em processos tradicionais, que envolvem filtração, até a adoção de inteligência artificial (IA) para treinamento de colaboradores.
Na Itaminas, que processa minério de ferro em Sarzedo, na Grande Belo Horizonte, a gestão hídrica tem iniciativas que permitem a recuperação de água dos rejeitos de minério e o reuso em operações controladas.
Dados do site Minérios mostram que a mineradora aprimorou o processo de filtração de rejeitos, o que levou a uma economia de R$ 2,5 milhões com lonas e floculantes em 2024, quando comparada com o ano anterior. Os dois insumos são os principais materiais usados nessa etapa.
No caso da mina Capanema, da Vale, a redução de água no processo produtivo é total, pois a unidade opera com umidade natural. Com isso, a planta também não demanda barragens de rejeitos. O empreendimento, que está sendo retomado depois de 22 anos de inatividade, teve suas instalações modernizadas durante cinco anos.

Entre os diferenciais estão a integração com outras minas da região para a otimização de processos e redução de impactos ambientais e soluções de circularidade, com o reprocessamento de minério de ferro contido em uma antiga pilha de estéril.
Eficiência e inovação
Além da adoção de tecnologias tradicionais, a mina vai inovar com uso de caminhões fora de estrada autônomos. Em Minas Gerais, a Vale já usa frota de caminhões autônomos na mina de Brucutu, com ganhos em produtividade e redução de emissões de dióxido de carbono.
A Itaminas também tem experimentado novas aplicações, incluindo o uso de IA para treinar seus colaboradores, começando com áreas como transporte e logística.As novas fronteiras de aplicação incluem ainda as fases de exploração mineral, como destaca o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) na reportagem de O Tempo. As aplicações começam desde a etapa de pesquisa mineral, com uso de tecnologia de realidade virtual para simular os depósitos minerais antes do avanço de estudos mais detalhados.