Conferência no Mining Summit Bahia 2026, focada na mineração na Bahia
Foto: Thuane Maria - GOVBA / Flickr

Mining Summit Bahia reforça agenda de minerais críticos no estado

Debates sobre expansão do setor, transição energética, inovação, sustentabilidade e atração de investimentos marcaram encontro que reuniu governo, empresas e especialistas em Salvador

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 20/03/2026

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A expansão recente da mineração na Bahia, combinada à crescente demanda global por minerais críticos, pautou os debates do Mining Summit Bahia 2026, realizado em 16 de março, em Salvador. Com foco em inovação, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável, a segunda edição do evento destacou o estado como um dos polos emergentes da mineração brasileira e ampliou o diálogo entre empresas, poder público e investidores.

O evento ocorre em um contexto de crescimento do setor mineral baiano. No primeiro semestre de 2025, a Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) atingiu R$ 6,7 bilhões, o maior valor dos últimos três anos. O desempenho reforça o papel estratégico da Bahia na cadeia mineral nacional e ajuda a explicar a intensificação de iniciativas voltadas à atração de investimentos e à estruturação de novos projetos.

A coordenadora de mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ana Cristina Magalhães, destacou o papel do encontro na articulação entre diferentes agentes do setor. Ela defendeu a criação de um ambiente favorável à formulação de projetos que conciliem a expansão da atividade mineral com exigências ambientais e novas demandas energéticas.

Potencial geológico e atração de investimentos

O avanço da mineração no estado está ancorado na combinação entre potencial geológico e interesse crescente de investidores. A Bahia possui áreas ainda pouco exploradas, com capacidade para ampliar sua participação no mercado nacional e internacional.

“Os minerais críticos são fundamentais para o futuro da economia e também para a soberania dos países. A Bahia possui diversas áreas com potencial para essa exploração”, destacou o CEO do Instituto Minere, Gustavo Cruz.

A avaliação entre os participantes é que o estado pode avançar na cadeia mineral ao integrar exploração, tecnologia e políticas públicas, criando condições para projetos estruturados e financiáveis.

Sustentabilidade e segurança jurídica no centro do debate

A necessidade de equilibrar crescimento econômico e responsabilidade ambiental foi um dos eixos do evento. Representantes do setor destacaram que a expansão da mineração depende de práticas sustentáveis, inovação tecnológica e maior previsibilidade regulatória.

O presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas da Bahia (Sindimiba), Edvaldo Amaral, ressaltou o momento favorável para o estado. “A Bahia tem condições de avançar ainda mais, especialmente neste momento em que se discute a transição energética”, afirmou.

O debate incluiu também a importância da segurança jurídica como fator decisivo para a atração de capital, especialmente em projetos de maior risco, comuns na fase inicial da mineração.

Ambiente de negócios e articulação institucional

A realização do encontro tem apoio do governo da Bahia como parte de um movimento mais amplo de fortalecimento do ambiente de negócios no setor mineral baiano. Ao reunir empresas, investidores, pesquisadores e entidades públicas, o evento funcionou como plataforma de articulação e geração de oportunidades. Nesse contexto, o governador Jerônimo Rodrigues tem reforçado o potencial estratégico da mineração como vetor de desenvolvimento econômico. Em agendas recentes do setor, ele tem enfatizado que a combinação entre recursos minerais, políticas públicas e práticas sustentáveis pode ampliar a atração de investimentos, gerar empregos e estimular a pesquisa científica. A avaliação é que a mineração, integrada a agendas de inovação e energia limpa, pode consolidar o estado como referência em desenvolvimento industrial associado à transição energética.

Dúvidas mais comuns

O Mining Summit Bahia é um evento anual realizado em Salvador que reúne empresas, investidores, pesquisadores e entidades públicas para debater temas relacionados à mineração no estado. A segunda edição, realizada em 16 de março de 2026, focou em inovação, segurança jurídica, desenvolvimento sustentável e a importância dos minerais críticos para a economia e transição energética.

A Bahia possui uma produção mineral diversificada e é uma das cinco maiores do Brasil, liderando a extração de bentonita, barita, cromo, diatomita, magnesita, talco, urânio e vanádio. O estado também ocupa a segunda posição na extração de quartzo, grafita e salgema, com áreas ainda pouco exploradas que podem ampliar sua participação nos mercados nacional e internacional.

No primeiro semestre de 2025, a Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) atingiu R$ 6,7 bilhões, o maior valor dos últimos três anos. Este desempenho reforça o papel estratégico da Bahia na cadeia mineral nacional e demonstra o crescimento contínuo do setor no estado.

Os minerais críticos são fundamentais para o futuro da economia global e para a soberania dos países, sendo essenciais para tecnologias de transição energética e inovação. A Bahia possui diversas áreas com potencial para a exploração desses minerais, posicionando-se como um ator importante nessa cadeia estratégica.

A Bahia busca atrair investimentos através da combinação entre potencial geológico, segurança jurídica, práticas sustentáveis e inovação tecnológica. O estado trabalha na criação de um ambiente favorável à formulação de projetos que conciliem a expansão da atividade mineral com exigências ambientais e demandas energéticas, além de oferecer maior previsibilidade regulatória.

A mineração baiana está integrada à agenda de transição energética, fornecendo minerais críticos necessários para tecnologias limpas e renováveis. O governador Jerônimo Rodrigues enfatiza que a combinação entre recursos minerais, políticas públicas sustentáveis e energia limpa pode consolidar a Bahia como referência em desenvolvimento industrial associado à transição energética.

Os principais desafios incluem a necessidade de equilibrar crescimento econômico com responsabilidade ambiental, implementar práticas sustentáveis e inovação tecnológica, além de garantir segurança jurídica e previsibilidade regulatória. Esses fatores são essenciais para atrair capital, especialmente em projetos de maior risco na fase inicial da mineração.

O governo da Bahia fortalece o ambiente de negócios no setor mineral através de iniciativas como o Mining Summit, articulação entre empresas, investidores e entidades públicas, e políticas que enfatizam o potencial estratégico da mineração como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e estímulo à pesquisa científica.