- Levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos do SGB em 2024 geraram R$ 1,8 bilhão em retorno social, fortalecendo a prospecção de minerais críticos e a transição energética nacional.
- Estudos aerogeofísicos produziram 3,9 milhões de km lineares de dados e 164 cartas de anomalia geológica motivaram 1,9 mil requerimentos de pesquisa na Agência Nacional de Mineração.
- A Plataforma de Recursos Minerais centraliza dados geocientíficos desde 1969 em dashboards interativos, consolidando o SGB como referência para mercado, governos e pesquisadores acessarem informações sobre potencial mineral.
O Balanço Social do Serviço Geológico do Brasil (SGB) é publicado anualmente no final de julho de cada ano e a edição mais recente – referente ao ano de 2024 – mostra que os levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos realizados no ano passado responderam por cerca de R$ 1,8 bilhão em retorno social. O relatório revela também que os estudos aerogeofísicos somaram 3,9 milhões de km lineares de dados e renderam R$ 14 milhões em retorno direto, com 19 novos produtos técnicos publicados.
Outro destaque foi a publicação de 164 cartas de anomalia geológica, que geraram R$ 2,4 milhões em retorno social e motivaram 1,9 mil requerimentos de pesquisa na Agência Nacional de Mineração (ANM). Esses dados fortalecem a prospecção de minerais estratégicos para a transição energética e projetos de desenvolvimento regional.
“O avanço na base de dados geológicos promove ganhos significativos para o setor mineral e apoia políticas públicas voltadas à diversificação da matriz energética nacional com responsabilidade socioambiental”, afirma Valdir Silveira, diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB.

“As entregas impactam diretamente a vida das pessoas. Quando mapeamos o potencial mineral de uma região, estimulamos toda a cadeia produtiva, com geração de emprego e renda”, afirma Sabrina Góis, diretora de Infraestrutura Geocientífica.
Dashboards nacionais do setor de mineração
Desde 1969, o SGB tem consolidado um vasto acervo de mapas, relatórios temáticos e estudos de potencial mineral, fundamentais para identificar províncias geológicas e recursos estratégicos em todo o território nacional. Essa estrutura de dados é organizada em plataformas digitais de fácil acesso, que centralizam informações desde a fase inicial da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) até a atualidade.
A Plataforma de Recursos Minerais inclui dashboards interativos que permitem a consulta de resultados atualizados, consolidando o SGB como uma referência na gestão do conhecimento geocientífico para o mercado, governos e pesquisadores.
O Plano de Trabalho 2025 inclui informações básicas de todos os projetos de recursos minerais executados pelo SGB, garantindo ampla transparência sobre os recursos investidos.
A Plataforma de Recursos Minerais do SGB apresenta também o Estado da Arte dos projetos temáticos de recursos minerais no Brasil, em diferentes escalas de referência, oferecendo acesso fácil aos produtos resultantes de projetos realizados ao longo de três ciclos de execução: 1969-1993 (fase da CPRM), 1994-2002 (fase pré-SIG) e 2003-atual.
O compromisso com o planejamento de longo prazo é reforçado pelo Plano Decenal de Recursos Minerais – PlanGeo 2026-2035. O documento prioriza minerais críticos para o desenvolvimento nacional, como lítio, cobre, níquel, urânio, cobalto e grafite, além de fertilizantes e agrominerais essenciais para a segurança alimentar. O PlanGeo projeta um cenário de crescimento que permitirá a execução de 259 projetos e a entrega de 520 produtos técnicos até 2035, com tecnologias avançadas de geofísica e revisões periódicas para atender às novas demandas do setor mineral.
O SGB, por meio de sua Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), disponibiliza esse plano na expectativa de receber a contribuição de seus diversos usuários, com o objetivo de otimizar esforços e resultados de forma consistente e transparente.

O SGB é uma empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME) e referência nacional na produção, organização e disseminação de informações geocientíficas. Fundado em 1969, atua em todo o território brasileiro com projetos de mapeamento geológico, geoquímico e geofísico, estudos de recursos minerais, gestão de riscos geológicos, pesquisa de águas subterrâneas e suporte a políticas de uso e ocupação do solo. A instituição mantém unidades regionais em vários estados, coordena sistemas de dados geocientíficos abertos e integra redes de pesquisa nacionais e internacionais, fornecendo subsídios para o planejamento de infraestrutura, segurança hídrica, proteção ambiental e aproveitamento mineral.