Representantes da Vale e BeGreen posam entre fileiras de cultivo sustentável em uma fazenda de produção de hortaliças
Foto: Vale

Mina de Águas Claras vira polo de produção de hortaliças em MG

Parceria ativa terceiro projeto de uso social em área de mineração desativada

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 06/04/2026

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  • A Vale cede espaço em área desativada da Mina de Águas Claras para a BeGreen instalar polo de hortaliças sustentáveis com capacidade de 20 toneladas mensais em comodato de cinco anos.
  • O projeto integra três iniciativas simultâneas na Serra do Curral que transformam infraestrutura minerária em espaços de lazer, educação ambiental e produção alimentar, com doação de 10% da produção para entidades sociais.
  • A reconversão de áreas mineradas em polos produtivos e recreativos ressignifica territórios anteriormente dedicados à extração, gerando impacto social e ambiental para comunidades locais de Minas Gerais.
Resumo revisado pela redação.

Um polo de produção de hortaliças, com capacidade mensal de cerca de 20 toneladas, vai ser instalado em parte do antigo terminal ferroviário da Mina de Águas Claras (MAC), em Minas Gerais. Com 6 mil metros quadrados, o empreendimento é um comodato entre a Vale, que cede o espaço durante cinco anos, e a BeGreen, empresa pioneira em fazendas urbanas sustentáveis.

O polo é a terceira iniciativa do Projeto MAC Uso Futuro. As outras duas incluem a parceria com a empresa Sense, que ocupará parte do antigo terminal ferroviário para a abertura do parque do ciclismo, e o comodato com a Prefeitura de Belo Horizonte para a reabertura da trilha do Parque Serra do Curral. Segundo a mineradora, as três iniciativas ressignificam espaços e infraestruturas anteriormente associadas apenas à mineração.

Ressignificando espaços minerais

Vista panorâmica da Mina de Águas Claras, em Nova Lima, Minas Gerais
Foto: Luis War / Shutterstock

A área de produção agrícola sustentável no terminal ferroviário desativado devolve valor à comunidade, unindo preservação ambiental, geração de alimentos e fortalecimento de vínculos sociais.

O projeto inclui contrapartidas de impacto social e ambiental, como a realização de atividades mensais abertas ao público, com foco em educação ambiental e promoção de hábitos saudáveis. O local também vai receber visitas escolares guiadas para instituições públicas de ensino. Outro benefício é a doação de até 10% da produção mensal para entidades sociais da região.

A sinergia entre o polo de hortaliças e os dois outros projetos está no fato de todos estarem localizados na região da Serra do Curral, área anteriormente dedicada à atividade mineral e hoje voltada a novos usos sociais, ambientais e de lazer.

Somente o parque de ciclismo, parceria da Vale com a fabricante de bicicletas Sense, terá 36 mil m² e é um comodato com duração de três anos. A parceria vai permitir a ativação de 2,5 quilômetros de trilhas para prática de ciclismo iniciante e profissional. A infraestrutura inclui loja para locação de bicicletas e lanchonete.

A parceria com a Prefeitura de BH, por sua vez, viabilizou uma rota de acesso ao Parque da Serra do Curral, com 800 metros de extensão. A trilha terá guarita sustentável, placas fotovoltaicas, sinalização em todo o trecho, áreas de contenção e de drenagem da água pluvial, além do manejo da vegetação. 

Dúvidas mais comuns

O Projeto MAC Uso Futuro é uma iniciativa da Vale que ressignifica espaços e infraestruturas da Mina de Águas Claras, desativada em 2002, transformando-os em áreas de uso social, ambiental e de lazer. O projeto inclui três iniciativas principais: um polo de produção de hortaliças sustentáveis, um parque de ciclismo em parceria com a Sense, e a reabertura da trilha do Parque Serra do Curral em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte.

O polo de produção de hortaliças tem capacidade mensal de cerca de 20 toneladas e ocupa 6 mil metros quadrados do antigo terminal ferroviário da Mina de Águas Claras. O empreendimento é operado pela BeGreen, empresa pioneira em fazendas urbanas sustentáveis, através de um comodato com a Vale com duração de cinco anos.

O polo de hortaliças inclui atividades mensais abertas ao público com foco em educação ambiental e promoção de hábitos saudáveis, visitas escolares guiadas para instituições públicas de ensino, e doação de até 10% da produção mensal para entidades sociais da região. Essas iniciativas unem preservação ambiental, geração de alimentos e fortalecimento de vínculos sociais com a comunidade.

A Vale cedeu uma área de 36 mil metros quadrados para a Sense, fabricante de bicicletas, criar um parque de ciclismo através de um comodato com duração de três anos. O parque ativa 2,5 quilômetros de trilhas para prática de ciclismo iniciante e profissional, incluindo infraestrutura como loja para locação de bicicletas e lanchonete.

A trilha do Parque Serra do Curral, viabilizada pela parceria entre a Vale e a Prefeitura de Belo Horizonte, possui 800 metros de extensão e inclui guarita sustentável, placas fotovoltaicas, sinalização em todo o trecho, áreas de contenção e drenagem de água pluvial, além de manejo adequado da vegetação. A rota oferece acesso ao parque com infraestrutura ambiental e de segurança.

Após ser desativada em 2002, a Mina de Águas Claras está sendo transformada através do Projeto MAC Uso Futuro, que converte a área anteriormente dedicada à atividade mineral em espaços de uso social, ambiental e de lazer. A região da Serra do Curral agora abriga um polo de hortaliças sustentáveis, um parque de ciclismo e uma trilha de acesso público, beneficiando a comunidade local.

A BeGreen é uma empresa pioneira em fazendas urbanas sustentáveis que opera o polo de produção de hortaliças na Mina de Águas Claras. Através de um comodato com a Vale, a empresa gerencia a produção mensal de cerca de 20 toneladas de hortaliças em 6 mil metros quadrados, implementando práticas sustentáveis e contribuindo para a educação ambiental e segurança alimentar da região.

A ressignificação de espaços minerais como a Mina de Águas Claras devolve valor às comunidades locais, transformando áreas anteriormente associadas apenas à mineração em espaços que promovem preservação ambiental, geração de alimentos, lazer e educação. Essa transformação fortalece vínculos sociais, melhora a qualidade de vida e cria oportunidades de desenvolvimento sustentável nas regiões onde as atividades mineradoras foram encerradas.