O prazo final para a apresentação de propostas do 5º Leilão do Eco Invest Brasil acabou na última quinta-feira, 20. Esta edição foi focada especificamente no financiamento de projetos de inovação tecnológica voltados à transição ecológica e desenvolvimento da industrial sustentável.
A rodada contemplou iniciativas relacionadas a fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência atificial aplicadas a processos produtivos, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e armazenamento de energia, química verde e biomateriais, além da circularidade de resíduos minerais.
Para cada um desses fundos, que serão constituídos pelas instituições financeiras que vencerem o leilão, haverá recursos catalíticos (linha de fundos subsidiados do governo federal) de R$ 1,5 bilhão. No leilão, as instituições financeiras terão de oferecer um valor adicional que vai de R$ 1,5 bilhão a R$ 3 bilhões, destinados a alavancar os recursos.
Atração de capital
O Eco Invest Brasil é um programa do Governo Federal, vinculado ao Plano de Transformação Ecológica, criado para atrair capital privado (nacional e internacional) para financiar projetos sustentáveis e de longo prazo no país. A iniciativa utiliza recursos públicos como capital catalítico para reduzir riscos e proteger investidores contra a volatilidade do câmbio.
O acesso ao capital do Eco Invest ocorre por meio de leilões realizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, cujo principal critério de classificação é o índice de alavancagem dos recursos oferecidos pelas instituições financeiras. Cada rodada também exige a captação de percentual mínimo de recursos no mercado externo.
De acordo com o Ministério da Fazenda, este 5º Leilão tem o potencial de mobilizar até R$ 50 bilhões em investimentos.
O resultado da seleção será divulgado na página online do Programa Eco Invest Brasil, no prazo de 20 dias, contados a partir do encerramento da fase de propostas.
Atividades elegíveis
Os critérios elegíveis para o beneficiamento de minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica são:
- Desenvolvimento tecnológico associado à extração, ao beneficiamento, ao refino e à transformação de minerais críticos e materiais estratégicos.
- Produção de materiais avançados, insumos eletroquímicos e componentes para aplicações industriais e energéticas.
- Desenvolvimento e integração de baterias e sistemas de armazenamento de energia
- Fabricação, montagem e integração de veículos eletrificados e sistemas de mobilidade sustentável.
- Implantação de unidades-piloto e infraestrutura produtiva inovadora associada à cadeia.
Já para a circularidade de resíduos minerais e industriais para insumos serão observados os seguintes critérios:
- Soluções tecnológicas para gestão, tratamento, reciclagem e valorização de resíduos sólidos urbanos, industriais, minerais e biológicos.
- Rotas industriais para o reaproveitamento de materiais e a produção de insumos secundários.
- Soluções de logística reversa, rastreabilidade e reinserção de materiais nas cadeias produtivas.
- Tecnologias para a redução de passivos ambientais e o ganho de eficiência no uso de recursos.
- Implantação de plantas-piloto e de infraestrutura produtiva inovadora voltada à economia circular.