A cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo, em Minas Gerais, foi reconhecida como destaque da região Sudeste e na categoria Meio Ambiente do Prêmio Municípios Mineradores. A premiação, entregue em Brasília, é uma iniciativa da Agenda Pública, organização da sociedade civil de interesse público, em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e com o Ministério de Minas e Energia (MME), e reconhece boas práticas de governança em cidades com atividade mineral.
O prêmio reconheceu oito municípios como referências nacionais em diferentes áreas da gestão pública ligadas à atividade mineral. Os destaques foram: Alvorada de Minas (MG), em saúde; Itaoca (SP), em educação; Vila Propício (GO), em proteção social; São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), em meio ambiente; Paragominas (PA), em gestão; Itatiaiuçu (MG), em finanças públicas; Sarzedo (MG), em infraestrutura; e Nova Lima (MG), em desenvolvimento econômico.
Além das categorias nacionais, a premiação também destacou iniciativas regionais, com um município vencedor em cada região do país: Bandeirantes do Tocantins (Norte), Barrocas (Nordeste), Alto Horizonte (Centro-Oeste), São Gonçalo do Rio Abaixo (Sudeste) e Treviso (Sul).
Entre os exemplos que deu o destaque de meio ambiente ao município de São Gonçalo do Rio Abaixo, está a sua primeira agrofloresta, na Fazenda Agroecológica Municipal. Com sete hectares, a área reúne produção de alimentos, restauração ambiental e desenvolvimento sustentável e serve como fazenda modelo para qualificação e desenvolvimento dos agricultores locais.
Segundo a prefeitura, o espaço foca nos princípios da agricultura sintrópica, sistema de cultivo que regenera o solo e produz alimentos ao imitar a dinâmica de uma floresta natural, com práticas que combinam árvores e espécies agrícolas no mesmo sistema produtivo.
O projeto envolve ainda a educação no campo e faz parte das políticas públicas do município. A elaboração do projeto também incluiu visitas técnicas em experiências vizinhas, como na comunidade de André do Mato Dentro, em Santa Bárbara.
Concentração econômica se destaca
O histórico de São Gonçalo do Rio Abaixo na articulação entre mineração e políticas de desenvolvimento é extenso e ajuda a explicar como a atividade mineral foi convertida em políticas públicas locais. Em 2023, o município foi considerado um dos mais ricos do país em termos de arrecadação per capita.
Os tributos também se destacaram: a soma dos impostos ISS (serviços) e ICMS (circulação de mercadorias e serviços) alcançou R$ 15.617 por habitante.
A razão da arrecadação per capita de destaque é a mineração, mais especificamente a produção de minério de ferro da mina de Brucutu, operada pela Vale e considerada um dos maiores complexos de minério de ferro do mundo.
Dados do Portal da Mineração mostram como os recursos arrecadados eram aplicados no município: havia 150 obras em andamento ou em planejamento em 2023. No mesmo ano, o município de 12 mil habitantes tinha três escolas integrais, com seis refeições diárias. Todos os estudantes eram atendidos por transporte escolar, inclusive nas zonas rurais.
A infraestrutura social também incluía Corpo de Bombeiros, mantido pela cidade, estádio poliesportivo e parque de exposições para feiras e eventos. Na mesma época, São Gonçalo tinha uma unidade de pronto atendimento que funcionava 24 horas e 16 postos de saúde. O sistema de esgoto atingia 70% da população.
Importância da mina de Brucutu

Inaugurada em 2006, a mina de Brucutu é uma das principais operações da Vale no Brasil e tem recebido reconhecimento internacional por avanços em gestão e tecnologia. Em 2026, a unidade recebeu o Shingo Prize, concedido pelo Shingo Institute, da Utah State University (EUA), considerado um dos principais reconhecimentos globais em excelência operacional.
O destaque está associado ao alto nível de automação da operação, com uso de equipamentos autônomos monitorados remotamente, o que contribui para ganhos em produtividade, segurança e eficiência.
Dúvidas mais comuns
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A sustentabilidade na mineração é a substituição e otimização das técnicas tradicionais por técnicas menos prejudiciais ao meio ambiente, como a substituição de fontes de energia baseadas em carvão por alternativas renováveis. Envolve também a integração de práticas sustentáveis e transparentes que ajudam a mitigar impactos negativos, garantindo que as gerações futuras possam continuar a desfrutar dos recursos naturais.
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São Gonçalo do Rio Abaixo foi reconhecida como destaque na categoria Meio Ambiente do Prêmio Municípios Mineradores pela sua primeira agrofloresta, a Fazenda Agroecológica Municipal, com sete hectares que reúne produção de alimentos, restauração ambiental e desenvolvimento sustentável. O projeto utiliza princípios da agricultura sintrópica, um sistema de cultivo que regenera o solo e produz alimentos ao imitar a dinâmica de uma floresta natural, combinando árvores e espécies agrícolas no mesmo sistema produtivo.
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A agricultura sintrópica é um sistema de cultivo que regenera o solo e produz alimentos ao imitar a dinâmica de uma floresta natural. Ela combina árvores e espécies agrícolas no mesmo sistema produtivo, criando um ambiente mais equilibrado e sustentável que favorece tanto a produção de alimentos quanto a restauração ambiental.
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A mina de Brucutu, operada pela Vale, é a principal fonte de arrecadação do município, gerando recursos que permitem investimentos em políticas públicas. Em 2023, São Gonçalo do Rio Abaixo foi considerado um dos municípios mais ricos do país em termos de arrecadação per capita, com tributos de R$ 15.617 por habitante, possibilitando investimentos em educação, saúde, infraestrutura e desenvolvimento sustentável.
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Os recursos arrecadados pela mineração em São Gonçalo do Rio Abaixo são aplicados em políticas públicas abrangentes: em 2023, havia 150 obras em andamento ou planejamento, três escolas integrais com seis refeições diárias, transporte escolar para todos os estudantes, Corpo de Bombeiros, infraestrutura de saúde com unidade de pronto atendimento 24 horas e 16 postos de saúde, além de sistema de esgoto que atingia 70% da população.
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A mineração tem um papel vital na economia, mas deve ser realizada com responsabilidade social e ambiental. Isso significa converter a atividade mineral em políticas públicas locais que beneficiem a população, como educação, saúde, infraestrutura e projetos de desenvolvimento sustentável, garantindo que os recursos naturais sejam explorados de forma responsável.
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O Prêmio Municípios Mineradores reconheceu oito municípios como referências nacionais em diferentes áreas: Alvorada de Minas em saúde, Itaoca em educação, Vila Propício em proteção social, São Gonçalo do Rio Abaixo em meio ambiente, Paragominas em gestão, Itatiaiuçu em finanças públicas, Sarzedo em infraestrutura e Nova Lima em desenvolvimento econômico. A premiação também destacou iniciativas regionais, com São Gonçalo do Rio Abaixo vencendo na região Sudeste.
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A mina de Brucutu, inaugurada em 2006, recebeu o Shingo Prize em 2026, um dos principais reconhecimentos globais em excelência operacional. O destaque está associado ao alto nível de automação da operação, com uso de equipamentos autônomos monitorados remotamente, o que contribui para ganhos significativos em produtividade, segurança e eficiência.