Infraestrutura de redes privativas 5G e LTE em operação na mineração 4.0, permitindo conectividade avançada para máquinas e processos minerais.
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Redes privativas 5G e LTE são a base da mineração 4.0

Setor mineral aposta em redes privativas para conectar minas inteligentes em áreas remotas e ampliar a segurança da operação

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 29/12/2025

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  • Mineradoras instalam redes privativas 5G e LTE em áreas remotas para viabilizar operações autônomas, monitoramento remoto e controle de equipamentos sem depender de infraestrutura de celular convencional.
  • A rede 5G privativa da Newmont em Cadia Valley ampliou cobertura em 30 vezes comparada ao Wi-Fi e eliminou zonas mortas, permitindo transmissão simultânea de múltiplos vídeos de alta definição para monitoramento.
  • Vale, Newmont e Usiminas já implementam essas redes para otimizar segurança operacional, reduzir acidentes e ativar tecnologias como IoT, caminhões autônomos e inspeções inteligentes na mineração brasileira.
Resumo revisado pela redação.

Apesar de estarem localizadas em áreas remotas – e sem acesso ou com acesso restrito às redes convencionais de celular – as mineradoras estão entre os setores de vanguarda na instalação das redes privativas móveis (MPN, sigla em inglês para Mobile Private Network). Como o nome diz, as redes privativas são como uma infraestrutura particular, instalada nas minas e nas plantas de processamento mineral.

Atualmente os projetos envolvem duas gerações de tecnologia: o 5G e o 4G LTE – ou simplesmente LTE, que é uma evolução da rede de quarta geração comum, mas sem os diferenciais de velocidade e latência (atraso entre envio e recebimento de dados) do 5G. As redes 5G, por sua vez, são reconhecidas pela alta velocidade e latência ultrabaixa e ampla cobertura, três características importantes na ativação de projetos de mineração 4.0.

Casos práticos: a eficiência do 5G

Um exemplo de aplicação é a ativação de uma rede 5G privativa na mina Cadia Valley, da Newmont, na Austrália. A infraestrutura ampliou o alcance de cobertura em 30 vezes quando comparada a uma rede convencional de Wi-Fi. Ou seja, 3 mil metros de raio contra 100 metros do Wi-Fi.

Além de cobrir uma área maior, a infraestrutura permite a transmissão simultânea de vários vídeos de alta definição, o que amplifica os ganhos de monitoramento remoto das minas. A ativação também eliminou zonas mortas – que não tinham cobertura – e resiste a interferências em todo o ambiente coberto.

No México, a mesma Newmont usou o 5G para substituir as redes Wi-Fi móveis que tinha em sua operação em Penasquito. Antes de adotar a tecnologia, a empresa precisava deslocar dezenas de redes móveis montadas em trailers. Com o 5G privativo, eles foram trocados por seis estações rádio base com tecnologia de quinta geração.

Os exemplos se multiplicam, incluindo casos de aplicação no Brasil. A Vale está entre as pioneiras, com a ativação de uma rede privativa em 4G LTE em 2020 e depois em 5G, projeto em parceria com a Vivo e Nokia.

O projeto também inclui a instalação de 49 novas torres de telefonia e ativação de sinal em outras 27 torres já existentes na Estrada de Ferro Carajás (EFC), que liga Parauapebas (PA) à São Luís (MA). Além de modernizar a comunicação da operação ferroviária, a iniciativa leva conectividade às comunidades próximas e aos usuários do Trem de Passageiros, com inclusão digital e acesso à informação.

Em apresentação no MPN Forum de 2025, evento focado em redes privativas, a mineradora mostrou aplicações da tecnologia para controle remoto de caminhões e perfuratrizes autônomas e para inspeções inteligentes. A tecnologia também vem sendo usada para iniciativas de geotecnia (estudo do comportamento dos solos e das rochas) e para ampliar a segurança das operações.

Glossário da Mineração

Geotecnia

Ramo da engenharia que estuda comportamento de solos e rochas aplicado a obras minerárias. Analisa estabilidade de taludes, pilhas de estéril, barragens e escavações subterrâneas. Realiza investigações geológicas, ensaios laboratoriais e modelagens para garantir segurança estrutural, prevenir rupturas e otimizar projetos de mineração durante toda vida útil da operação.

Aliás, a tecnologia tem um impacto significativo na segurança dos trabalhadores, questão mais crucial na mineração, estabelecendo a base para uma mina otimizada onde acidentes podem ser minimizados.

