Uma correia transportadora despeja um fluxo de rochas ou minerais escuros em uma pilha em um local de mineração SGB, com montanhas e árvores visíveis ao fundo sob um céu nublado.
Foto: Vale

Parceria entre BID e Serviço Geológico vai mapear minerais críticos no Brasil

Acordo prevê mapeamento de minerais críticos, com geração de dados geológicos e apoio à atração de investimentos no setor mineral brasileiro

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 31/03/2026 | Atualizado em 01/06/2026

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB) firmou uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para mapear minerais críticos no país, com investimento de US$ 890 mil ao longo de três anos. O projeto tem como foco ampliar o conhecimento geológico sobre insumos considerados estratégicos para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico.

O acordo integra o projeto de cooperação técnica internacional BR-T1690, financiado com recursos do Fundo Especial do Japão, que deverá se estender por 36 meses (com data inicial de março de 2026). A iniciativa prevê a geração de dados geológicos em regiões com potencial mineral relevante, especialmente nos estados de Minas Gerais e Bahia.

Frentes de pesquisa e áreas prioritárias

Os recursos serão aplicados em quatro frentes principais. Entre elas estão estudos eletromagnéticos na Província Grafítica Minas-Bahia, levantamento geoquímico de elementos de terras raras na Bahia e prospecção de lítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. O projeto também inclui ações voltadas ao fortalecimento institucional do SGB, com foco em governança e capacitação técnica.

Segundo o órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia (MME), os dados produzidos serão disponibilizados em plataformas abertas, como sistemas geológicos e repositórios institucionais. A proposta é ampliar o acesso à informação para empresas, pesquisadores e investidores, reduzindo incertezas associadas à exploração mineral.

Mapeamento de minerais críticos contribui com cadeia produtiva

Close-up de fragmentos de rochas ou minerais brilhantes e iridescentes que refletem a luz em várias cores, criando um efeito cintilante, semelhante ao arco-íris, que lembra os minerais SGB. O fundo é desfocado, destacando a superfície texturizada e brilhante.
Foto: P. Qvist / Shutterstock

Os chamados minerais críticos são insumos considerados essenciais para cadeias industriais ligadas à economia de baixo carbono. Entre suas aplicações estão baterias, equipamentos de energia renovável, mobilidade elétrica e tecnologias digitais.

A demanda global por esses minerais tem crescido em função da eletrificação e da expansão de fontes renováveis. Elementos como lítio e terras raras, incluídos no escopo do projeto, são utilizados na fabricação de baterias, turbinas eólicas e dispositivos eletrônicos.

Nesse contexto, o mapeamento geológico é uma etapa inicial para identificar reservas, orientar políticas públicas e atrair investimentos privados. Ao gerar dados de caráter público, o projeto busca criar condições para o desenvolvimento de novas frentes de exploração mineral no país.

Brasil tem papel de destaque no cenário internacional

A parceria com o BID ocorre em um momento de maior competição global por minerais estratégicos. Países e blocos econômicos têm adotado políticas para garantir o fornecimento desses insumos, considerados essenciais para segurança energética e industrial.

O Brasil é apontado como uma das regiões com potencial relevante, especialmente em minerais associados à transição energética. Iniciativas de mapeamento e caracterização mineral, como a conduzida pelo SGB, são determinantes para posicionar o país em cadeias globais de fornecimento.

Além disso, acordos de cooperação internacional têm sido utilizados para compartilhar conhecimento técnico e financiar estudos geológicos. Projetos anteriores do SGB também indicam uma agenda voltada à caracterização de oferta e demanda de minerais críticos e ao desenvolvimento de tecnologias para seu aproveitamento.

De acordo com o SGB, a expectativa é de que o projeto contribua para ampliar a base de dados sobre o potencial mineral brasileiro e apoiar decisões de investimento no setor. O acesso público às informações pode reduzir riscos exploratórios e aumentar a previsibilidade para empresas interessadas em operar no país.

Ao mesmo tempo, a iniciativa se insere em uma estratégia mais ampla de integração do Brasil às cadeias produtivas ligadas à transição energética, com foco na produção e no fornecimento de matérias-primas consideradas estratégicas para a indústria global.

Dúvidas mais comuns

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB) firmaram uma parceria com investimento de US$ 890 mil ao longo de três anos para mapear minerais críticos no país. O projeto, que se estenderá por 36 meses a partir de março de 2026, tem como objetivo ampliar o conhecimento geológico sobre insumos estratégicos para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico, gerando dados que serão disponibilizados em plataformas abertas para empresas, pesquisadores e investidores.

Os minerais críticos do Brasil incluem lítio, cobalto, níquel, terras raras e nióbio. Esses elementos são fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, semicondutores e outras tecnologias de ponta. O projeto do SGB e BID tem foco especial em lítio, terras raras e grafita, com prospecção concentrada em Minas Gerais e Bahia.

O projeto está dividido em quatro frentes principais: estudos eletromagnéticos na Província Grafítica Minas-Bahia, levantamento geoquímico de elementos de terras raras na Bahia, prospecção de lítio no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, e ações de fortalecimento institucional do SGB com foco em governança e capacitação técnica.

Minerais críticos e estratégicos são aqueles essenciais para a soberania, economia, segurança alimentar e transição energética, cuja oferta pode estar sujeita a riscos de abastecimento por concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica ou limitações tecnológicas. Eles são cruciais para a fabricação de tecnologia de ponta, baterias, semicondutores e equipamentos de energia renovável, desempenhando papel fundamental na transição energética global.

O mapeamento geológico é uma etapa inicial para identificar reservas, orientar políticas públicas e atrair investimentos privados. Ao gerar dados de caráter público e disponibilizá-los em plataformas abertas, o projeto reduz incertezas associadas à exploração mineral e aumenta a previsibilidade para empresas interessadas em operar no Brasil, criando condições para o desenvolvimento de novas frentes de exploração mineral.

O Brasil é apontado como uma das regiões com potencial relevante em minerais associados à transição energética, especialmente em lítio e terras raras. Em um contexto de maior competição global por minerais estratégicos, iniciativas de mapeamento e caracterização mineral como a conduzida pelo SGB são determinantes para posicionar o país em cadeias globais de fornecimento e integrar o Brasil às cadeias produtivas ligadas à transição energética.

O projeto é financiado com recursos do Fundo Especial do Japão, com investimento total de US$ 890 mil. A iniciativa terá duração de 36 meses, com data inicial prevista para março de 2026, permitindo a realização de estudos geológicos abrangentes nas regiões com maior potencial mineral, especialmente em Minas Gerais e Bahia.

Os dados produzidos pelo projeto serão disponibilizados em plataformas abertas, como sistemas geológicos e repositórios institucionais do SGB. Essa disponibilização pública tem como objetivo ampliar o acesso à informação para empresas, pesquisadores e investidores, reduzindo incertezas associadas à exploração mineral e aumentando a transparência sobre o potencial mineral brasileiro.