Mina Timbopeba da Vale
Unidade Timbopeba vai receber produção de Capanema via TCLD (Foto: Léo Lopes)

Recordes operacionais no 1º tri reforçam previsibilidade e resiliência da Vale, dizem bancos

Sustentabilidade da operação explicam os resultados da mineradora; Desempenhos superaram as projeções de mercado

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 17/04/2026

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  • A Vale registrou recordes operacionais no primeiro trimestre de 2026, com produção de minério de ferro em 69,7 milhões de toneladas e crescimento de dois dígitos em cobre e níquel.
  • O desempenho superou a sazonalidade típica do período e as expectativas de mercado, refletindo estabilidade operacional e remanejamento logístico eficiente mesmo com interrupções pontuais.
  • Analistas convergem em recomendações de compra, projetando Ebitda entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,2 bilhões, consolidando a Vale como empresa com maior previsibilidade e resiliência no setor de mineração.
Resumo revisado pela redação.

O desempenho de  produção e vendas da Vale apresentou crescimento no primeiro trimestre de 2026, superando as projeções de mercado. No minério de ferro, o avanço de novos projetos sustentou crescimento consistente e as vendas alcançaram o maior patamar trimestral desde 2018. Em cobre e níquel, a produção avançou em dois dígitos, com o cobre registrando o melhor resultado para o período desde 2017 e o níquel, desde 2020. A performance da companhia recebeu dos analistas o que o Valor Econômico classificou como “nota 10”.

Divulgado em 16 de abril, o relatório trimestral consolida o bom momento operacional da companhia Segundo o mercado, a mineradora demonstrou resiliência notável, equilibrando uma sazonalidade típica do minério de ferro com avanço surpreendente nas divisão de metais básicos.

Recordes em minério de ferro e pelotas

A produção de minério de ferro somou 69,7 milhões de toneladas no trimestre, alta de 3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionada por produções nas minas S11D (19,9 Mt) e Brucutu, além do avanço dos projetos Capanema e VGR1. As vendas cresceram 4%, chegando a 68,7 milhões de toneladas, no melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2018.

No segmento de pelotas, a produção atingiu 8,2 milhões de toneladas, 14% maior do que no primeiro trimestre de 2025, com destaque para as plantas de Tubarão, no Espírito Santo, beneficiadas pela maior disponibilidade de pellet feed de Itabira, no Quadrilátero Ferrífero (MG). 

Cobre e níquel reforçam estratégia de diversificação

A divisão de metais básicos da Vale (VBM) também apresentou crescimento expressivo. A produção de cobre atingiu 102,3 mil toneladas, 13% maior do que no 1T2025, com recordes em Salobo e Sossego e desempenho consistente em Voisey’s Bay (Canadá). Já o níquel somou 49,3 mil toneladas (+12%, na mesma comparação), refletindo a operação plena de Onça Puma e a estabilidade dos ativos no Canadá.

O avanço reforça o posicionamento estratégico da companhia em metais ligados à eletrificação e à transição energética, ampliando a diversificação de receitas e a capacidade de geração de caixa.

Sustentabilidade do crescimento mantém boa classificação e viés de compra  em análises de mercado

As estimativas de mercado apontam para continuidade da expansão de volumes ao longo do ano. Análises reunidas pelo Valor Econômico indicam que o desempenho operacional da Vale superou a sazonalidade típica do primeiro trimestre, marcada por chuvas mais intensas. Para o BTG Pactual, a companhia apresentou um resultado “positivo e amplamente alinhado às expectativas do mercado”, mesmo diante desse contexto.

Segundo reportagem do Valor, os analistas  do BTG Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo afirmam que a mineradora passa por um momento de maior previsibilidade. “A Vale vive um ‘novo normal’, com operações mais estáveis, o que atua como sustentação para as ações”, definem.

O banco também destaca que o principal segmento da companhia registrou “o primeiro trimestre mais forte desde 2018”.

Na avaliação do BTG, o maior destaque veio da divisão de metais básicos. “As operações de cobre e níquel se beneficiam de uma combinação favorável de produção e preços”, apontam os analistas, que veem essa unidade como vetor relevante de crescimento.

O BTG projeta Ebitda próximo a US$ 4 bilhões para o trimestre e mantém recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de US$ 15 para os ADRs.

Diferentes instituições financeiras convergiram positivamente sobre os resultados da Vale.. O J.P. Morgan, por exemplo, classifica o período como “o mais forte para um primeiro trimestre nos últimos oito anos”, enquanto Citi, Itaú BBA, Bradesco BBI e XP destacam a capacidade da companhia de equilibrar a sazonalidade do minério de ferro com o avanço da divisão de metais básicos.

