Uma nova reserva mineral, que reúne urânio, elementos de terras raras (ETR) e fosfatos, foi anunciada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). A ocorrência tripla dos minerais está localizada no Piauí, dentro da Bacia Geológica do Parnaíba, que envolve mais outros dois estados – Maranhão e Ceará.
Dados preliminares indicam que o teor de urânio da nova reserva pode variar de 9 a 1.270 partes por milhão (ppm). Segundo reportagem do jornal Globo, esse último valor estaria acima da média, o que significa que a recuperação do urânio seria economicamente viável mesmo em cenários econômicos desafiadores.
A descoberta desses depósitos pode colocar o Brasil numa posição de maior destaque como fornecedor do minério em curto prazo. Em sua forma enriquecida, o urânio é usado como combustível em usinas nucleares, hoje apontadas nos Estados Unidos como uma das fontes para alimentar a demanda de energia de data centers.
Outro diferencial está nas terras raras. Para os especialistas do SGB, os depósitos do Piauí representam um novo modelo, com os minerais concentrados em rochas fosfáticas e em alta concentração. As ocorrências das terras raras no Brasil estão ligadas, em geral, a depósitos costeiros de areias monazíticas, granitos e complexos alcalinos.
Em relação aos fosfatos, a descoberta pode impulsionar a produção de fertilizantes para agricultura, área chave no Brasil, que é grande importador desse tipo de minério. De acordo com o SGB, as ocorrências indicariam a presença de teores de fósforo entre 16% e 27%.
Com a descoberta, a expectativa dos especialistas agora é para o detalhamento dos estudos. Embora a extração de rochas fosfáticas não represente um desafio técnico e ambiental, não há estudos sobre o aproveitamento desse tipo de ocorrência combinando os três minerais. Os próximos passos devem contar com apoio do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da iniciativa privada na Bacia Geológica do Parnaíba.
Dúvidas mais comuns
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Uma nova reserva mineral que reúne urânio, elementos de terras raras (ETR) e fosfatos foi anunciada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Localizada na Bacia Geológica do Parnaíba, no Piauí, essa ocorrência tripla é inédita no Brasil, com dados preliminares indicando teores de urânio entre 9 e 1.270 partes por milhão (ppm), fosfato entre 16% e 27%, e alta concentração de terras raras em rochas fosfáticas.
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A descoberta pode posicionar o Brasil como fornecedor de destaque de urânio em curto prazo, além de impulsionar a produção de fertilizantes para agricultura, setor no qual o país é grande importador. Os depósitos também representam um novo modelo de concentração de terras raras, diferente das ocorrências tradicionais brasileiras ligadas a areias monazíticas e complexos alcalinos.
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O teor de urânio varia de 9 a 1.270 partes por milhão (ppm), sendo que o valor máximo está acima da média mundial. Isso significa que a recuperação do urânio seria economicamente viável mesmo em cenários econômicos desafiadores, tornando a reserva potencialmente lucrativa para exploração.
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O urânio enriquecido é utilizado como combustível em usinas nucleares. Atualmente, nos Estados Unidos, as usinas nucleares estão sendo apontadas como uma das principais fontes para alimentar a demanda de energia dos data centers, aumentando a importância estratégica dessa reserva.
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As terras raras encontradas no Piauí estão concentradas em rochas fosfáticas e em alta concentração, representando um novo modelo de depósito. As ocorrências tradicionais brasileiras estão ligadas a depósitos costeiros de areias monazíticas, granitos e complexos alcalinos, tornando essa descoberta geologicamente distinta.
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Os fosfatos encontrados na reserva, com teores entre 16% e 27%, podem impulsionar significativamente a produção de fertilizantes. Isso é especialmente importante para o Brasil, que é grande importador de fosfatos, podendo reduzir a dependência externa e fortalecer a cadeia produtiva agrícola nacional.
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Embora a extração de rochas fosfáticas não represente um desafio técnico e ambiental significativo, não há estudos sobre o aproveitamento combinado dos três minerais. Os próximos passos devem contar com apoio do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da iniciativa privada para detalhar os estudos e viabilizar a exploração na Bacia Geológica do Parnaíba.
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A nova reserva mineral está localizada no Piauí, dentro da Bacia Geológica do Parnaíba, que envolve também os estados do Maranhão e Ceará. Essa localização estratégica na região Nordeste do Brasil oferece potencial para desenvolvimento econômico regional.