Caminhão de mineração amarelo em operação em um canteiro de obras ao ar livre com céu nublado ao fundo, destaque para máquinas pesadas de mineração.
Foto: Mr. Tempter / Shutterstock

Terra de gigantes: os caminhões que dominam as minas

Conheça os caminhões fora de estrada que transportam até 450 toneladas e revolucionam a mineração com tecnologia, autonomia e sustentabilidade

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 10/09/2025

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  • Caminhões fora de estrada na mineração transportam até 450 toneladas de minério por viagem, com cinco fabricantes globais (Caterpillar, Komatsu, Liebherr, Hitachi e BelAZ) dominando o mercado com modelos equipados com tecnologia autônoma e tração elétrica.
  • Mineradoras brasileiras como Vale, Anglo American e Kinross já operam centenas de caminhões autônomos com GPS e inteligência artificial, aumentando segurança, reduzindo combustível e ampliando vida útil dos equipamentos em minas de Minas Gerais e Pará.
  • A indústria de mineração investe em sustentabilidade através de motores híbridos, biocombustíveis e sistemas inteligentes de gestão de frota, transformando a operação de transporte de minério em processos mais verdes e eficientes.
Resumo revisado pela redação.

Se você acha que já viu caminhão grande, é porque ainda não conheceu os fora de estrada usados na mineração. Esses veículos são projetados para enfrentar terrenos extremos e transportar até 400 toneladas de minério por viagem. Presentes em minas de todos os continentes, eles são essenciais para manter a produção em ritmo acelerado, com segurança e eficiência.

Os modelos que movem o mundo

Cinco fabricantes lideram o mercado global: Caterpillar, Komatsu, Liebherr, Hitachi e BelAZ. A Caterpillar se destaca com o CAT 797F, que transporta até 400 toneladas, e o CAT 793F, compatível com operação autônoma, segundo o Brazil Journal. A Komatsu oferece o HD785-8, com capacidade de 92 toneladas e motor de 1.140 hp. 

Caminhão de mineração amarelo em operação em um canteiro de obras ao ar livre com céu nublado ao fundo, destaque para máquinas pesadas de mineração.
Foto: Site Cat

Continuando entre os titãs, a Liebherr apresenta o T 284, com carga útil de 363 toneladas e sistema de tração elétrica. A Hitachi traz o EH5000AC-3, com tração elétrica e alta robustez. Já a BelAZ domina com o 75710, o maior caminhão do planeta, com capacidade de 450 toneladas.

Esses modelos são equipados com tecnologias de ponta, como freios regenerativos, sistemas de tração elétrica, monitoramento remoto e inteligência artificial. Muitos já operam de forma autônoma, sem motorista, em ambientes controlados. A Caterpillar, por exemplo, já tem mais de 500 caminhões autônomos em operação em três continentes, com a tecnologia Cat Command.

Caminhões fora de estrada na mineração do Brasil

No Brasil, mineradoras como Vale, CSN Mineração, Anglo American, Kinross e MRN utilizam caminhões fora de estrada em suas operações. 

A Vale é pioneira com caminhões autônomos da Caterpillar na mina de Brucutu (MG), operando sem motorista com GPS e inteligência artificial. A tecnologia aumentou a segurança, reduziu o consumo de combustível e ampliou a vida útil dos equipamentos. A mineradora também já ampliou a tecnologia para Carajás (PA).

Na Anglo American os modelos da Komatsu e Caterpillar são destaques do sistema Minas-Rio. Eles trabalham com foco em produtividade e redução de emissões. A Kinross Brasil Mineração, em Paracatu (MG), opera com caminhões da Hitachi e Komatsu, com capacidade de carga superior a 200 toneladas. A empresa investe em sustentabilidade com uso de biodiesel e otimização de rotas.

Máquinas pesadas em atividade em uma obra de mineração ou construção, incluindo escavadoras e carregadeiras da marca Komatsu.
Foto: Radioflash / Shutterstock

 A MRN, na região de Trombetas (PA), utiliza caminhões da Volvo e Scania em operações robustas em áreas remotas, com foco em manutenção preditiva e capacitação de operadores.

Essas mineradoras estão na vanguarda da transformação digital e ambiental da mineração. Além da automação, investem em tecnologias sustentáveis como motores híbridos, biocombustíveis e sistemas de gestão inteligente de frota. A Caterpillar e a Vale, por exemplo, firmaram parceria para desenvolver caminhões bicombustíveis movidos a diesel e etanol, com capacidade de até 320 toneladas fonte.

Essas inovações evitam transportes desnecessários, mudança para modais mais limpos e melhoraria na eficiência dos veículos. A revolução dos caminhões fora de estrada já começou — e ela é tecnológica, autônoma e cada vez mais verde. No Brasil e no mundo, esses gigantes seguem movendo a mineração com força, inteligência e responsabilidade ambiental.

