Quando se fala em corrida global pelos minerais críticos, os olhos do mundo se voltam para a América Latina. Detentora de importantes reservas de cobre, lítio, níquel, terras raras e outros insumos essenciais para a transição energética, a região enfrenta o desafio comum de transformar a riqueza geológica em desenvolvimento econômico e industrial.
A Associação Brasileira de Municípios Mineradores (Amig Brasil) apresentou proposta para a criação de um comitê internacional latino-americano voltado à discussão e revisão dos marcos regulatórios da mineração nos países da região nesta semana. A ideia foi apresentada no 27º Congresso Mundial de Mineração (WMC 2026), realizado em Lima, no Peru.
Perspectivas positivas
A iniciativa foi acolhida durante o evento e deverá ser levada adiante pelo comitê organizador do congresso, em conjunto com representantes do Ministério de Energia e Minas do Peru.
“Nossa proposta foi muito bem aceita. Agora irão levar esse projeto diplomaticamente para os outros países para, assim, avançarmos nessa governança. A Amig pretende ainda trabalhar junto ao governo brasileiro e participar ativamente para garantir a visão dos territórios para compormos um marco regulatório”, afirmou o presidente da associação, Marco Antônio Lage.
Ao Radar Mineração, Lage também defendeu que o debate inclua os municípios mineradores, responsáveis por lidar diretamente com os impactos e oportunidades gerados pela atividade. Segundo ele, a expansão da demanda por terras raras e outros minerais estratégicos exige uma atualização das regras que orientam o setor.
“Nosso marco brasileiro é de 1967 e precisa urgentemente de uma revisão. Temos uma grande mudança com as terras raras, então esperamos que este comitê seja montado em breve e as discussões sejam colocadas na mesa por todos os países, mas principalmente o Brasil”, disse.
A expectativa é que as discussões iniciadas em Lima avancem nos próximos meses e sirvam de base para uma agenda regional voltada ao fortalecimento da mineração latino-americana nos mercados globais de minerais estratégicos.
Dúvidas mais comuns
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É uma iniciativa apresentada pela Associação Brasileira de Municípios Mineradores (Amig Brasil) durante o 27º Congresso Mundial de Mineração, em Lima, Peru. O comitê visa discutir e revisar os marcos regulatórios da mineração nos países latino-americanos, buscando alinhar as regras e fortalecer a cadeia mineral da região para melhor competir nos mercados globais de minerais estratégicos.
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Os principais minerais críticos da região incluem cobre, lítio, níquel, terras raras, manganês, grafita e nióbio. Aproximadamente 80% das exportações de minerais da América Latina e do Caribe concentram-se nos grupos de cobre, ferro e aço e metais preciosos. O Brasil destaca-se especialmente na produção de lítio, níquel, cobre, nióbio, manganês e grafita, com relevante potencial geológico em terras raras.
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A região é detentora de importantes reservas de minerais essenciais para a transição energética global, como cobre, lítio, níquel e terras raras. Esses insumos são cruciais para a fabricação de tecnologia de ponta, baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e painéis solares, tornando a América Latina estratégica para o desenvolvimento tecnológico mundial.
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O principal desafio é transformar a riqueza geológica em desenvolvimento econômico e industrial. Além disso, os marcos regulatórios da região precisam ser atualizados para acompanhar as mudanças do mercado global. O Brasil, por exemplo, possui um marco regulatório de 1967 que necessita urgentemente de revisão para adequar-se às novas demandas por terras raras e minerais estratégicos.
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Os municípios mineradores são responsáveis por lidar diretamente com os impactos e oportunidades gerados pela atividade de mineração. Por isso, a Amig defende que o debate sobre marcos regulatórios inclua representantes dos territórios mineradores, garantindo que suas perspectivas e necessidades sejam consideradas na composição de novas regras regulatórias.
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A proposta foi muito bem acolhida durante o evento e será levada adiante pelo comitê organizador do congresso em conjunto com representantes do Ministério de Energia e Minas do Peru. O projeto será apresentado diplomaticamente aos outros países da região para avançar na governança dos minerais críticos, com expectativa de que as discussões avancem nos próximos meses.
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A Amig pretende trabalhar junto ao governo brasileiro e participar ativamente do comitê para garantir que a visão dos territórios mineradores seja incorporada no novo marco regulatório. O objetivo é modernizar as regras que orientam o setor, considerando as grandes mudanças geradas pela expansão da demanda por terras raras e outros minerais estratégicos.
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Os minerais críticos como lítio, cobalto, níquel e terras raras são fundamentais para a fabricação de baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. Esses insumos são essenciais para tecnologias de ponta que viabilizam a transição para fontes de energia renovável e sustentável em todo o mundo.