A Vale revisou para cima a participação esperada da Vale Base Metals (VBM) em sua geração de resultados. Agora, a subsidiária da Vale dedicada a minerais críticos para a transição energética deve responder por cerca de 28% do Ebitda consolidado da companhia em 2026. A atualização foi divulgada em fato relevante nesta terça-feira (9) e reforça a estratégia da mineradora de diversificar a rentabilidade do minério de ferro, principalmente por meio da expansão dos negócios de cobre e níquel.
A nova estimativa de 28% refere-se a 2026 e substitui a previsão anterior de 26%. Para o longo prazo, a Vale mantém a expectativa de que a VBM represente entre 30% e 35% do Ebitda consolidado de 2035 em diante.
A revisão da projeção considera os preços médios de cobre, níquel e ouro para 2026 com base nas expectativas de analistas de mercado disponibilizadas em maio. Segundo a companhia, todas as demais projeções corporativas permanecem inalteradas.
Estratégia VBM
A VBM foi criada para reunir os ativos de metais básicos da Vale, segmento considerado estratégico diante do crescimento da demanda por minerais utilizados na eletrificação da economia, na expansão das energias renováveis e na produção de baterias. Atualmente, a subsidiária concentra operações de cobre e níquel no Brasil, Canadá e Indonésia, formando uma estrutura separada do negócio tradicional de minério de ferro.

A criação da Vale Base Metals também foi uma das principais mudanças estratégicas promovidas pela mineradora nos últimos anos. Para isso, a Vale buscou dar maior autonomia operacional e financeira ao negócio de metais básicos para acelerar investimentos, ampliar a produção e destravar valor em ativos que historicamente representavam uma parcela menor dos resultados do grupo.
A estratégia ganhou força após a entrada de investidores externos na subsidiária, movimento que permitiu estabelecer uma governança própria e metas específicas para o crescimento da produção de cobre e níquel. O objetivo de longo prazo da Vale é consolidar a VBM como um dos “motores” da operação da holding, ao lado do minério de ferro.