O Natural History Museum, em Londres, é um dos principais centros para entender a origem dos minerais e seu papel na história da humanidade. A herança mineira do NHM está gravada na fachada. Na entrada pela Exhibition Road, ainda se lê, entalhada na pedra, a inscrição “Geological Survey”. É um vestígio de quando o prédio abrigava o Museu Geológico, fundado em 1841 como parte do Serviço Geológico Britânico. Essa origem define a vocação do acervo. Aqui, a mineração é contada a partir da própria terra.

A coleção de mineralogia, uma das mais importantes do mundo, reúne cerca de 185 mil espécimes de minerais, 177 mil amostras de rochas, 5 mil meteoritos e mais de 15 mil amostras de minérios. Os “gabinetes de curiosidades” do século XVIII, coleções privadas organizadas por aristocratas, intelectuais e cientistas, deram origem ao acervo, mas foi a intensa atividade de coleta e compra nos séculos XIX e XX que consolidou sua abrangência global.
Entre os destaques estão amostras de minério de prata que pertenceram ao rei George III, doadas ao British Museum (do qual o NHM se desmembrou) junto com outros objetos científicos da biblioteca real. O monarca, que reinou entre 1760 e 1820, era apaixonado por ciência, e sua coleção mineralógica reflete o espírito iluminista que marcou a formação dessas instituições — a busca sistemática por recursos minerais traduzida em catalogação impecável.
O museu guarda também coleções um pouco menos espetaculares, mas igualmente reveladoras. A de minérios, com mais de 15 mil espécimes, permanece como recurso valioso para a geologia econômica, a ciência que se debruça sobre a viabilidade de depósitos minerais. Das amostras de solo às perfurações de sondagem, o acervo documenta a prospecção que sustentou a expansão industrial britânica.
A coleção Arthur Russell de minerais britânicos, a coleção Ashcroft de minerais suíços e as coleções Pain e Matthews de gemas fazem do Natural History Museum uma referência para pesquisadores do mundo inteiro. E há histórias dentro das histórias. Amostras de granito coletadas pela expedição Terra Nova de Robert Falcon Scott à Antártida (1910–1913) repousam nas mesmas salas que espécimes trazidos por Charles Darwin em sua viagem no Beagle. Da bauxita que se transforma no alumínio dos celulares à calcopirita que fornece o cobre essencial para a eletrificação global, o museu educa sobre o valor intrínseco e a raridade que elevam o mineral ao status de tesouro.
E há joias no sentido literal. A “Aurora Pyramid of Hope”, coleção de 296 diamantes coloridos, e o meteorito de Marte Tissint são apenas dois dos exemplos que transformam a visita em imersão na mineralogia global. Mais um lembrete de que a crosta terrestre é o nosso maior inventário de sobrevivência.

SERVIÇO
Natural History Museum — Cromwell Road, South Kensington. Entrada gratuita. Galeria de Minerais (Earth Galleries). Aberto diariamente das 10h às 17h50. https://www.nhm.ac.uk/
* Especial para o Radar Mineração
Dúvidas mais comuns
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O Natural History Museum é um dos principais centros globais para entender a origem dos minerais e seu papel na história da humanidade. Originalmente fundado em 1841 como parte do Serviço Geológico Britânico, o museu abriga uma das mais importantes coleções de mineralogia do mundo, com cerca de 185 mil espécimes de minerais, 177 mil amostras de rochas, 5 mil meteoritos e mais de 15 mil amostras de minérios.
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A coleção teve origem nos 'gabinetes de curiosidades' do século XVIII, que eram coleções privadas organizadas por aristocratas, intelectuais e cientistas. A coleção foi consolidada pela intensa atividade de coleta e compra nos séculos XIX e XX, incluindo amostras de minério de prata que pertenceram ao rei George III, doadas ao British Museum junto com outros objetos científicos da biblioteca real.
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Entre os destaques estão a 'Aurora Pyramid of Hope', uma coleção de 296 diamantes coloridos, e o meteorito de Marte Tissint. O museu também guarda amostras de granito coletadas pela expedição Terra Nova de Robert Falcon Scott à Antártida e espécimes trazidos por Charles Darwin em sua viagem no Beagle. Além disso, possui coleções especializadas como a Arthur Russell de minerais britânicos, a Ashcroft de minerais suíços e as coleções Pain e Matthews de gemas.
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Sim, o acesso ao Natural History Museum é completamente gratuito. O museu está aberto diariamente das 10h às 17h50 (fechado nos dias 24, 25 e 26 de dezembro). Embora a entrada seja gratuita, funcionários podem convidar visitantes a fazer doações voluntárias na entrada, mas isso não é obrigatório.
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O tempo de visita varia conforme o interesse do visitante. Para uma visita focada nas principais atrações, como a Galeria de Minerais (Earth Galleries), recomenda-se entre 1h30 a 2 horas. Visitantes que desejam explorar todas as coleções e ler as informações detalhadas podem passar várias horas no museu.
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O museu é referência global porque reúne uma das mais abrangentes coleções de mineralogia do mundo, com espécimes coletados sistematicamente durante séculos de diferentes regiões do planeta. Suas coleções especializadas, como a de minérios com mais de 15 mil espécimes para pesquisa em geologia econômica, e a documentação de prospecção que sustentou a expansão industrial britânica, fazem dele um recurso valioso para pesquisadores internacionais.
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A coleção de minérios educa sobre o valor intrínseco e a raridade dos minerais, mostrando como eles se transformam em materiais essenciais para a vida moderna. Desde a bauxita que se transforma no alumínio dos celulares até a calcopirita que fornece o cobre essencial para a eletrificação global, o museu demonstra como a crosta terrestre é o maior inventário de sobrevivência da humanidade.
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O Natural History Museum está localizado em Cromwell Road, South Kensington, em Londres. O acesso mais fácil é pelo metrô, utilizando a estação South Kensington. A entrada principal pela Exhibition Road ainda preserva a inscrição 'Geological Survey' esculpida na pedra, um vestígio de sua origem como Museu Geológico.