Entrada principal do Natural History Museum com escadarias, jardins laterais e bandeira do Reino Unido sob o céu azul
Natural History Museum (Foto: Chiuchihmin / Wikimedia Commons)

Natural History Museum: o que ver no museu de minerais de Londres e por que ele é referência mundial

O NHM, em Londres, é um dos principais centros do mundo para entender a origem dos minerais e seu papel na história da humanidade

Por Viviane Kulczynski *, 3 min de leitura

Publicado em 18/04/2026

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  • O Natural History Museum de Londres abriga uma das maiores coleções de mineralogia do mundo, com 185 mil minerais, 177 mil rochas, 5 mil meteoritos e 15 mil minérios, originária de gabinetes de curiosidades do século XVIII e consolidada por coletas sistemáticas nos séculos XIX e XX.
  • A instituição preserva amostras históricas como minério de prata do rei George III e granito coletado por Robert Falcon Scott na Antártida, documentando tanto a prospecção que sustentou a expansão industrial britânica quanto a história científica global.
  • O museu funciona como referência para pesquisadores de geologia econômica e mineralogia ao conectar minerais brutos com aplicações práticas modernas, desde o alumínio de celulares até o cobre para eletrificação global.
Resumo revisado pela redação.

O Natural History Museum, em Londres, é um dos principais centros para entender a origem dos minerais e seu papel na história da humanidade. A herança mineira do NHM está gravada na fachada. Na entrada pela Exhibition Road, ainda se lê, entalhada na pedra, a inscrição “Geological Survey”. É um vestígio de quando o prédio abrigava o Museu Geológico, fundado em 1841 como parte do Serviço Geológico Britânico. Essa origem define a vocação do acervo. Aqui, a mineração é contada a partir da própria terra.

Entrada principal do prédio histórico do Geological Survey and Museum
Entrada leste do museu, na Exhibition Road, com as palavras “Geological Survey & Museum” esculpidas (Foto: Claudio Divizia / Shutterstock)

A coleção de mineralogia, uma das mais importantes do mundo, reúne cerca de 185 mil espécimes de minerais, 177 mil amostras de rochas, 5 mil meteoritos e mais de 15 mil amostras de minérios. Os “gabinetes de curiosidades” do século XVIII, coleções privadas organizadas por aristocratas, intelectuais e cientistas, deram origem ao acervo, mas foi a intensa atividade de coleta e compra nos séculos XIX e XX que consolidou sua abrangência global.

Entre os destaques estão amostras de minério de prata que pertenceram ao rei George III, doadas ao British Museum (do qual o NHM se desmembrou) junto com outros objetos científicos da biblioteca real. O monarca, que reinou entre 1760 e 1820, era apaixonado por ciência, e sua coleção mineralógica reflete o espírito iluminista que marcou a formação dessas instituições — a busca sistemática por recursos minerais traduzida em catalogação impecável.

O museu guarda também coleções um pouco menos espetaculares, mas igualmente reveladoras. A de minérios, com mais de 15 mil espécimes, permanece como recurso valioso para a geologia econômica, a ciência que se debruça sobre a viabilidade de depósitos minerais. Das amostras de solo às perfurações de sondagem, o acervo documenta a prospecção que sustentou a expansão industrial britânica.

A coleção Arthur Russell de minerais britânicos, a coleção Ashcroft de minerais suíços e as coleções Pain e Matthews de gemas fazem do Natural History Museum uma referência para pesquisadores do mundo inteiro. E há histórias dentro das histórias. Amostras de granito coletadas pela expedição Terra Nova de Robert Falcon Scott à Antártida (1910–1913) repousam nas mesmas salas que espécimes trazidos por Charles Darwin em sua viagem no Beagle. Da bauxita que se transforma no alumínio dos celulares à calcopirita que fornece o cobre essencial para a eletrificação global, o museu educa sobre o valor intrínseco e a raridade que elevam o mineral ao status de tesouro.

