Operação de minério de ferro da Mineração Usiminas S/A (MUSA)
Operação de minério de ferro da Mineração Usiminas S/A (MUSA) - Foto: Divulgação/ Usiminas

Usiminas amplia Ebtida no segundo trimestre

Mesmo com bom resultado, companhia diz manter cautela diante da pressão sobre a indústria do aço

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 30/07/2026

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A Usiminas registrou o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 761 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 17% em relação aos três primeiros meses do ano. A receita líquida consolidada alcançou R$ 6,1 bilhões, alta de 4%, impulsionada pela recuperação da operação de siderurgia e pelo aumento das vendas de minério de ferro após o período chuvoso.

Entre abril e junho, a companhia comercializou 989 mil toneladas de aço e 2,47 milhões de toneladas de minério de ferro. A margem Ebtida avançou de 11,1% para 12,4%, refletindo a melhora dos preços do aço, um mix de vendas mais favorável e os ganhos obtidos com iniciativas de eficiência operacional.

Na mineração, a recuperação dos embarques contribuiu para o resultado do trimestre, embora o aumento dos custos logísticos, principalmente dos fretes marítimos, tenha reduzido a rentabilidade da operação.

O lucro líquido foi de R$ 428 milhões. Na comparação com o primeiro trimestre, houve queda de 52%, movimento explicado pelo reconhecimento de créditos tributários que beneficiou o resultado dos três primeiros meses do ano.

Durante o trimestre, a empresa concluiu a implantação da nova planta de injeção de carvão pulverizado (PCI) da usina de Ipatinga. O investimento aumenta a eficiência dos altos-fornos, reduz o consumo de insumos e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Desafios da indústria do aço

Vista do complexo siderúrgico da Usiminas, em Ipatinga (MG), referência na indústria do aço brasileira
Vista do complexo siderúrgico da Usiminas, em Ipatinga (MG), referência na indústria do aço brasileira – Foto: Divulgação/ Usiminas

Apesar da melhora dos indicadores, a Usiminas avalia que o ambiente de negócios continua desafiador. Segundo o presidente da companhia, Marcelo Chara, a estratégia permanece concentrada na eficiência operacional, na disciplina financeira e em investimentos voltados ao aumento da competitividade.

“O excesso de oferta de aço no mercado global, as incertezas econômicas e as tensões geopolíticas continuam gerando volatilidade para o setor”, afirmou o executivo.

No mercado brasileiro, a companhia também vê impacto da manutenção dos juros em patamares elevados sobre a atividade industrial e destaca que as importações de aço continuam pressionando a indústria nacional, mesmo após a adoção de medidas de defesa comercial.

Para Chara, a redução das importações observada nos últimos meses representa um avanço, mas ainda não foi suficiente para equilibrar a concorrência com os produtos importados, especialmente os provenientes da Ásia.