Uma grande sala de reuniões com pessoas sentadas ao redor de três lados de uma mesa em forma de U. Dois homens estão sentados na parte central da frente, com uma bandeira brasileira atrás deles e placas de identificação nas mesas — discutindo temas como o plano nacional de mineração.
Documento foi lançado durante reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Foto: Tauan Alencar - Divulgação MME

Plano Nacional de Mineração 2050 prevê elevação da participação brasileira nos minerais críticos

Documento com a estratégia do governo para o setor também prevê o aumento da participação da indústria de transformação mineral no PIB da mineração

Por Mariana Sgarioni, < 1 min de leitura

Publicado em 03/07/2026 | Atualizado em 07/07/2026

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, apresentou, na quinta-feira, 2, o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), texto que traça estratégias governamentais de longo prazo para o setor. O documento foi lançado durante reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e estabelece pilares, objetivos estratégicos e diretrizes de política pública que vão orientar o setor nas próximas décadas.

O PNM traz a expectativa de elevar a participação brasileira na produção mundial de minerais críticos, saindo de um patamar de 8,3% para 12,2% até 2050. Também há a previsão de aumentar a participação da indústria de transformação mineral no PIB do setor de 51,5% para 65%, com foco na agregação de valor dos produtos e no fomento das cadeias produtivas no Brasil.

O Plano se organiza em quatro pilares: sustentabilidade e valor social; segurança do suprimento mineral e aproveitamento responsável; agregação de valor no setor mineral; e governança e integridade. Entre os objetivos estão: 

  • Consolidar a mineração brasileira como sustentável e inclusiva
  • Ampliar o conhecimento geológico e o aproveitamento responsável dos recursos minerais
  • Promover a agregação de valor e o adensamento produtivo
  • Fortalecer a governança, a integridade e a transparência na mineração
  • Assegurar a soberania nacional e a segurança do suprimento mineral

Dentro das metas previstas pelo plano estão a ampliação dos investimentos privados em pesquisa mineral, de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões por ano, e a redução do tempo médio de análise dos processos minerários de 1.563 para 780 dias.

Para alcançar os objetivos propostos, está prevista ainda a elaboração de um Plano de Metas e Ações, a ser desenvolvido nos próximos 180 dias para trazer mais detalhes sobre as medidas, além de um sistema de monitoramento, avaliação e revisão.

Dúvidas mais comuns

O Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050) é um documento estratégico apresentado pelo Ministério de Minas e Energia que traça as diretrizes governamentais de longo prazo para o setor de mineração no Brasil. O plano estabelece pilares, objetivos estratégicos e diretrizes de política pública que orientarão o setor nas próximas décadas, com foco em sustentabilidade, agregação de valor e segurança do suprimento mineral.

O PNM 2050 se organiza em quatro pilares principais: sustentabilidade e valor social; segurança do suprimento mineral e aproveitamento responsável; agregação de valor no setor mineral; e governança e integridade. Esses pilares orientam todas as estratégias e objetivos do plano para transformar a mineração brasileira.

O Plano Nacional de Mineração 2050 prevê elevar a participação brasileira na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até 2050. Essa elevação reflete o compromisso do Brasil em aumentar sua relevância global na produção de minerais essenciais para a transição energética e tecnologia de ponta.

Os minerais críticos do Brasil incluem lítio, cobalto, níquel, terras raras e nióbio, que são fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. Esses minerais são essenciais para a soberania econômica, segurança alimentar e transição energética global, sendo o Brasil um produtor estratégico de alguns deles, como o nióbio.

O plano prevê aumentar a participação da indústria de transformação mineral no PIB do setor de 51,5% para 65% até 2050. Esse aumento reflete o foco na agregação de valor dos produtos e no fomento das cadeias produtivas no Brasil, transformando a mineração em um setor mais sofisticado e rentável.

O plano prevê a ampliação dos investimentos privados em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões por ano, e a redução do tempo médio de análise dos processos minerários de 1.563 para 780 dias. Essas metas visam acelerar a exploração responsável dos recursos e aumentar a competitividade do setor brasileiro.

Os objetivos estratégicos incluem: consolidar a mineração brasileira como sustentável e inclusiva; ampliar o conhecimento geológico e o aproveitamento responsável dos recursos minerais; promover a agregação de valor e o adensamento produtivo; fortalecer a governança, integridade e transparência; e assegurar a soberania nacional e a segurança do suprimento mineral. Esses objetivos trabalham em conjunto para transformar o setor de mineração brasileiro.

Para alcançar os objetivos propostos, está prevista a elaboração de um Plano de Metas e Ações a ser desenvolvido nos próximos 180 dias, trazendo mais detalhes sobre as medidas específicas. Além disso, será implementado um sistema de monitoramento, avaliação e revisão para garantir o cumprimento das metas e permitir ajustes conforme necessário ao longo do período até 2050.