- A Bahia registrou produção mineral comercializada de R$ 6,7 bilhões no primeiro semestre de 2025, consolidando o estado como polo emergente da mineração brasileira e atraindo investimentos em minerais críticos.
- O Mining Summit Bahia 2026 articulou empresas, poder público e investidores em torno da necessidade de conciliar expansão mineral com sustentabilidade ambiental e segurança jurídica regulatória.
- A mineração baiana integrada à transição energética e à inovação tecnológica pode posicionar o estado como referência em desenvolvimento industrial e geração de empregos na cadeia mineral nacional.
A expansão recente da mineração na Bahia, combinada à crescente demanda global por minerais críticos, pautou os debates do Mining Summit Bahia 2026, realizado em 16 de março, em Salvador. Com foco em inovação, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável, a segunda edição do evento destacou o estado como um dos polos emergentes da mineração brasileira e ampliou o diálogo entre empresas, poder público e investidores.
O evento ocorre em um contexto de crescimento do setor mineral baiano. No primeiro semestre de 2025, a Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) atingiu R$ 6,7 bilhões, o maior valor dos últimos três anos. O desempenho reforça o papel estratégico da Bahia na cadeia mineral nacional e ajuda a explicar a intensificação de iniciativas voltadas à atração de investimentos e à estruturação de novos projetos.
A coordenadora de mineração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ana Cristina Magalhães, destacou o papel do encontro na articulação entre diferentes agentes do setor. Ela defendeu a criação de um ambiente favorável à formulação de projetos que conciliem a expansão da atividade mineral com exigências ambientais e novas demandas energéticas.
Potencial geológico e atração de investimentos
O avanço da mineração no estado está ancorado na combinação entre potencial geológico e interesse crescente de investidores. A Bahia possui áreas ainda pouco exploradas, com capacidade para ampliar sua participação no mercado nacional e internacional.
“Os minerais críticos são fundamentais para o futuro da economia e também para a soberania dos países. A Bahia possui diversas áreas com potencial para essa exploração”, destacou o CEO do Instituto Minere, Gustavo Cruz.
A avaliação entre os participantes é que o estado pode avançar na cadeia mineral ao integrar exploração, tecnologia e políticas públicas, criando condições para projetos estruturados e financiáveis.
Sustentabilidade e segurança jurídica no centro do debate
A necessidade de equilibrar crescimento econômico e responsabilidade ambiental foi um dos eixos do evento. Representantes do setor destacaram que a expansão da mineração depende de práticas sustentáveis, inovação tecnológica e maior previsibilidade regulatória.
O presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas da Bahia (Sindimiba), Edvaldo Amaral, ressaltou o momento favorável para o estado. “A Bahia tem condições de avançar ainda mais, especialmente neste momento em que se discute a transição energética”, afirmou.
O debate incluiu também a importância da segurança jurídica como fator decisivo para a atração de capital, especialmente em projetos de maior risco, comuns na fase inicial da mineração.
Ambiente de negócios e articulação institucional
A realização do encontro tem apoio do governo da Bahia como parte de um movimento mais amplo de fortalecimento do ambiente de negócios no setor mineral baiano. Ao reunir empresas, investidores, pesquisadores e entidades públicas, o evento funcionou como plataforma de articulação e geração de oportunidades. Nesse contexto, o governador Jerônimo Rodrigues tem reforçado o potencial estratégico da mineração como vetor de desenvolvimento econômico. Em agendas recentes do setor, ele tem enfatizado que a combinação entre recursos minerais, políticas públicas e práticas sustentáveis pode ampliar a atração de investimentos, gerar empregos e estimular a pesquisa científica. A avaliação é que a mineração, integrada a agendas de inovação e energia limpa, pode consolidar o estado como referência em desenvolvimento industrial associado à transição energética.