Reunião sobre sustentabilidade com profissionais discutindo crescimento sustentável e gráficos ambientais
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Setor mineral brasileiro projeta US$ 68,4 bilhões em investimentos até 2029

País se consolida como fornecedor global de insumos essenciais à transição energética com foco em minério de ferro, minerais críticos, sustentabilidade e infraestrutura logística

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 12/12/2025 | Atualizado em 08/12/2025

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  • O setor mineral brasileiro projeta US$ 68,4 bilhões em investimentos até 2029, com crescimento de 6,6% em relação ao ciclo anterior, liderado por minério de ferro e minerais críticos.
  • Minério de ferro concentra US$ 19,6 bilhões dos investimentos, enquanto minerais críticos como lítio, níquel e cobre somam US$ 18,45 bilhões, refletindo a demanda global por insumos da transição energética.
  • Minas Gerais lidera geograficamente com US$ 16,5 bilhões (24,1% do total), enquanto investimentos socioambientais de US$ 11,33 bilhões demonstram compromisso com sustentabilidade no setor.
Resumo revisado pela redação.

O setor mineral brasileiro projeta um volume de investimentos de US$ 68,4 bilhões entre 2025 e 2029, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O valor representa um acréscimo de US$ 4 bilhões em relação ao ciclo anterior (2024–2028), o que equivale a um crescimento de 6,6%. 

A distribuição dos recursos evidencia a prioridade estratégica do país em consolidar sua posição como fornecedor global de insumos essenciais à transição energética. O minério de ferro lidera os aportes com US$ 19,6 bilhões, seguido pelos minerais críticos, que somam US$ 18,45 bilhões, incluindo cobre, níquel, lítio, nióbio, grafita e terras-raras.

A Vale, maior mineradora do país, planeja investir US$ 5,9 bilhões em 2025, dos quais US$ 3,9 bilhões serão destinados ao minério de ferro e US$ 2 bilhões aos metais voltados à transição energética. A Anglo American, por sua vez, está investindo cerca de R$ 5 bilhões em uma unidade de filtragem no Sistema Minas-Rio, com previsão de operação até 2026. O projeto visa reduzir em 85% o lançamento de rejeitos em barragens, ampliando a vida útil da estrutura e reforçando o compromisso ambiental da companhia.

A distribuição geográfica dos investimentos também revela tendências importantes. Minas Gerais lidera com US$ 16,5 bilhões, o equivalente a 24,1% do total, com destaque para o lítio, cuja demanda global deve crescer mais de 80% até 2040. O estado é seguido por Pará (US$ 13,48 bilhões) e Bahia (US$ 8,99 bilhões). No primeiro trimestre de 2025, Minas Gerais respondeu por 40% do faturamento do setor, com R$ 29,8 bilhões, enquanto o setor como um todo faturou R$ 73,8 bilhões, um crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os investimentos socioambientais somam US$ 11,33 bilhões, representando 16,6% do total previsto. As ações incluem substituição de combustíveis fósseis, uso de energia elétrica em minas, reaproveitamento de água e empilhamento a seco de rejeitos. Já os investimentos em logística estão estimados em US$ 10,9 bilhões, com foco em infraestrutura de transporte e escoamento da produção.

Planta jovem crescendo ao redor de moedas de ouro empilhadas na terra, simbolizando investimento sustentável e crescimento ecológico.
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No primeiro semestre de 2025, o setor mineral brasileiro faturou R$ 139,2 bilhões, com 52,8% provenientes do minério de ferro. Foram exportadas 192,5 milhões de toneladas, das quais 68,1% foram destinadas à China, principal parceira comercial do Brasil nesse segmento. Apesar da queda de 13% no valor das exportações, atribuída à desvalorização do minério de ferro, o volume exportado cresceu 0,3% em relação ao ano anterior.

A crescente demanda por minerais críticos é impulsionada pela transição energética global. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a demanda por cobre, lítio, níquel, cobalto, grafita e terras raras deve aumentar mais de 80% até 2040. O Brasil ocupa posições estratégicas nos rankings mundiais: é o 5º maior produtor de lítio, 3º em reservas de níquel, 1º em nióbio e 4º em grafita, o que reforça seu papel como fornecedor chave para tecnologias limpas.

Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios como a volatilidade da economia chinesa, as tarifas impostas pelos Estados Unidos e a necessidade de diversificação de mercados. Especialistas da EY e da KPMG apontam que o apetite por investimentos está mais seletivo, com foco em projetos resilientes e alinhados às exigências ambientais e geopolíticas.

Dúvidas mais comuns

O setor mineral brasileiro projeta investimentos de US$ 68,4 bilhões entre 2025 e 2029, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Este valor representa um acréscimo de US$ 4 bilhões em relação ao ciclo anterior (2024-2028), equivalendo a um crescimento de 6,6%. Os investimentos estão distribuídos entre minério de ferro, minerais críticos, projetos socioambientais e infraestrutura de logística.

O minério de ferro lidera com US$ 19,6 bilhões, seguido pelos minerais críticos que somam US$ 18,45 bilhões. Os minerais críticos incluem cobre, níquel, lítio, nióbio, grafita e terras-raras, essenciais para a transição energética global. Além disso, US$ 11,33 bilhões serão destinados a investimentos socioambientais e US$ 10,9 bilhões em logística e infraestrutura de transporte.

O Brasil ocupa posições estratégicas nos rankings mundiais: é o 5º maior produtor de lítio, 3º em reservas de níquel, 1º em nióbio e 4º em grafita. Essas posições reforçam o papel do país como fornecedor chave para tecnologias limpas e a transição energética global, especialmente considerando que a demanda por esses minerais deve aumentar mais de 80% até 2040.

A Vale, maior mineradora do país, planeja investir US$ 5,9 bilhões em 2025. Deste total, US$ 3,9 bilhões serão destinados ao minério de ferro e US$ 2 bilhões aos metais voltados à transição energética. Estes investimentos refletem a estratégia da empresa em consolidar sua posição como fornecedora global de insumos essenciais.

Minas Gerais lidera a distribuição geográfica dos investimentos com US$ 16,5 bilhões, equivalente a 24,1% do total. O estado é seguido por Pará (US$ 13,48 bilhões) e Bahia (US$ 8,99 bilhões). Minas Gerais destaca-se especialmente pelos investimentos em lítio, cuja demanda global deve crescer mais de 80% até 2040.

O setor enfrenta desafios como a volatilidade da economia chinesa, as tarifas impostas pelos Estados Unidos e a necessidade de diversificação de mercados. Especialistas apontam que o apetite por investimentos está mais seletivo, com foco em projetos resilientes e alinhados às exigências ambientais e geopolíticas. Apesar da queda de 13% no valor das exportações, o volume exportado cresceu 0,3% em relação ao ano anterior.

Existem diversas maneiras de investir na mineração brasileira: através da Bolsa de Valores, investindo indiretamente em mineradoras; pela compra e venda de áreas minerais; ou através de pesquisa e extração mineral direta. A Vale, maior mineradora do país, é uma opção popular para investidores, liderando a geração de caixa no setor com projeção de rendimento de fluxo de caixa livre de aproximadamente 8,3%.

Cada quilo de nióbio vale entre 30 a 40 dólares, aproximadamente 400 vezes a cotação do minério de ferro. O Brasil é o 1º produtor mundial de nióbio, o que representa uma vantagem competitiva significativa. Este mineral é essencial para tecnologias de transição energética e aplicações industriais avançadas, reforçando a importância estratégica do país no mercado global de minerais críticos.