Uma pedreira mostrando o processo de cominuição de pedras, com britadores e moedores em operação para redução do tamanho das rochas.
Foto: Vera Larina / Shutterstock

Indústria foca em tecnologia para reduzir consumo de energia na britagem e moagem

Avanços em processos de cominuição reforçam a busca por produtividade nas operações mineradoras com menor impacto ambiental

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 14/10/2025

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A transição energética vai elevar a demanda por minerais críticos, como é o caso do lítio, cujo consumo deve aumentar 704% entre 2023 e 2040. A projeção é da Agência Internacional de Energia (IEA), que aponta também outros incrementos, como o do grafite, que tem crescimento estimado de 204% no mesmo período. Ou seja, a indústria mineral vai precisar produzir mais, consumindo energia em escala ainda maior. As etapas de britagem e moagem, conhecidas tecnicamente como cominuição, processo de redução de tamanho das partículas para facilitar a extração dos minerais, consomem 1% de toda a energia gerada no mundo.

Por isso, as mineradoras e seus parceiros apostam em tecnologia para reduzir a demanda energética e também para diminuir a geração de gases de efeito estufa (GEE). Segundo reportagem da Mining Technology, entre as tecnologias aplicadas estão os rolos de moagem de alta pressão (HPGR). Criada há mais de 30 anos, essa tecnologia evoluiu para moer rochas mais duras e com teores de minérios cada vez menores.

Em termos de eficiência, existem aplicações na produção de agregados, em que a adoção de HPGR pode levar a uma redução de 50% no consumo de energia em relação a tecnologias convencionais. Já em plantas existentes, outra publicação especializada, a Engineering & Mining Journal, destaca que há um potencial de melhoria entre 10% e 15% na eficiência energética no processo de cominuição. Essa otimização aconteceria com mudanças na configuração e com ações de personalização nos britadores e moinhos.

Troca de equipamentos

Caminhão de mineração descarregando minério em uma instalação de britagem onde as pedras são trituradas pelo equipamento.
Foto: Parilov / Shutterstock

A substituição de equipamentos antigos é considerada uma alternativa para a redução de energia. É o caso do uso de britadores giratórios primários (na etapa inicial de britagem). Em algumas mineradoras eles têm sido adotados para processar rochas mais resistentes e oferecer capacidades maiores que, no passado, só eram possíveis com o uso de duas máquinas de tecnologia mais antiga.

Como são equipamentos menores – mas que produzem mais – a troca pode permitir uma simplificação do layout das minas. O resultado, em geral, é a redução não somente da área total, como também dos custos com equipamentos, tempos e gastos de serviço e manutenção.

Casos internacionais

A combinação de redução de energia e diminuição dos GEEs também envolve a área de cominuição e há experiências internacionais que comprovam a eficiência da mineração sustentável. Uma delas aconteceu no Chile (a mina não é identificada) e foi reportada pelo site Mining Technology. 

Nesse caso, a busca dos dois objetivos envolveu a combinação de alternativas tecnológicas numa operação mineral que processava 15 milhões de toneladas de minério de cobre por ano. Quatro configurações de cominuição foram aplicadas no estudo real e o resultado foi expressivo: redução de 40% no consumo de energia e corte de 50% nas emissões de dióxido de carbono (CO2).

Dúvidas mais comuns

Britagem e moagem, conhecidas tecnicamente como cominuição, são processos de redução do tamanho das partículas de rocha para facilitar a extração dos minerais. A britagem trabalha com partículas grosseiras usando forças de compressão ou impacto, enquanto a moagem se restringe às frações mais finas, utilizando mecanismos de abrasão e arredondamento. Essas duas etapas são fundamentais na mineração moderna.

As etapas de britagem e moagem consomem 1% de toda a energia gerada no mundo, tornando-as processos extremamente intensivos em energia. Com a transição energética aumentando a demanda por minerais críticos como lítio (crescimento de 704% até 2040) e grafite (204% até 2040), a indústria mineral precisará produzir mais enquanto reduz seu impacto ambiental e emissões de gases de efeito estufa.

Nos processos de britagem, as partículas grosseiras sofrem a ação de forças de compressão ou de impacto. Os processos de moagem se restringem às frações mais finas e utilizam mecanismos de abrasão e arredondamento para quebra de arestas. Assim, a britagem é a etapa inicial de redução de tamanho, enquanto a moagem refina ainda mais as partículas.

Os rolos de moagem de alta pressão (HPGR) são uma tecnologia desenvolvida há mais de 30 anos que evoluiu para moer rochas mais duras com teores de minérios cada vez menores. Em aplicações na produção de agregados, a adoção de HPGR pode levar a uma redução de 50% no consumo de energia em relação a tecnologias convencionais, representando um avanço significativo em eficiência energética.

Os britadores giratórios primários são equipamentos menores que produzem mais do que máquinas antigas, permitindo que uma única unidade realize o trabalho que antes exigia duas máquinas. Essa substituição simplifica o layout das minas, reduzindo não apenas a área total e custos com equipamentos, mas também os tempos e gastos de serviço e manutenção, resultando em menor consumo energético geral.

Em plantas existentes, há um potencial de melhoria entre 10% e 15% na eficiência energética do processo de cominuição através de mudanças na configuração e ações de personalização nos britadores e moinhos. Essas otimizações não requerem necessariamente a substituição completa de equipamentos, tornando-as alternativas viáveis para operações em funcionamento.

Uma operação mineral no Chile que processava 15 milhões de toneladas de minério de cobre por ano aplicou quatro configurações de cominuição diferentes e alcançou resultados expressivos: redução de 40% no consumo de energia e corte de 50% nas emissões de dióxido de carbono (CO2). Esse caso demonstra a eficiência prática da combinação de alternativas tecnológicas para mineração sustentável.

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), o lítio terá crescimento de consumo de 704% entre 2023 e 2040, enquanto o grafite crescerá 204% no mesmo período. Esses minerais críticos são essenciais para a transição energética global, o que aumentará significativamente a pressão sobre a indústria mineral para produzir mais de forma sustentável.