- O MM Gerdau em Belo Horizonte integra acervo geológico, tecnologia digital e experiências interativas para apresentar mineração e história de Minas Gerais em um prédio histórico da Praça da Liberdade.
- O museu utiliza hologramas, realidade aumentada, tabelas periódicas interativas e simuladores de ligas metálicas para conectar conceitos científicos com impactos econômicos e sociais da mineração.
- A instituição amplia seu alcance através de visitas virtuais em 360°, exposições temporárias, oficinas culturais e entrada gratuita, consolidando educação científica como estratégia de engajamento público.
Imagine entrar em um prédio centenário e ser recebido por hologramas de imperadores, sons de cavernas profundas e luzes que revelam os segredos da Terra. Assim começa a jornada pelo MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal, um espaço que aborda ciência e mineração em forma de poesia e espetáculo. Localizado no “Prédio Rosa” da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, o museu reúne acervo geológico, recursos digitais e atividades culturais que valorizam a história de Minas Gerais.
Na Sala das Minas, o visitante encontra minérios como ferro, ouro, diamante, nióbio e grafita, todos acompanhados de informações sobre seu impacto econômico e social. No andar dos metais, a Tabela Periódica interativa responde ao toque, enquanto a Mesa dos Átomos permite simular a formação de ligas metálicas. A sala Vil Metal faz uma provocação: será que o ouro vale mais que um celular? E a Sala da Logística mostra como o minério viaja por trilhos e mares, conectando continentes.
Com projeções digitais, realidade aumentada e jogos interativos, o museu amplia a experiência para diferentes públicos. Personagens como Xica da Silva e Dom Pedro II surgem em hologramas para guiar os visitantes e misturam história com ficção.
A plataforma de visita virtual permite explorar o MM Gerdau com imagens em 360°, vídeos e curiosidades voltados a escolas, pesquisadores e interessados no tema. O museu também promove exposições temporárias, lançamentos de livros, oficinas e encontros culturais, sempre com entrada gratuita.
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Outros museus e minas para visitação
A mineração pode parecer um tema técnico, mas espaços interativos e minas históricas fazem a abordagem de forma educativa em diferentes regiões do Brasil.

Em Ouro Preto (MG), berço da mineração colonial, há várias minas abertas à visitação. A mais famosa é a Mina do Chico Rei, fundada em 1702, que combina histórias e lendas em passeios guiados, inclui curiosidades, além de trilhas subterrâneas e uma piscina natural na propriedade. Outra atração é a Mina do Palácio Velho, com túneis amplos e explicações sobre argilas medicinais e técnicas de mineração do século XVIII.
A poucos minutos de Ouro Preto, em Mariana, está a Mina da Passagem, considerada uma das maiores minas de ouro abertas à visitação no mundo. O acesso é feito por um carrinho que desce 120 metros até galerias com lagos cristalinos, onde é possível nadar ou mergulhar com agendamento prévio.
No sul do país, a Mina de Gramado (RS) funciona como um parque temático da geologia, com mais de mil exemplares de minerais e fósseis, réplica de mina subterrânea, tirolesa, pedalinho e o maior geodo de ametista do mundo.

Em São Paulo, o Museu de Geociências da USP, no campus do Butantã, apresenta fósseis, meteoritos e réplicas de dinossauros. A visita é gratuita e voltada a quem busca aprender mais sobre a formação da Terra e seus minerais.