Reunião de equipe discutindo projetos de mapeamento geológico que geraram um lucro social de R$ 1,8 bilhão, com uma apresentação em um ambiente corporativo moderno.
Foto: DC Studio / Shutterstock

Projetos de mapeamento geológico geraram lucro social de R$ 1,8 bilhão

SGB dimensiona retorno de estudos estratégicos, com foco em minerais críticos, segurança alimentar e apoio à transição energética

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 28/11/2025

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  • Levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos do SGB em 2024 geraram R$ 1,8 bilhão em retorno social, fortalecendo a prospecção de minerais críticos e a transição energética nacional.
  • Estudos aerogeofísicos produziram 3,9 milhões de km lineares de dados e 164 cartas de anomalia geológica motivaram 1,9 mil requerimentos de pesquisa na Agência Nacional de Mineração.
  • A Plataforma de Recursos Minerais centraliza dados geocientíficos desde 1969 em dashboards interativos, consolidando o SGB como referência para mercado, governos e pesquisadores acessarem informações sobre potencial mineral.
Resumo revisado pela redação.

O Balanço Social do Serviço Geológico do Brasil (SGB) é publicado anualmente no final de julho de cada ano e a edição mais recente – referente ao ano de 2024 – mostra que os levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos realizados no ano passado responderam por cerca de R$ 1,8 bilhão em retorno social. O relatório revela também que os estudos aerogeofísicos somaram 3,9 milhões de km lineares de dados e renderam R$ 14 milhões em retorno direto, com 19 novos produtos técnicos publicados.

Outro destaque foi a publicação de 164 cartas de anomalia geológica, que geraram R$ 2,4 milhões em retorno social e motivaram 1,9 mil requerimentos de pesquisa na Agência Nacional de Mineração (ANM). Esses dados fortalecem a prospecção de minerais estratégicos para a transição energética e projetos de desenvolvimento regional.

“O avanço na base de dados geológicos promove ganhos significativos para o setor mineral e apoia políticas públicas voltadas à diversificação da matriz energética nacional com responsabilidade socioambiental”, afirma Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB.

Dois profissionais em uma escavação geológica analisando amostras de rochas e solo, com equipamento de proteção, no contexto de coleta de dados geológicos.
Foto: Saharat Thinagun / Shutterstock / Modificada com IA

“As entregas impactam diretamente a vida das pessoas. Quando mapeamos o potencial mineral de uma região, estimulamos toda a cadeia produtiva, com geração de emprego e renda”, afirma Sabrina Góis, diretora de Infraestrutura Geocientífica.

Dashboards nacionais do setor de mineração

Desde 1969, o SGB tem consolidado um vasto acervo de mapas, relatórios temáticos e estudos de potencial mineral, fundamentais para identificar províncias geológicas e recursos estratégicos em todo o território nacional. Essa estrutura de dados é organizada em plataformas digitais de fácil acesso, que centralizam informações desde a fase inicial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) até a atualidade.

A Plataforma de Recursos Minerais inclui dashboards interativos que permitem a consulta de resultados atualizados, consolidando o SGB como uma referência na gestão do conhecimento geocientífico para o mercado, governos e pesquisadores.

O Plano de Trabalho 2025 inclui informações básicas de todos os projetos de recursos minerais executados pelo SGB, garantindo ampla transparência sobre os recursos investidos.

A Plataforma de Recursos Minerais do SGB apresenta também o Estado da Arte dos projetos temáticos de recursos minerais no Brasil, em diferentes escalas de referência, oferecendo acesso fácil aos produtos resultantes de projetos realizados ao longo de três ciclos de execução: 1969-1993 (fase da CPRM), 1994-2002 (fase pré-SIG) e 2003-atual.

O compromisso com o planejamento de longo prazo é reforçado pelo Plano Decenal de Recursos Minerais – PlanGeo 2026-2035. O documento prioriza minerais críticos para o desenvolvimento nacional, como lítio, cobre, níquel, urânio, cobalto e grafite, além de fertilizantes e agrominerais essenciais para a segurança alimentar. O PlanGeo projeta um cenário de crescimento que permitirá a execução de 259 projetos e a entrega de 520 produtos técnicos até 2035, com tecnologias avançadas de geofísica e revisões periódicas para atender às novas demandas do setor mineral.

