Especialistas presentes no seminário Inovação aplicada à mineração, promovido pela Folha de S.Paulo nesta segunda 21/9 (veja mais aqui), demonstraram que há uma mudança em curso no perfil de quem trabalha em mineração. E isso impacta positivamente na produtividade do setor, que também se torna mais digitalizado.
Nesse sentido, eles listaram as principais mudanças em andamento, pontuando que, no fundo, os novos profissionais do setor estão adquirindo um “perfil de gamer”.
Veja os principais pontos listados durante o evento, de acordo com a cobertura do Radar Mineração:
Substituição da força física pela tecnologia
No passado, a atividade exigia grande força motriz para a execução de tarefas manuais pesadas. Com a automação, sistemas hidráulicos, equipamentos autônomos e salas de controle remoto, a exigência de força física foi eliminada, reduzindo problemas de saúde ocupacional.
Novas habilidades e visão generalista
Como os sistemas operacionais atuam de forma cada vez mais especializado, exige-se do profissional uma postura mais generalista para compreender as conexões de toda a cadeia do processo. Cresce a demanda por habilidades em tecnologias digitais, com exemplos globais de contratação de profissionais com perfil de gamers para operar minas remotamente.
Maior diversidade e inclusão de mulheres
A redução de força braçal permitiu um avanço na diversidade e agora as mulheres representam cerca de 30% da força de trabalho na mineração. Nas salas de aula, elas já compõem metade ou mais dos estudantes de engenharia de minas na USP.
Atenção à saúde mental
A preocupação com a saúde ocupacional evoluiu do aspecto estritamente físico para um olhar focado na saúde mental e nos riscos psicossociais dos trabalhadores.
Fuga de talentos e estigma do setor
Atrair a nova força de trabalho ainda é considerado um desafio em aberto. O setor enfrenta um estigma cultural que faz com que muitos formandos em engenharia de minas optem por migrar para outras áreas, como o mercado financeiro.
Atração por propósito e sustentabilidade
Para encantar os novos profissionais, as empresas buscam posicionar a mineração como um ambiente atrativo, impulsionado por tecnologia de ponta e focado no propósito de gerar valor compartilhado, sustentabilidade e segurança.
Formação junto às comunidades
As mineradoras buscam atuar mais próximas das comunidades locais onde operam, influenciando a formação técnica para criar um fluxo contínuo de pessoas capacitadas.
Treinamento e validação por IA
A atuação nas minas exige horas intensivas de treinamento de segurança. Além disso, tecnologias como inteligência artificial e crachás inteligentes começam a ser aplicados para avaliar automaticamente a aptidão psicossocial do trabalhador antes de ele acessar áreas de risco.