A Meteoric Resources atualizou a estimativa de recursos minerais do Projeto Caldeira, localizado em Caldas (MG), elevando o volume global do depósito de terras raras para 1,6 bilhão de toneladas. A revisão também ampliou os recursos medidos — categoria que representa o maior nível de confiança geológica na mineração —, que passaram de aproximadamente 37 milhões para 128 milhões de toneladas (crescimento de 246%).
Segundo a empresa, a atualização reforça a base técnica necessária para a conclusão do Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS, na sigla em inglês), considerado uma das etapas mais importantes para o desenvolvimento do empreendimento. Com a nova estimativa, o Projeto Caldeira consolida sua posição entre os maiores depósitos de argilas iônicas contendo terras raras do mundo.
Conhecimento geológico da jazida
Além do aumento do volume estimado de recursos minerais, a campanha de sondagens da Meteoric permitiu aprofundar o conhecimento sobre as características geológicas do depósito.
Os novos dados forneceram informações mais detalhadas sobre a localização, a continuidade e a distribuição do minério, permitindo o refinamento do modelo geológico da jazida.
Segundo o CEO da Meteoric, Stuart Gale, o avanço representa um passo importante para as próximas fases do projeto.
“O maior conhecimento geológico e metalúrgico da jazida fortalece a base técnica do projeto e permite um planejamento mais preciso da futura operação. Isso contribui para otimizar o sequenciamento da lavra, melhorar o controle de qualidade do minério e aumentar a eficiência operacional. O Projeto Caldeira continua demonstrando seu potencial como um dos principais depósitos de argilas iônicas com terras raras do mundo, reunindo grande volume de recursos, altos teores e excelentes índices de recuperação, além de um amplo potencial de crescimento”, afirmou.
Projeto prevê produção de carbonato misto de terras raras
O Projeto Caldeira foi concebido para produzir carbonato misto de terras raras a partir de argilas iônicas, um tipo de depósito que, segundo a empresa, apresenta potencial para uma extração com menor impacto ambiental em comparação a outras formas de ocorrência desses minerais.
As terras raras são consideradas insumos estratégicos para diversas cadeias industriais de alta tecnologia. Entre suas principais aplicações estão a fabricação de ímãs permanentes utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos, dispositivos médicos e outras soluções ligadas à transição energética e à economia de baixo carbono.
Para a Meteoric, a ampliação da estimativa de recursos e o aumento da parcela classificada como recursos medidos tornam o Projeto Caldeira mais consistente do ponto de vista técnico, oferecendo maior previsibilidade para o planejamento da futura operação de mineração.
As futuras atividades deverão ocorrer em áreas da zona rural de Caldas, distantes da área urbana. A empresa afirma que o desenvolvimento do empreendimento seguirá diretrizes voltadas às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), com foco na mineração responsável, na conservação dos recursos naturais e na geração de benefícios para as comunidades locais.
Com a atualização da estimativa de recursos minerais, a companhia reforça o posicionamento do Projeto Caldeira como um dos principais ativos de terras raras em desenvolvimento no Brasil, em um contexto de crescente demanda global por minerais críticos destinados à transição energética.