Aeronave em pista com equipe e técnicos em frente, enquanto a SGB prepara a retomada dos levantamentos aerogeofísicos no Brasil, com cenário tropical ao fundo.
Foto: SGB / Divulgação / Gov.br

SGB retoma levantamentos aerogeofísicos e apresenta os resultados

Mapeamento no Tocantins e novos projetos em Goiás reforçam estratégia para ampliar descobertas minerais e facilitar decisões de investimento

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 25/05/2026

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  • O Serviço Geológico do Brasil retomou levantamentos aerogeofísicos após mais de uma década, investindo R$ 10 milhões do Novo PAC no mapeamento de 20 mil km² no Tocantins com tecnologia integrada de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria.
  • A aerogeofísica de ultrarresolução permite identificar alvos geológicos sutis e complexidades minerais antes imperceptíveis, facilitando decisões de investimento em exploração mineral e ampliando o conhecimento do potencial mineral brasileiro.
  • O SGB expandiu a estratégia com contrato formalizado para a Fase II em Leste de Goiás (9,6 mil km²) e integrou dados ao programa DEEP Brazil, reforçando a modernização de técnicas prospectivas como geofísica e geoquímica para novas descobertas minerais.
Resumo revisado pela redação.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou os resultados do primeiro levantamento aerogeofísico retomado no país, após mais de uma década de interrupção, durante o 12º Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), realizado entre 17 e 20 de maio, em Ouro Preto (MG).

Com investimento de R$ 10 milhões do Novo PAC, o Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins marca o retorno da aquisição de dados geocientíficos de alta resolução para atrair investimentos e ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro. O levantamento cobriu uma área superior a 20 mil km², integrando, de forma inédita no Brasil, dados de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown.

“A geofísica é uma ferramenta que traz resultados imediatos para o investidor, possibilitando identificar alvos geológicos para que sejam feitos investimentos na busca de depósitos minerais”, afirmou o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira.

Além da entrega dos resultados no Tocantins, o SGB formalizou, na quarta-feira (20/05), o contrato para a Fase II do levantamento no Leste de Goiás. O novo projeto abrangerá 9,6 mil km² em municípios como Cristalina, Luziânia e Ipameri, com foco em regiões que ainda carecem de dados geofísicos de alta resolução.

Mapa do Projeto MT Brasil com estações magnetotelúricas: pontos azuis (planejadas) e triângulos verdes (adquiridas) no centro do Brasil, abrangendo Goiás e parte de Tocantins.
Foto: SGB via Gov.br

A retomada integra o Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil), que busca identificar alvos minerais menos evidentes por meio de tecnologia de ponta. O chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica, Iago Costa, destacou a importância da precisão técnica. “Dados em ultrarresolução são fundamentais para detectar alvos mais sutis, permitindo compreender melhor a complexidade geológica. Isso evidencia que o futuro das descobertas minerais no país está diretamente associado à ampliação da variedade, qualidade e resolução dos dados geocientíficos”, observou.

Durante a abertura do simpósio, o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, reafirmou o compromisso com a modernização da infraestrutura laboratorial e o mapeamento técnico prioritário. “Daremos continuidade ao programa de mapeamento geológico do país, com uma priorização objetiva e técnica das novas áreas mapeadas. Também ampliaremos os investimentos em técnicas prospectivas, especialmente geofísica e geoquímica, pois são elas que, em última análise, ampliam nossa capacidade de identificar novos alvos e gerar novas descobertas”, informou.

Evento corporativo em palco com palestrantes, Vilmar Medeiros Simões, diretor-presidente do SGB, aparece em destaque em pé ao lado de outros participantes durante sessão
Ao centro (de azul) Vilmar Medeiros Simões, diretor-presidente do SGB (Foto: Simexmin 2026 / Divulgação)

Além dos dados geofísicos, que já estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo) e na plataforma GeoSGB, a instituição lançou durante o evento informes técnicos sobre lítio e fosfato, um dashboard de terras raras e a versão em português do panorama sobre minerais críticos e estratégicos do Brasil.

Dúvidas mais comuns

Um levantamento aerogeofísico é uma técnica de mapeamento que utiliza aeronaves equipadas com instrumentos especializados para coletar dados geofísicos de alta resolução sobre grandes áreas. No caso do projeto do SGB no Tocantins, foram integrados dados de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown, permitindo identificar alvos geológicos com precisão e cobrir mais de 20 mil km² de forma eficiente.

A geofísica aplicada à exploração mineral utiliza contrastes de propriedades físicas dos materiais em subsuperfície para identificar alvos geológicos e depósitos minerais. Ela permite cobrir grandes áreas rapidamente, delimitando locais com maior potencial mineral antes das perfurações, reduzindo significativamente tempo e custos de investimento na busca por novos depósitos.

O Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins recebeu um investimento de R$ 10 milhões do Novo PAC. Este foi o primeiro levantamento aerogeofísico retomado no Brasil após mais de uma década de interrupção, marcando o retorno da aquisição de dados geocientíficos de alta resolução para atrair investimentos e ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro.

O SGB formalizou o contrato para a Fase II do levantamento no Leste de Goiás, que abrangerá 9,6 mil km² em municípios como Cristalina, Luziânia e Ipameri. Este novo projeto tem foco em regiões que ainda carecem de dados geofísicos de alta resolução e integra o Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil).

O DEEP Brazil é o Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil que busca identificar alvos minerais menos evidentes por meio de tecnologia de ponta. A retomada dos levantamentos aerogeofísicos integra este programa, que visa ampliar a capacidade de descoberta de novos depósitos minerais através de dados geocientíficos de ultrarresolução.

Os dados geofísicos do levantamento aerogeofísico do Tocantins estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo) e na plataforma GeoSGB. Além disso, o SGB lançou informes técnicos sobre lítio e fosfato, um dashboard de terras raras e a versão em português do panorama sobre minerais críticos e estratégicos do Brasil.

Dados em ultrarresolução são fundamentais para detectar alvos mais sutis e permitir uma melhor compreensão da complexidade geológica. A precisão técnica evidencia que o futuro das descobertas minerais no país está diretamente associado à ampliação da variedade, qualidade e resolução dos dados geocientíficos, facilitando a identificação de novos alvos e gerando novas descobertas.

O SGB está modernizando sua infraestrutura laboratorial e priorizando o mapeamento técnico de novas áreas. A estratégia inclui ampliar investimentos em técnicas prospectivas, especialmente geofísica e geoquímica, que aumentam a capacidade de identificar novos alvos minerais. Isso integra um compromisso com a retomada e expansão dos levantamentos aerogeofísicos em diferentes regiões do Brasil.