E há joias no sentido literal. A “Aurora Pyramid of Hope”, coleção de 296 diamantes coloridos, e o meteorito de Marte Tissint são apenas dois dos exemplos que transformam a visita em imersão na mineralogia global. Mais um lembrete de que a crosta terrestre é o nosso maior inventário de sobrevivência.

Galeria do Natural History Museum: a matéria-prima em estado bruto exibida em vitrines antigas de madeira e vidro
Foto: Sergii Figurnyi / Shutterstock

SERVIÇO

Natural History Museum — Cromwell Road, South Kensington. Entrada gratuita. Galeria de Minerais (Earth Galleries). Aberto diariamente das 10h às 17h50. https://www.nhm.ac.uk/

* Especial para o Radar Mineração

Dúvidas mais comuns

A entrada no Natural History Museum é completamente gratuita. Embora funcionários possam convidá-lo a fazer uma doação voluntária nos totens de arrecadação na entrada, nenhuma contribuição é obrigatória. Como instituição financiada pelo governo britânico, o museu oferece acesso livre a todos os visitantes.

O Natural History Museum tem suas raízes no Museu Geológico, fundado em 1841 como parte do Serviço Geológico Britânico. O prédio atual, localizado na Exhibition Road, ainda preserva a inscrição 'Geological Survey' entalhada em sua fachada. Essa origem geológica define a vocação do acervo, que se concentra em minerais, rochas e recursos minerais que sustentaram a expansão industrial britânica.

O Natural History Museum abriga uma das mais importantes coleções de mineralogia do mundo, com aproximadamente 185 mil espécimes de minerais, 177 mil amostras de rochas, mais de 5 mil meteoritos e mais de 15 mil amostras de minérios. Essa coleção abrangente foi consolidada através de gabinetes de curiosidades do século XVIII e intensa atividade de coleta e compra nos séculos XIX e XX.

O museu abriga cerca de 80 milhões de espécies de ciências naturais e da Terra, divididas em cinco coleções principais: botânica, entomologia, mineralogia, paleontologia e zoologia. Destaca-se a Galeria de Minerais (Earth Galleries), que apresenta desde amostras históricas coletadas por Robert Falcon Scott e Charles Darwin até joias como a 'Aurora Pyramid of Hope' com 296 diamantes coloridos e o meteorito de Marte Tissint.

Entre as coleções mais notáveis estão amostras de minério de prata que pertenceram ao rei George III, a coleção Arthur Russell de minerais britânicos, a coleção Ashcroft de minerais suíços, e as coleções Pain e Matthews de gemas. O museu também preserva amostras de granito da expedição Terra Nova de Robert Falcon Scott à Antártida e espécimes coletados por Charles Darwin durante sua viagem no Beagle.

O museu é referência global porque combina uma coleção extraordinariamente abrangente com documentação impecável de recursos minerais que sustentaram a expansão industrial. Suas coleções especializadas em geologia econômica, minérios e gemas servem como recurso valioso para pesquisadores do mundo inteiro, enquanto suas amostras históricas conectam a mineralogia com momentos importantes da exploração científica e industrial.

O Natural History Museum está localizado na Cromwell Road, South Kensington, em Londres. A Galeria de Minerais (Earth Galleries) funciona diariamente das 10h às 17h50. O museu oferece entrada pela Exhibition Road, onde ainda é possível ver a inscrição histórica 'Geological Survey & Museum' esculpida na fachada do prédio.

O museu educa sobre o valor intrínseco e a raridade dos minerais através de exemplos práticos: da bauxita que se transforma no alumínio dos celulares à calcopirita que fornece o cobre essencial para a eletrificação global. As coleções de minérios com mais de 15 mil espécimes documentam a prospecção que sustentou a expansão industrial, enquanto as joias e meteoritos transformam a visita em uma imersão na mineralogia global e na importância da crosta terrestre como inventário de sobrevivência da humanidade.