A Usiminas é outra empresa do setor mínero-metalúrgico que investe no 5G privativo, uma iniciativa em parceria com a Claro. A siderúrgica começou a implantar o recurso em sua planta de Ipatinga (MG), com cobertura de 7 km². Entre as aplicações viabilizadas está o uso de Internet das Coisas (IoT) e recursos que reforçam a segurança da unidade industrial e que devem ser replicados na sua operação em Cubatão (SP). 

Os casos da Vale, Newmont e Usiminas demonstram que o investimento em infraestrutura própria de conectividade é fundamental para transformar o potencial das tecnologias digitais em resultados práticos, posicionando a mineração brasileira na vanguarda da transformação digital na indústria.

Dúvidas mais comuns

Uma rede privativa móvel é uma infraestrutura de comunicação particular instalada em locais específicos, como minas e plantas de processamento mineral. Diferentemente das redes convencionais de celular, as MPNs são propriedade da empresa e oferecem cobertura dedicada, permitindo maior controle, segurança e customização. Atualmente, as mineradoras utilizam duas gerações de tecnologia: 4G LTE e 5G, sendo o 5G reconhecido pela alta velocidade, latência ultrabaixa e ampla cobertura.

O 5G oferece velocidade significativamente maior, latência ultrabaixa (atraso mínimo entre envio e recebimento de dados) e ampla cobertura, características essenciais para mineração 4.0. O 4G LTE, embora seja uma evolução da quarta geração, não possui os mesmos diferenciais de velocidade e latência do 5G. Ambas as tecnologias são utilizadas em redes privativas, mas o 5G é mais adequado para aplicações que exigem transmissão simultânea de múltiplos vídeos de alta definição e monitoramento remoto em tempo real.

O 5G privativo amplia significativamente o alcance de cobertura em comparação com tecnologias convencionais. Na mina Cadia Valley da Newmont, na Austrália, a rede 5G privativa alcançou 3 mil metros de raio, comparado aos 100 metros do Wi-Fi – uma expansão de 30 vezes. Além de cobrir áreas maiores, a infraestrutura elimina zonas mortas (áreas sem cobertura), permite transmissão simultânea de vários vídeos de alta definição e resiste a interferências em todo o ambiente coberto.

As aplicações incluem controle remoto de caminhões e perfuratrizes autônomas, inspeções inteligentes, monitoramento remoto de operações, Internet das Coisas (IoT), geotecnia (estudo do comportamento dos solos e rochas) e amplificação da segurança das operações. A tecnologia também viabiliza a transmissão de múltiplos vídeos de alta definição simultaneamente, permitindo melhor monitoramento e otimização das operações. Essas aplicações contribuem para minimizar acidentes e estabelecer a base para minas otimizadas.

A Vale é uma das pioneiras, tendo ativado uma rede privativa em 4G LTE em 2020 e posteriormente em 5G, em parceria com Vivo e Nokia. O projeto inclui 49 novas torres de telefonia e ativação de sinal em 27 torres existentes na Estrada de Ferro Carajás. A Usiminas também investe em 5G privativo em parceria com a Claro, iniciando a implantação em sua planta de Ipatinga (MG), com cobertura de 7 km², e planejando expansão para Cubatão (SP).

O 5G privativo tem impacto significativo na segurança dos trabalhadores, questão crucial na mineração. A tecnologia permite monitoramento remoto em tempo real, inspeções inteligentes e controle de equipamentos autônomos, minimizando a necessidade de exposição dos trabalhadores a riscos. Além disso, viabiliza iniciativas de geotecnia e recursos que reforçam a segurança das operações, estabelecendo a base para uma mina otimizada onde acidentes podem ser minimizados.

As redes privativas são fundamentais para transformar o potencial das tecnologias digitais em resultados práticos na mineração 4.0. Localizadas em áreas remotas com acesso restrito às redes convencionais, as MPNs oferecem infraestrutura dedicada que viabiliza aplicações avançadas como automação, IoT, monitoramento remoto e inspeções inteligentes. O investimento em infraestrutura própria de conectividade posiciona as operações de mineração na vanguarda da transformação digital, melhorando eficiência, segurança e produtividade.

Na mina Penasquito no México, a Newmont substituiu suas redes Wi-Fi móveis montadas em trailers por apenas seis estações rádio base com tecnologia 5G. Antes da implementação, a empresa precisava deslocar dezenas de redes móveis para cobrir as operações. Com o 5G privativo, houve redução significativa de infraestrutura necessária, maior eficiência operacional e melhor cobertura de sinal em toda a área de operação.