Aérea das instalações da Mina de Brucutu
Instalações da Mina de Brucutu (Foto: Léo Lopes)

Base global reúne dados que fortalecem a credibilidade da mineração 

Material traz informações de mais de 15 mil operações e amplia transparência e padronização do setor

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 25/06/2026

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O Global Mining Dataset, desenvolvido pelo International Council on Mining and Metals (ICMM) no fim do ano passado, deixou as informações sobre a mineração mundial mais acessíveis. A publicação consolidou, pela primeira vez, uma base pública padronizada com dados sobre minas, fundições, refinarias e plantas de processamento, com o objetivo de reduzir lacunas históricas de informação e apoiar decisões de investidores, governos e sociedade.

Fundição de aço em processo industrial com trabalhador usando luvas e avental de proteção ao lado de forno com metal incandescente, moldes e equipamento de vazamento na área de fundição
Fundição de aço em processo industrial (Foto: DogukanKirimtayyif / Shutterstock)

O levantamento reúne informações sobre mais de 15 mil instalações de mineração e processamento, distribuídas em mais de 150 países e abrangendo 47 commodities minerais. Essa base inclui localização geográfica, tipos de operação, minérios e metais produzidos. Ela também aborda níveis de confiança, permitindo análises comparáveis em escala global.

Além disso, a transparência possibilita que poder público e comunidades construam um legado sustentável nas áreas de mineração, transformando a vida das pessoas que residem nessas regiões por meio do melhor planejamento de políticas públicas.

Padronização corrige lacunas históricas

A indústria de mineração e metais tem atuação global, mas presença distribuída de forma desigual. Assim, ao consolidar diferentes fontes públicas e privadas em um formato único, o projeto estabelece uma referência comum para análise do setor.

A padronização também permite comparar operações entre países, identificar padrões produtivos e avaliar riscos de forma mais consistente.

Segundo o ICMM, mesmo informações básicas — como o número total de minas ou unidades de processamento no mundo — eram de difícil obtenção antes da iniciativa.

Transparência e acesso público

Parte das informações já está disponível gratuitamente, com milhares de registros com acesso aberto. O modelo combina transparência com restrições pontuais associadas a bases proprietárias, criando uma estrutura de consulta que preserva acordos comerciais.

A abertura dos dados permite que diferentes públicos utilizem as informações: governos podem apoiar a formulação de políticas, investidores realizam análises de risco e retorno e organizações da sociedade civil acompanham impactos ambientais e sociais.

O levantamento também foi estruturado para atualização contínua, com participação de parceiros institucionais, acadêmicos e empresas, o que amplia a cobertura e a confiabilidade ao longo do tempo.

Base para decisões de investimento e políticas públicas

Informações sobre localização, tipo de operação e commodities permitem mapear a distribuição geográfica da produção e identificar concentrações relevantes. Os registros mostram, por exemplo, que cerca de 45% das instalações estão concentradas em três países – China, Austrália e Estados Unidos -, o que indica assimetrias relevantes na produção e no processamento de minerais.

Além disso, quatro commodities — carvão, ouro, cobre e minério de ferro — respondem pela maior parte das operações, com o carvão representando cerca de 43% das minas. Esses registros permitem avaliar riscos de concentração, dependência de cadeias produtivas e exposição a mudanças regulatórias.

Para formuladores de políticas públicas, a base oferece subsídios para decisões relacionadas à segurança energética, desenvolvimento industrial e regulação ambiental.

De acordo com o ICMM, mais de 75% das economias nacionais têm algum vínculo com mineração ou processamento mineral em larga escala. Esse alcance reforça a necessidade de informações confiáveis para apoiar decisões econômicas e debates públicos.

A consolidação dessas informações também contribui para o acompanhamento de temas como transição energética, segurança de suprimentos e impactos socioambientais, que dependem de bases comparáveis e verificáveis.

Segundo o ICMM, o Global Mining Dataset integra uma iniciativa de longo prazo voltada à ampliação da base de dados do setor mineral. A expectativa é incorporar novos indicadores, incluindo métricas de sustentabilidade, emissões e desempenho operacional nos próximos anos. Porém, a evolução do projeto “depende da colaboração entre empresas, governos e instituições de pesquisa, com o objetivo de ampliar a cobertura, precisão e confiabilidade das informações”, pontua o instituto.

Dúvidas mais comuns

O Global Mining Dataset é uma base de dados pública padronizada desenvolvida pelo International Council on Mining and Metals (ICMM) que consolida informações sobre mais de 15 mil instalações de mineração e processamento distribuídas em mais de 150 países. A base reúne dados sobre localização geográfica, tipos de operação, minérios e metais produzidos, abrangendo 47 commodities minerais e estabelecendo uma referência comum para análise do setor mineral global.

O objetivo principal é reduzir lacunas históricas de informação sobre a mineração mundial, ampliando a transparência e padronização do setor. A iniciativa busca apoiar decisões de investidores, governos e sociedade civil, permitindo análises comparáveis em escala global e facilitando o melhor planejamento de políticas públicas nas regiões de mineração.

A base disponibiliza gratuitamente milhares de registros com acesso aberto, combinando transparência com restrições pontuais associadas a bases proprietárias. Essa abertura permite que governos formulem políticas, investidores realizem análises de risco e retorno, e organizações da sociedade civil acompanhem impactos ambientais e sociais, criando uma estrutura de consulta que preserva acordos comerciais.

Antes da iniciativa, informações básicas como o número total de minas ou unidades de processamento no mundo eram de difícil obtenção. A padronização permite comparar operações entre países, identificar padrões produtivos e avaliar riscos de forma consistente, consolidando diferentes fontes públicas e privadas em um formato único.

Os dados mostram que aproximadamente 45% das instalações estão concentradas em apenas três países - China, Austrália e Estados Unidos - e que quatro commodities (carvão, ouro, cobre e minério de ferro) respondem pela maior parte das operações, com o carvão representando cerca de 43% das minas. Essas informações indicam assimetrias relevantes na produção e processamento de minerais.

Governos utilizam as informações para apoiar a formulação de políticas relacionadas à segurança energética, desenvolvimento industrial e regulação ambiental. Investidores realizam análises de risco e retorno, enquanto organizações da sociedade civil acompanham impactos ambientais e sociais. A base também permite mapear a distribuição geográfica da produção e identificar concentrações relevantes de recursos.

A base oferece subsídios confiáveis para acompanhamento de temas críticos como transição energética, segurança de suprimentos e impactos socioambientais. Como mais de 75% das economias nacionais têm algum vínculo com mineração ou processamento mineral em larga escala, informações comparáveis e verificáveis são essenciais para apoiar decisões econômicas e debates públicos sobre esses temas.

A expectativa é incorporar novos indicadores, incluindo métricas de sustentabilidade, emissões e desempenho operacional. Porém, a evolução do projeto depende da colaboração entre empresas, governos e instituições de pesquisa, com o objetivo de ampliar a cobertura, precisão e confiabilidade das informações ao longo do tempo.