Os pneus que sustentam gigantes

Os pneus dos caminhões fora de estrada são verdadeiras obras de engenharia. Com até 4 metros de altura e peso superior a 5 toneladas, são fabricados para suportar cargas extremas, terrenos irregulares e temperaturas elevadas. Modelos usados em caminhões como o Caterpillar 797F, Komatsu 980E e Liebherr T 284 podem custar mais de R$ 600 mil cada, dependendo da aplicação e fabricante 

Esses pneus são produzidos com compostos de borracha reforçados, cintas de aço e tecnologias que incluem sensores de pressão e temperatura em tempo real. Fabricantes como Michelin, Bridgestone e Goodyear lideram o setor, oferecendo versões com alta resistência a cortes, picotamentos e desgaste 

A durabilidade é essencial: muitos modelos são projetados para rodar milhares de quilômetros e podem ser recapados, prolongando sua vida útil em até 70%.

Dúvidas mais comuns

Caminhões fora de estrada são veículos especializados projetados para enfrentar terrenos extremos em operações de mineração. Esses gigantes podem transportar até 450 toneladas de minério por viagem, com modelos como o BelAZ 75710 liderando em capacidade. Eles são essenciais para manter a produção em ritmo acelerado, com segurança e eficiência em minas de todos os continentes.

Cinco fabricantes lideram o mercado global: Caterpillar, Komatsu, Liebherr, Hitachi e BelAZ. A Caterpillar destaca-se com o CAT 797F (400 toneladas) e CAT 793F (compatível com operação autônoma). A Komatsu oferece o HD785-8 com 92 toneladas, a Liebherr apresenta o T 284 com 363 toneladas, a Hitachi traz o EH5000AC-3 com tração elétrica, e a BelAZ domina com o 75710, o maior caminhão do planeta com 450 toneladas.

Os caminhões autônomos operam sem motorista em ambientes controlados, utilizando tecnologias como GPS, inteligência artificial e sistemas de monitoramento remoto. A Caterpillar, por exemplo, já tem mais de 500 caminhões autônomos em operação em três continentes com a tecnologia Cat Command. A Vale é pioneira no Brasil, operando caminhões autônomos da Caterpillar na mina de Brucutu (MG), o que aumentou a segurança, reduziu o consumo de combustível e ampliou a vida útil dos equipamentos.

Os caminhões fora de estrada são equipados com tecnologias de ponta como freios regenerativos, sistemas de tração elétrica, monitoramento remoto e inteligência artificial. Muitos modelos já operam de forma autônoma, sem motorista, em ambientes controlados. Além disso, as mineradoras investem em tecnologias sustentáveis como motores híbridos, biocombustíveis e sistemas de gestão inteligente de frota para reduzir emissões e melhorar a eficiência operacional.

Mineradoras brasileiras como Vale, CSN Mineração, Anglo American, Kinross e MRN utilizam caminhões fora de estrada em suas operações. A Vale é pioneira com caminhões autônomos da Caterpillar em Brucutu (MG) e Carajás (PA). A Anglo American utiliza modelos da Komatsu e Caterpillar no sistema Minas-Rio, enquanto a Kinross Brasil opera com caminhões da Hitachi e Komatsu em Paracatu (MG), e a MRN utiliza caminhões da Volvo e Scania em Trombetas (PA).

Os pneus dos caminhões fora de estrada são verdadeiras obras de engenharia, com até 4 metros de altura e peso superior a 5 toneladas. Fabricados com compostos de borracha reforçados, cintas de aço e sensores de pressão e temperatura em tempo real, eles suportam cargas extremas, terrenos irregulares e temperaturas elevadas. Podem custar mais de R$ 600 mil cada e são produzidos por fabricantes como Michelin, Bridgestone e Goodyear, com durabilidade de milhares de quilômetros e possibilidade de recapagem que prolonga a vida útil em até 70%.

As mineradoras estão investindo em tecnologias sustentáveis como motores híbridos, biocombustíveis e sistemas de gestão inteligente de frota. A Caterpillar e a Vale, por exemplo, firmaram parceria para desenvolver caminhões bicombustíveis movidos a diesel e etanol, com capacidade de até 320 toneladas. A Kinross Brasil utiliza biodiesel e otimização de rotas, enquanto a MRN investe em manutenção preditiva. Essas inovações evitam transportes desnecessários e melhoram a eficiência dos veículos.

Os caminhões autônomos aumentam significativamente a segurança ao eliminar riscos associados ao erro humano em operações de mineração. Além disso, reduzem o consumo de combustível, ampliam a vida útil dos equipamentos e melhoram a produtividade geral das operações. A tecnologia permite monitoramento remoto contínuo e otimização de rotas, resultando em operações mais eficientes e sustentáveis, como demonstrado pela Vale em suas operações em Minas Gerais e Pará.