Minério de ferro e níquel em alta levam Vale a revisar projeções positivamente
Empresa prevê ganho de US$ 1,5 bilhão em fluxo de caixa na operação do minério de ferro. Divisão de metais básicos também tem projeção favorável com vistas à transição energética
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Redação, 2min de leitura
Publicado em 12/05/2026
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Minério de ferro e níquel em alta levam Vale a revisar projeções positivamente
12 de maio de 2026
A Vale aumentou em US$ 1,5 bilhão a projeção de fluxo de caixa livre para a divisão de minério de ferro em 2026, refletindo alta nos preços da commodity e mudanças no cenário macroeconômico internacional.
O ganho projeta-se principalmente pelo aumento de US$ 1,2 bilhão no Ebitda da operação, complementado por US$ 425 milhões em proteção cambial e de combustível e US$ 100 milhões em investimentos de manutenção.
A rentabilidade da divisão de níquel permanece fortemente dependente das cotações do metal, com Ebitda estimado entre US$ 1,15 bilhão e US$ 2 bilhões para 2026 conforme preços variem entre US$ 16 mil e US$ 20 mil por tonelada.
Resumo revisado pela redação.
A Vale revisou as projeções financeiras para 2026 e passou a estimar um aumento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no fluxo de caixa livre da divisão de Soluções de Minério de Ferro. A atualização foi divulgada hoje (12) e considera mudanças no cenário macroeconômico internacional, influenciado pelo conflito no Oriente Médio.
O desempenho projetado para esse segmento reflete principalmente a expectativa de aumento de cerca de US$ 1,2 bilhão no Ebitda da operação, geração de aproximadamente US$ 425 milhões com estratégias de proteção cambial e de combustível e acréscimo de cerca de US$ 100 milhões nos investimentos destinados à manutenção dessa divisão de negócios.
A revisão das projeções da Vale considera dois cenários de mercado. O primeiro foi elaborado antes da escalada do conflito no Oriente Médio, com base nos preços médios registrados entre janeiro e fevereiro de 2026. O segundo incorpora o ambiente posterior ao conflito, utilizando preços spot recentes e o desempenho observado entre janeiro e abril deste ano.
Produção de minério de ferro na mina Brucutu (Foto: Ricardo Teles / Vale)
O cenário avaliado considera a cotação do minério de ferro a US$ 112 por tonelada no fim de 2026 – valor acima dos US$ 102 por tonelada projetados anteriormente; dólar a R$ 4,90, contra R$ 5,27 antes; e o barril de petróleo Brent a US$ 104, ante projeção anterior de US$ 67.
Projeção positiva também para metais básicos
Na divisão de níquel a Vale apresentou sensibilidades em relação a Ebitda e fluxo de caixa livre. A empresa indicou que a rentabilidade do segmento seguirá fortemente condicionada às cotações do metal. Para 2026, o Ebitda estimado para a Vale Base Metals varia entre US$ 1,15 bilhão e US$ 2 bilhões, considerando preços do níquel entre US$ 16 mil e US$ 20 mil por tonelada. Para 2027, as projeções vão de US$ 1,6 bilhão a US$ 2,45 bilhões.
Dúvidas mais comuns
A Vale revisou suas projeções financeiras para 2026 considerando mudanças no cenário macroeconômico internacional, principalmente influenciado pelo conflito no Oriente Médio. A empresa atualizou suas estimativas com base em preços spot recentes e no desempenho observado entre janeiro e abril de 2026, refletindo um ambiente de mercado mais favorável para minério de ferro e metais básicos.
A Vale estima um aumento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no fluxo de caixa livre da divisão de Soluções de Minério de Ferro para 2026. Este aumento é composto principalmente por um acréscimo de cerca de US$ 1,2 bilhão no Ebitda da operação, aproximadamente US$ 425 milhões com estratégias de proteção cambial e de combustível, e cerca de US$ 100 milhões em investimentos de manutenção.
A Vale projeta que o minério de ferro será cotado a US$ 112 por tonelada no fim de 2026, um valor significativamente acima dos US$ 102 por tonelada projetados anteriormente. Esta revisão reflete as condições mais favoráveis do mercado internacional e o impacto dos eventos geopolíticos recentes.
A Vale Metais Básicos é uma das maiores produtoras mundiais de níquel de alta qualidade e também é uma importante produtora de cobre e cobalto de origem responsável. A empresa mantém operações significativas nestes segmentos de metais básicos.
Para 2026, o Ebitda estimado para a Vale Base Metals varia entre US$ 1,15 bilhão e US$ 2 bilhões, considerando preços do níquel entre US$ 16 mil e US$ 20 mil por tonelada. Esta variação reflete a forte dependência da rentabilidade do segmento às cotações do metal no mercado internacional.
A Vale revisou suas projeções considerando dólar a R$ 4,90 (contra R$ 5,27 anteriormente) e barril de petróleo Brent a US$ 104 (ante projeção anterior de US$ 67). Estas mudanças nas variáveis macroeconômicas refletem o novo cenário pós-conflito no Oriente Médio e impactam significativamente os custos operacionais e a rentabilidade das operações.
Para 2027, as projeções de Ebitda da Vale Base Metals variam de US$ 1,6 bilhão a US$ 2,45 bilhões, mantendo a mesma sensibilidade aos preços do níquel. Esta projeção indica expectativas de melhora na rentabilidade do segmento em relação a 2026, refletindo um cenário favorável para metais básicos nos próximos anos.
O custo caixa C1 do minério de ferro da Vale totalizou US$ 23,6 por tonelada, representando um aumento de 12% em relação ao ano anterior, principalmente impactado pela apreciação do real brasileiro. Este indicador é importante para avaliar a competitividade operacional da empresa no mercado global.