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Gustavo Pimenta, presidente da Vale, fala sobre mineração sustentável no Exposibram 2025
Gustavo Pimenta (Foto: Julio Apolinario/ IBRAM via Flickr)

Vale traça rota para ‘mineração do futuro’ com foco em descarbonização do aço, cobre e licença social

Presidente da companhia, Gustavo Pimenta detalhou metas para zerar risco de barragens, expandir em metais críticos e vincular operação a legado socioambiental

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 28/10/2025

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No segundo dia da Exposibram, diante de uma plateia lotada, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, delineou a estratégia da companhia para a “mineração do futuro”, fundamentada em um portfólio alinhado à transição energética, em uma nova cultura de desempenho e na construção de confiança social como pilar de negócio.

No centro da estratégia está o minério de ferro de alto teor, apresentado como essencial para a descarbonização da siderurgia global, e uma aceleração na produção de cobre, metal crítico para a eletrificação. Pimenta anunciou a meta de elevar a produção de minério de 328 para 360 milhões de toneladas e revelou um plano de dobrar a de cobre, de 350 mil para 700 mil toneladas, ancorado em investimentos de até R$ 70 bilhões no programa “Novo Carajás”.

A transformação cultural e operacional pós-Brumadinho foi destacada como um avanço consolidado. O executivo disse que a última barragem que estava em nível máximo de emergência (nível 3) foi estabilizada, e o plano de descaracterização de 35 estruturas a montante segue em andamento. Atualmente, 85% da produção já utiliza empilhamento a seco, reduzindo a dependência de novas barragens.

Mineração legal: uma aliada da conservação

Na frente climática, a Vale reafirmou o compromisso de reduzir em 33% suas emissões diretas (escopos 1 e 2) até 2030, com 27% já alcançados. O maior desafio, as emissões de escopo 3, geradas na produção de aço por clientes, será enfrentado com soluções como o briquete verde — que pode reduzir as emissões no alto-forno em até 10% — e a criação de “mega hubs” industriais em regiões com energia de baixo custo e menor pegada de carbono, como o Oriente Médio.

Gustavo Pimenta - exposibram 2025
Foto: Vale

A agenda de confiança social foi apresentada como indissociável da performance financeira. Pimenta destacou a gestão de 800 mil hectares preservados na região do Mosaico de Carajás como prova de que a mineração legal pode ser aliada da conservação. A companhia também estabeleceu metas como retirar 500 mil pessoas da extrema pobreza, com metodologia da Universidade de Oxford, e restaurar 100 mil hectares de áreas degradadas, além de preservar outros 400 mil.

A visão se completa com a digitalização, que inclui operações autônomas e manutenção preditiva, e com o compromisso de adotar a economia circular, visando ao reprocessamento total de estéril e rejeitos. Para Pimenta, integrar todos esses eixos é o único caminho para um crescimento sustentável e para que a mineração contribua para a solução dos desafios globais.

Confira a cobertura completa da Exposibram na página especial do Radar Mineração.

Dúvidas mais comuns

A estratégia de 'mineração do futuro' da Vale é fundamentada em três pilares principais: um portfólio alinhado à transição energética, uma nova cultura de desempenho operacional e a construção de confiança social como pilar de negócio. A estratégia foca na produção de minério de ferro de alto teor para descarbonização da siderurgia global e na aceleração da produção de cobre, metal crítico para eletrificação, com investimentos de até R$ 70 bilhões no programa 'Novo Carajás'.

A Vale planeja elevar a produção de minério de ferro de 328 para 360 milhões de toneladas e dobrar a produção de cobre, de 350 mil para 700 mil toneladas. Além disso, a empresa se comprometeu em reduzir 33% de suas emissões diretas (escopos 1 e 2) até 2030, tendo já alcançado 27% dessa redução.

A mineração sustentável utiliza energias renováveis como solar e eólica para reduzir a pegada de carbono das operações, diminuindo também os custos operacionais a longo prazo. A Vale implementa práticas como empilhamento a seco (85% da produção atual), criação de 'mega hubs' industriais em regiões com energia de baixo custo e menor pegada de carbono, e o uso de briquete verde que reduz emissões no alto-forno em até 10%.

A Vale adota múltiplos métodos de descarbonização, incluindo investimento em fontes de energias renováveis, desenvolvimento de produtos de baixo carbono como o briquete verde, eletrificação de processos através de 'mega hubs' industriais, e aumento do consumo consciente. A empresa também trabalha na estabilização de barragens e na implementação de operações autônomas e manutenção preditiva através da digitalização.

A mineração legal pode ser aliada da conservação através da gestão responsável de áreas preservadas, como demonstrado pela Vale na gestão de 800 mil hectares preservados na região do Mosaico de Carajás. A empresa também se compromete em restaurar 100 mil hectares de áreas degradadas, preservar outros 400 mil hectares e adotar a economia circular com reprocessamento total de estéril e rejeitos.

O cobre é um metal crítico para a eletrificação e a transição energética global. Reconhecendo sua importância, a Vale planeja dobrar sua produção de cobre de 350 mil para 700 mil toneladas, alinhando-se com a crescente demanda por este mineral essencial para infraestruturas de energia renovável e eletrificação de processos.

A Vale estabeleceu metas sociais ambiciosas incluindo retirar 500 mil pessoas da extrema pobreza utilizando metodologia da Universidade de Oxford, restaurar 100 mil hectares de áreas degradadas e preservar 400 mil hectares adicionais. Essas ações reafirmam o compromisso da empresa de integrar a confiança social como indissociável da performance financeira e do crescimento sustentável.

A transformação operacional pós-Brumadinho consolidou avanços significativos, incluindo a estabilização da última barragem que estava em nível máximo de emergência (nível 3) e o plano de descaracterização de 35 estruturas a montante em andamento. Atualmente, 85% da produção utiliza empilhamento a seco, reduzindo significativamente a dependência de novas barragens e melhorando a segurança operacional.