Segundo o Bradesco BBI e a XP, o desempenho do Sistema Sudeste foi decisivo para compensar limitações no Sistema Norte e impactos climáticos. Já o Citi ressalta que o remanejamento logístico, mesmo com paralisações em Omã, permitiu manter as projeções anuais inalteradas.

Esse conjunto de fatores levou a revisões positivas nas estimativas de mercado. A XP projeta Ebitda de US$ 4,2 bilhões, o Itaú BBA estima US$ 4,06 bilhões e o Bradesco BBI prevê cerca de US$ 3,9 bilhões.

No campo das recomendações, a maioria das casas mantém viés de compra, com preços-alvo que chegam a R$ 102 no Bradesco BBI e US$ 19,50 no Itaú BBA. O J.P. Morgan resume a percepção ao afirmar que o trimestre indica “um início de ano equilibrado e disciplinado, permitindo à companhia navegar com previsibilidade em meio à volatilidade do setor”.

O Citi projeta embarques resilientes entre 68 milhões e 69 milhões de toneladas no trimestre, enquanto o Santander estima 67,6 milhões de toneladas, crescimento de cerca de 2% na comparação anual.

Segundo a instituição, a Vale demonstra resiliência operacional, com capacidade de sustentar volumes elevados mesmo diante de fatores sazonais e logísticos

Dúvidas mais comuns

A Vale apresentou crescimento significativo no primeiro trimestre de 2026, superando as projeções de mercado. A produção de minério de ferro atingiu 69,7 milhões de toneladas (alta de 3%), com vendas de 68,7 milhões de toneladas (crescimento de 4%), o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2018. Além disso, a companhia registrou recordes em cobre (102,3 mil toneladas, +13%) e níquel (49,3 mil toneladas, +12%), consolidando um trimestre excepcional.

O crescimento foi sustentado pelo avanço de novos projetos, com destaque para as minas S11D (19,9 Mt) e Brucutu, além do progresso dos projetos Capanema e VGR1. No segmento de pelotas, a produção atingiu 8,2 milhões de toneladas (14% maior que o primeiro trimestre de 2025), beneficiada pela maior disponibilidade de pellet feed de Itabira no Quadrilátero Ferrífero.

A Vale demonstrou resiliência notável ao equilibrar a sazonalidade típica do minério de ferro (marcada por chuvas mais intensas) com o avanço surpreendente na divisão de metais básicos. O desempenho do Sistema Sudeste foi decisivo para compensar limitações no Sistema Norte e impactos climáticos, permitindo que a companhia mantivesse suas projeções anuais inalteradas mesmo com paralisações logísticas.

A divisão de metais básicos (VBM) reforça o posicionamento estratégico da Vale em metais ligados à eletrificação e transição energética. O crescimento expressivo em cobre e níquel amplia a diversificação de receitas e a capacidade de geração de caixa, com os analistas destacando essa unidade como vetor relevante de crescimento futuro.

O mercado atribuiu uma 'nota 10' ao desempenho da Vale. Instituições como BTG Pactual, J.P. Morgan, Citi, Itaú BBA, Bradesco BBI e XP convergiram positivamente, com o J.P. Morgan classificando o período como 'o mais forte para um primeiro trimestre nos últimos oito anos'. A maioria das casas mantém viés de compra, com preços-alvo que chegam a R$ 102 (Bradesco BBI) e US$ 19,50 (Itaú BBA).

Segundo analistas do BTG Pactual, a Vale vive um 'novo normal' com operações mais estáveis, o que atua como sustentação para as ações. O J.P. Morgan resume essa percepção afirmando que o trimestre indica 'um início de ano equilibrado e disciplinado, permitindo à companhia navegar com previsibilidade em meio à volatilidade do setor'.

As projeções de Ebitda variam entre as instituições financeiras: XP projeta US$ 4,2 bilhões, Itaú BBA estima US$ 4,06 bilhões, Bradesco BBI prevê cerca de US$ 3,9 bilhões e BTG Pactual projeta próximo a US$ 4 bilhões. Essas estimativas refletem a confiança do mercado no desempenho operacional da companhia.

O remanejamento logístico permitiu que a Vale mantivesse suas projeções anuais inalteradas, mesmo com paralisações em Omã. Segundo o Citi, a companhia projeta embarques resilientes entre 68 milhões e 69 milhões de toneladas no trimestre, enquanto o Santander estima 67,6 milhões de toneladas, representando crescimento de cerca de 2% na comparação anual.