Em meio às transformações tecnológicas que moldam o futuro da mineração, a separação por sensores surge como uma das frentes mais promissoras. A tecnologia, que permite identificar e classificar minérios logo após a extração — antes mesmo das etapas de moagem e flotação —, foi o tema central de um debate técnico promovido pela revista Minérios & Minerais em seu 13º Workshop Opex, com a participação da Steinert, uma das líderes globais no desenvolvimento desses equipamentos.
Matheus Chianca, gerente de Vendas da Steinert, explicou que, embora a separação magnética seja uma tecnologia consolidada, a solução por sensores está ganhando tração agora, com aplicações de sucesso no Brasil e em outros países da América do Sul.
Segundo ele, a grande vantagem está em separar o material de interesse logo no início da linha de produção. “Com sensores de cor, laser 3D, indução, infravermelho e raios X, conseguimos classificar o minério ainda em estágio bruto. Isso evita que material de baixo valor seja transportado, moído e processado, gerando economia de energia, água e reagentes químicos”, detalhou Chianca.
Processos mais limpos e agregação de valor
A capacidade da tecnologia de tornar a mineração mais limpa e eficiente também tem sido destaque em importantes eventos do setor. Priscila Esteves, head de Aplicação e Laboratório da Steinert, reforça que um dos maiores ganhos é a remoção da ganga (material sem valor) em sua forma mais grosseira. “Isso reduz a geração de rejeitos finos e diminui drasticamente o consumo de água e energia, representando uma mudança significativa para as operações”, explicou.
Além do benefício ambiental, a tecnologia permite valorizar reservas antes descartadas. “Materiais de baixo teor, que antes não tinham viabilidade econômica, agora podem ser aproveitados. Também conseguimos ajustar o teor de produtos mais grosseiros, como o granulado, simplificando as rotas de processo e agregando ganhos financeiros importantes”, completou Esteves, ressaltando que esses resultados alinham as operações às metas de sustentabilidade exigidas pelo mercado.
Ela destacou ainda que a aplicação da tecnologia permite valorizar reservas antes descartadas. “É possível dar aproveitamento econômico a materiais de baixo teor que antes não tinham valor. Além disso, conseguimos ajustar o teor de materiais mais grosseiros, como o granulado, simplificando rotas de processo e agregando ganhos financeiros importantes”, completou.
A nova fronteira da separação mineral

A evolução da tecnologia é contínua. Em seu centro de pesquisa e desenvolvimento na Alemanha, a Steinert tem expandido as aplicações dos sensores para novos desafios, incluindo o minério de ferro. Hoje, os sistemas podem ser programados para atuar desde a pré-concentração até as etapas finais de beneficiamento, oferecendo flexibilidade para diferentes tipos de minério e demandas.
Camila Senna, do departamento de Vendas da empresa, reforça o papel estratégico da inovação. “Não podemos prescindir da mineração, mas temos como torná-la mais sustentável. O uso de sensores reduz emissões de CO₂, pode eliminar o consumo de água no processo e gera ganhos econômicos significativos. É uma forma concreta de minimizar os impactos da atividade”, observou.
O potencial da tecnologia já é comprovado em escala comercial. Em Vazante (MG), a Nexa instalou sistemas de separação por sensores para processar material marginal, registrando ganhos de aproveitamento que antes seriam inviáveis. Segundo a empresa, o próximo passo será integrar a tecnologia de forma online a toda a linha de produção, apostando na sua eficácia e escalabilidade.
Dúvidas mais comuns
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A separação por sensores é uma tecnologia que permite identificar e classificar minérios logo após a extração, antes das etapas de moagem e flotação. Utilizando sensores de cor, laser 3D, indução, infravermelho e raios X, o sistema consegue classificar o minério ainda em estágio bruto, evitando que material de baixo valor seja transportado e processado desnecessariamente.
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A separação magnética é uma tecnologia consolidada que separa minerais com base em suas respostas ao campo magnético. A separação por sensores, por sua vez, é mais versátil e moderna, utilizando múltiplas tecnologias (cor, laser, infravermelho, raios X) para classificar minérios com maior precisão e flexibilidade, podendo ser aplicada desde a pré-concentração até as etapas finais de beneficiamento.
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A tecnologia reduz significativamente o consumo de água, energia e reagentes químicos ao eliminar material de baixo valor ainda na extração. Além disso, diminui a geração de rejeitos finos, reduz emissões de CO₂ e pode eliminar o consumo de água em determinadas etapas do processo, alinhando as operações de mineração às metas de sustentabilidade exigidas pelo mercado.
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A tecnologia gera economia de energia, água e reagentes químicos ao evitar o transporte e processamento de material de baixo valor. Além disso, permite valorizar reservas antes descartadas e ajustar o teor de produtos mais grosseiros, simplificando rotas de processo e agregando ganhos financeiros importantes às operações.
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Os sistemas de separação por sensores utilizam múltiplas tecnologias complementares: sensores de cor para identificar características visuais, laser 3D para análise tridimensional, sensores de indução para detectar propriedades magnéticas, infravermelho para análise térmica e raios X para identificação de elementos específicos, oferecendo flexibilidade para diferentes tipos de minério.
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Materiais de baixo teor que antes não tinham viabilidade econômica agora podem ser aproveitados através da separação por sensores. A tecnologia permite ajustar o teor de produtos mais grosseiros, como o granulado, simplificando as rotas de processo e tornando economicamente viável o processamento de reservas que seriam descartadas.
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A separação por sensores pode ser programada para atuar desde a pré-concentração até as etapas finais de beneficiamento, oferecendo flexibilidade para diferentes tipos de minério e demandas. Sua aplicação mais estratégica é logo após a extração, antes da moagem e flotação, onde gera os maiores ganhos de eficiência.
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A tecnologia remove a ganga (material sem valor) em sua forma mais grosseira logo no início da linha de produção, reduzindo drasticamente a geração de rejeitos finos. Isso representa uma mudança significativa para as operações, diminuindo o volume de resíduos que precisam ser gerenciados e armazenados.