transporte sustentável no setor de mineração, incluindo comboio ferroviário, navio de carga, caminhões e avião, destacando soluções ecológicas para reduzir emissões
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Soluções em transportes ajudam a reduzir emissões no setor mineral

Mineração investe em eficiência energética para modernizar a logística em rodovias, ferrovias e transporte marítimo

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 17/10/2025

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  • O setor mineral adota soluções de transporte sustentável, incluindo caminhões elétricos autônomos e navios com propulsão eólica, para reduzir emissões em operações de logística.
  • A mina de carvão na Mongólia opera 100 caminhões elétricos autônomos que reduzem 48 mil toneladas de CO2 anuais, enquanto o navio Sohar Max economiza 3 mil toneladas de CO2 por ano com rotores cilíndricos.
  • A descarbonização logística na mineração reduz custos operacionais em 10% e perdas de produção em 20%, tornando-se estratégia competitiva para atender crescimento de 15% anual até 2034.
Resumo revisado pela redação.

A demanda mundial por minerais segue em alta e, segundo a consultoria Precedence Research, o setor deve crescer, em média, 15% ao ano até 2034. Para atender a esse avanço, será necessário expandir a infraestrutura logística. O desafio é que esse movimento também pode aumentar a emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Diante disso, o setor mineral tem se antecipado ao problema e busca alternativas, de acordo com reportagem do portal Neofeed. Para o professor Paulo Assis, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), o transporte sustentável é uma saída estratégica. Segundo ele, a instituição desenvolve projetos de logística sustentáveis. 

Entre as iniciativas da Ufop está o desenvolvimento de um concreto asfáltico ecológico feito com resíduos de processamento de minério de ferro. A meta é reduzir a pegada de carbono no transporte rodoviário. A proposta é que a aplicação comece com as próprias mineradoras, que poderiam usar o novo material em suas estradas internas. A redução da pegada de carbono ocorre porque os resíduos eliminam ao menos 50% do uso de cimento em comparação a uma estrada tradicional de concreto. 

Outra frente de redução de GEE envolve a eletrificação de frota, com diversas iniciativas focadas na adoção de caminhões fora-de-estrada elétricos. Esses veículos ainda podem ser automatizados completamente, ou seja, movem-se sem a presença de um motorista. Nesse caso, os custos operacionais caem 10% e as perdas de produção são reduzidas em 20%.

O maior exemplo está na Mongólia, onde uma mina de carvão opera uma frota com 100 caminhões elétricos e autônomos, a maior desse tipo no mundo. Os veículos contam com troca inteligente de bateria e conectividade 5G. A expectativa é de que a operação deixe de emitir cerca de 48 mil toneladas de CO2 por ano em comparação a uma frota convencional movida a diesel. 

No transporte transatlântico de cargas, um dos destaques da descarbonização é o navio Sohar Max, que faz parte das opções de fretamento da Vale para transporte de minério de ferro do Brasil até clientes na Ásia. A embarcação, pertencente à armadora Asyad, de Omã, é considerada o maior navio do mundo com propulsão eólica. A força dos ventos é usada nele a partir da instalação de cinco rotores cilíndricos (rotor sail), que funcionam como uma vela inovadora. 

Navio Sohar Max, o maior do mundo com propulsão eólica, navegando no oceano, destacando-se na descarbonização do transporte marítimo de cargas.
Navio Sohar Max (Foto: Felipe Suave Frasson via Marine Traffic)

Eles giram para criar uma diferença de pressão a fim de mover o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus. O uso dessa tecnologia permite reduzir o consumo de combustível do motor principal da embarcação quando as condições de vento são favoráveis, sem comprometer velocidade ou tempo de viagem.

Com 35 metros de altura e 5 metros de diâmetro, as velas diferenciadas custaram US$ 13 milhões, mas permitem uma redução anual de 3 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), além de adicionarem 6% em ganhos de eficiência. Os resultados finais de melhoria ainda estão em refinamento e podem ser até maiores.

Dúvidas mais comuns

O transporte sustentável é uma saída estratégica para o setor mineral reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Exemplos práticos demonstram resultados significativos: uma frota de 100 caminhões elétricos e autônomos na Mongólia deixa de emitir cerca de 48 mil toneladas de CO2 por ano em comparação a uma frota convencional movida a diesel, enquanto o navio Sohar Max, com propulsão eólica, reduz 3 mil toneladas de CO2 anualmente.

A mineração sustentável é uma abordagem do setor que busca reduzir os impactos ambientais e sociais associados à extração de recursos naturais. Ela se concentra em práticas mais responsáveis e ecologicamente corretas, visando a conservação dos recursos naturais e o bem-estar das comunidades impactadas, incluindo inovações em logística e transporte.

Os caminhões fora-de-estrada elétricos e autônomos reduzem significativamente os custos operacionais em 10% e as perdas de produção em 20%, além de eliminarem emissões diretas de combustíveis fósseis. Esses veículos podem ser completamente automatizados, movendo-se sem a presença de um motorista, e contam com tecnologias como troca inteligente de bateria e conectividade 5G para otimizar a operação.

O efeito Magnus é um fenômeno físico que cria uma diferença de pressão quando objetos cilíndricos giram em um fluxo de ar ou água. No navio Sohar Max, cinco rotores cilíndricos (rotor sail) giram para aproveitar esse efeito, funcionando como velas inovadoras que reduzem o consumo de combustível do motor principal quando as condições de vento são favoráveis, adicionando 6% em ganhos de eficiência.

A Universidade Federal de Ouro Preto desenvolveu um concreto asfáltico ecológico feito com resíduos de processamento de minério de ferro que reduz a pegada de carbono no transporte rodoviário. Esse material elimina ao menos 50% do uso de cimento em comparação a uma estrada tradicional de concreto, com aplicação prevista inicialmente nas estradas internas das próprias mineradoras.

Segundo a consultoria Precedence Research, o setor mineral deve crescer em média 15% ao ano até 2034, o que exigirá expansão significativa da infraestrutura logística. Esse avanço também pode aumentar as emissões de gases de efeito estufa, razão pela qual o setor tem se antecipado ao problema buscando alternativas sustentáveis em transporte e logística.

Os principais tipos de transporte sustentável na mineração incluem: caminhões fora-de-estrada elétricos e autônomos, navios com propulsão eólica, estradas construídas com concreto asfáltico ecológico feito de resíduos de minério, e integração de tecnologias como conectividade 5G e troca inteligente de bateria para otimizar a eficiência operacional.

O maior exemplo está na Mongólia, onde uma mina de carvão opera uma frota com 100 caminhões elétricos e autônomos, considerada a maior desse tipo no mundo. Os veículos contam com troca inteligente de bateria e conectividade 5G, e a operação deixa de emitir cerca de 48 mil toneladas de CO2 por ano em comparação a uma frota convencional movida a diesel.