O SGB, por meio de sua Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), disponibiliza esse plano na expectativa de receber a contribuição de seus diversos usuários, com o objetivo de otimizar esforços e resultados de forma consistente e transparente.

Pessoa analisa análise de dados geocientíficos em laptop, relacionada ao planejamento de recursos naturais e uso do solo no Brasil.
Foto: Chay_Tee / Shutterstock

O SGB é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME) e referência nacional na produção, organização e disseminação de informações geocientíficas. Fundado em 1969, atua em todo o território brasileiro com projetos de mapeamento geológico, geoquímico e geofísico, estudos de recursos minerais, gestão de riscos geológicos, pesquisa de águas subterrâneas e suporte a políticas de uso e ocupação do solo. A instituição mantém unidades regionais em vários estados, coordena sistemas de dados geocientíficos abertos e integra redes de pesquisa nacionais e internacionais, fornecendo subsídios para o planejamento de infraestrutura, segurança hídrica, proteção ambiental e aproveitamento mineral.

Dúvidas mais comuns

O mapeamento geológico fornece dados, informações e promove a evolução do conhecimento geológico através de observações em afloramentos e análises laboratoriais. É fundamental para identificar províncias geológicas, recursos estratégicos e minerais críticos em todo o território nacional, fortalecendo a prospecção mineral e apoiando políticas públicas de desenvolvimento regional e transição energética.

Os levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos realizados pelo Serviço Geológico do Brasil em 2024 geraram aproximadamente R$ 1,8 bilhão em retorno social. Os estudos aerogeofísicos somaram 3,9 milhões de km lineares de dados e renderam R$ 14 milhões em retorno direto, enquanto as 164 cartas de anomalia geológica publicadas geraram R$ 2,4 milhões em retorno social.

O Plano Decenal de Recursos Minerais (PlanGeo 2026-2035) prioriza minerais críticos como lítio, cobre, níquel, urânio, cobalto e grafite, além de fertilizantes e agrominerais essenciais para a segurança alimentar e a transição energética. Esses minerais são fundamentais para o desenvolvimento nacional e para a diversificação da matriz energética com responsabilidade socioambiental.

O SGB organiza seus dados em plataformas digitais de fácil acesso, como a Plataforma de Recursos Minerais, que inclui dashboards interativos permitindo consulta de resultados atualizados. Desde 1969, a instituição consolidou um vasto acervo de mapas, relatórios temáticos e estudos de potencial mineral, organizados em três ciclos de execução: 1969-1993 (fase CPRM), 1994-2002 (fase pré-SIG) e 2003-atual.

As 164 cartas de anomalia geológica publicadas em 2024 geraram R$ 2,4 milhões em retorno social e motivaram 1,9 mil requerimentos de pesquisa na Agência Nacional de Mineração (ANM). Essas cartas fortalecem a prospecção de minerais estratégicos e estimulam toda a cadeia produtiva, gerando emprego e renda nas regiões mapeadas.

O Plano Decenal de Recursos Minerais (PlanGeo 2026-2035) é um documento de planejamento de longo prazo que projeta a execução de 259 projetos e a entrega de 520 produtos técnicos até 2035. O plano utiliza tecnologias avançadas de geofísica e revisões periódicas para atender às novas demandas do setor mineral, priorizando minerais críticos e agrominerais essenciais para o desenvolvimento nacional.

O mapeamento geológico impacta diretamente a vida das pessoas ao estimular toda a cadeia produtiva regional. Quando o SGB mapeia o potencial mineral de uma região, promove geração de emprego e renda, além de fortalecer políticas públicas voltadas à segurança alimentar, proteção ambiental e aproveitamento mineral sustentável.

O SGB é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, fundada em 1969, que atua como referência nacional na produção, organização e disseminação de informações geocientíficas. Realiza projetos de mapeamento geológico, geoquímico e geofísico, estudos de recursos minerais, gestão de riscos geológicos, pesquisa de águas subterrâneas e suporte a políticas de uso e ocupação do solo em todo o território brasileiro.