Emma Gage, diretora de dados e pesquisa do Conselho Internacional de Mineração e Metais
Emma Gage, diretora de dados e pesquisa do Conselho Internacional de Mineração e Metais (Divulgação/ Arte)

Quatro perguntas para Emma Gage, do ICMM

Entenda o Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos (GISTM) com a diretora de dados e pesquisa do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM)

Por Ana Paula Grabois*, 2 min de leitura

Publicado em 05/05/2026

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Emma Gage é diretora de dados e pesquisa do Conselho Internacional de Mineração e Metais e acompanha a implementação do GISTM globalmente. Nesta entrevista, ela explica como o padrão foi estruturado após o Rompimento da barragem de Brumadinho, detalha o escopo de aplicação ao longo do ciclo de vida das estruturas de rejeitos, avalia o avanço do Brasil em descaracterização e comenta os efeitos do GISTM na gestão e governança do setor mineral.

O que motivou a criação do GISTM?

O GISTM foi desenvolvido após o Rompimento da barragem de Brumadinho, em um processo independente conduzido pelo ICMM, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pelos Princípios para o Investimento Responsável. O padrão reúne 77 requisitos e integra aspectos sociais, ambientais, econômicos e técnicos, com foco em reduzir riscos e evitar danos a pessoas e ao meio ambiente.

O que o GISTM abrange?

O padrão cobre todo o ciclo de vida das estruturas de rejeitos, do projeto à operação, incluindo fechamento e pós-fechamento. Após a condição de “fechamento seguro”, quando não há risco material contínuo e há validação técnica independente, o GISTM deixa de se aplicar.

Como o Brasil está posicionado em descaracterização e descomissionamento?

Descaracterização é um conceito regulatório brasileiro e não faz parte do GISTM. Empresas associadas ao ICMM no país avançaram nesse processo. A Vale, por exemplo, informa a conclusão da descaracterização de 18 estruturas. O país registra avanço na eliminação da capacidade de retenção de rejeitos e água nessas instalações.

Qual é o impacto do GISTM no setor?

O padrão levou a mudanças em engenharia, gestão, governança e monitoramento. A gestão de rejeitos passou a envolver níveis mais altos de supervisão corporativa e maior transparência. A implementação exige integração entre áreas, colaboração e troca de práticas. O processo é contínuo e depende de evolução gradual das empresas.

* Especial para o Radar Mineração.

Dúvidas mais comuns

O GISTM (Padrão Global da Indústria para Gestão de Rejeitos) foi desenvolvido após o Rompimento da barragem de Brumadinho, em um processo independente conduzido pelo ICMM (Conselho Internacional de Mineração e Metais), pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pelos Princípios para o Investimento Responsável. O padrão reúne 77 requisitos e integra aspectos sociais, ambientais, econômicos e técnicos, com foco em reduzir riscos e evitar danos a pessoas e ao meio ambiente.

O GISTM cobre todo o ciclo de vida das estruturas de rejeitos, desde o projeto até a operação, incluindo fechamento e pós-fechamento. O padrão deixa de se aplicar após a condição de 'fechamento seguro', quando não há risco material contínuo e há validação técnica independente que confirme a segurança da estrutura.

Descaracterização é um conceito regulatório específico do Brasil e não faz parte do GISTM. Enquanto o GISTM é um padrão internacional que abrange todo o ciclo de vida das estruturas de rejeitos, a descaracterização refere-se ao processo brasileiro de eliminação da capacidade de retenção de rejeitos e água nas instalações, no qual empresas associadas ao ICMM no país têm avançado significativamente.

O Brasil registra avanço significativo na descaracterização de estruturas de rejeitos. Empresas associadas ao ICMM no país avançaram nesse processo, com destaque para a Vale, que informou a conclusão da descaracterização de 18 estruturas, eliminando a capacidade de retenção de rejeitos e água nessas instalações.

O GISTM levou a mudanças significativas em engenharia, gestão, governança e monitoramento. A gestão de rejeitos passou a envolver níveis mais altos de supervisão corporativa e maior transparência. A implementação exige integração entre áreas, colaboração e troca de práticas entre empresas, configurando um processo contínuo que depende de evolução gradual das organizações.

O GISTM estabelece 77 requisitos que integram aspectos sociais, ambientais, econômicos e técnicos. Esses requisitos foram estruturados de forma independente após o Rompimento da barragem de Brumadinho, com o objetivo de reduzir riscos e evitar danos a pessoas e ao meio ambiente em toda a indústria de mineração.

O GISTM deixa de se aplicar após a condição de 'fechamento seguro', quando não há risco material contínuo e há validação técnica independente que confirme a segurança da estrutura. Essa validação marca o fim da aplicabilidade do padrão para aquela estrutura específica.