O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou os resultados do primeiro levantamento aerogeofísico retomado no país, após mais de uma década de interrupção, durante o 12º Simpósio Brasileiro de Exploração Mineral (Simexmin), realizado entre 17 e 20 de maio, em Ouro Preto (MG).
Com investimento de R$ 10 milhões do Novo PAC, o Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins marca o retorno da aquisição de dados geocientíficos de alta resolução para atrair investimentos e ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro. O levantamento cobriu uma área superior a 20 mil km², integrando, de forma inédita no Brasil, dados de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown.
“A geofísica é uma ferramenta que traz resultados imediatos para o investidor, possibilitando identificar alvos geológicos para que sejam feitos investimentos na busca de depósitos minerais”, afirmou o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira.
Além da entrega dos resultados no Tocantins, o SGB formalizou, na quarta-feira (20/05), o contrato para a Fase II do levantamento no Leste de Goiás. O novo projeto abrangerá 9,6 mil km² em municípios como Cristalina, Luziânia e Ipameri, com foco em regiões que ainda carecem de dados geofísicos de alta resolução.

A retomada integra o Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil), que busca identificar alvos minerais menos evidentes por meio de tecnologia de ponta. O chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica, Iago Costa, destacou a importância da precisão técnica. “Dados em ultrarresolução são fundamentais para detectar alvos mais sutis, permitindo compreender melhor a complexidade geológica. Isso evidencia que o futuro das descobertas minerais no país está diretamente associado à ampliação da variedade, qualidade e resolução dos dados geocientíficos”, observou.
Durante a abertura do simpósio, o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões, reafirmou o compromisso com a modernização da infraestrutura laboratorial e o mapeamento técnico prioritário. “Daremos continuidade ao programa de mapeamento geológico do país, com uma priorização objetiva e técnica das novas áreas mapeadas. Também ampliaremos os investimentos em técnicas prospectivas, especialmente geofísica e geoquímica, pois são elas que, em última análise, ampliam nossa capacidade de identificar novos alvos e gerar novas descobertas”, informou.

Além dos dados geofísicos, que já estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo) e na plataforma GeoSGB, a instituição lançou durante o evento informes técnicos sobre lítio e fosfato, um dashboard de terras raras e a versão em português do panorama sobre minerais críticos e estratégicos do Brasil.
Dúvidas mais comuns
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Um levantamento aerogeofísico é uma ferramenta de alto custo-benefício que permite mapear o subsolo de forma sistemática, detalhada, rápida, eficiente e não invasiva. O SGB retomou essa tecnologia após mais de uma década de interrupção, utilizando dados de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown para identificar alvos geológicos e depósitos minerais com alta resolução.
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A geofísica aplicada à exploração mineral utiliza contrastes de propriedades físicas dos materiais em subsuperfície para identificar alvos geológicos e depósitos minerais. Ela permite cobrir grandes áreas rapidamente, delimitando locais com maior potencial mineral antes das perfurações, reduzindo significativamente tempo e custos de investimento.
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O Projeto Aerogeofísico Sudeste do Tocantins recebeu investimento de R$ 10 milhões do Novo PAC. O levantamento cobriu uma área superior a 20 mil km² e marcou o retorno da aquisição de dados geocientíficos de alta resolução no Brasil, integrando pela primeira vez no país dados de magnetometria, gamaespectrometria e gravimetria strapdown.
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O SGB formalizou contrato para a Fase II do levantamento no Leste de Goiás, que abrangerá 9,6 mil km² em municípios como Cristalina, Luziânia e Ipameri. Este novo projeto tem foco em regiões que ainda carecem de dados geofísicos de alta resolução e integra o Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil).
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Os dados geofísicos dos levantamentos aerogeofísicos estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RiGeo) e na plataforma GeoSGB. Além disso, o SGB lançou informes técnicos sobre lítio e fosfato, um dashboard de terras raras e a versão em português do panorama sobre minerais críticos e estratégicos do Brasil.
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Dados em ultrarresolução são fundamentais para detectar alvos mais sutis e permitir melhor compreensão da complexidade geológica. Segundo o SGB, o futuro das descobertas minerais no país está diretamente associado à ampliação da variedade, qualidade e resolução dos dados geocientíficos, possibilitando identificar depósitos minerais menos evidentes.
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O Programa de Exploração Geofísica Profunda do Brasil (DEEP Brazil) busca identificar alvos minerais menos evidentes por meio de tecnologia de ponta. Integra a estratégia do SGB para ampliar descobertas minerais, facilitar investimentos e modernizar a infraestrutura de mapeamento técnico do país através de técnicas prospectivas avançadas em geofísica e geoquímica.