Um grupo de quinze pessoas, vestidas com trajes formais de negócios, está em pé, dispostas em duas fileiras, posando para uma foto em um ambiente interno, em frente a uma grande tela de projeção e paredes vermelhas. Algumas estão sorrindo e algumas usam cordões de identificação.
Marco Antônio Lage e líderes internacionais no WMC2026

Amig propõe comitê latino-americano para redefinir regras dos minerais críticos

Iniciativa foi apresentada durante o Congresso Mundial de Mineração, no Peru, e busca alinhar marcos regulatórios e fortalecer a cadeia mineral da região

Por Redação, 2 min de leitura

Publicado em 26/06/2026

Baixar PDF Copiar link

Quando se fala em corrida global pelos minerais críticos, os olhos do mundo se voltam para a América Latina. Detentora de importantes reservas de cobre, lítio, níquel, terras raras e outros insumos essenciais para a transição energética, a região enfrenta o desafio comum de transformar a riqueza geológica em desenvolvimento econômico e industrial. 

A Associação Brasileira de Municípios Mineradores (Amig Brasil) apresentou proposta para a criação de um comitê internacional latino-americano voltado à discussão e revisão dos marcos regulatórios da mineração nos países da região nesta semana. A ideia foi apresentada no 27º Congresso Mundial de Mineração (WMC 2026), realizado em Lima, no Peru. 

Perspectivas positivas

A iniciativa foi acolhida durante o evento e deverá ser levada adiante pelo comitê organizador do congresso, em conjunto com representantes do Ministério de Energia e Minas do Peru.

“Nossa proposta foi muito bem aceita. Agora irão levar esse projeto diplomaticamente para os outros países para, assim, avançarmos nessa governança. A Amig pretende ainda trabalhar junto ao governo brasileiro e participar ativamente para garantir a visão dos territórios para compormos um marco regulatório”, afirmou o presidente da associação, Marco Antônio Lage.

Ao Radar Mineração, Lage também defendeu que o debate inclua os municípios mineradores, responsáveis por lidar diretamente com os impactos e oportunidades gerados pela atividade. Segundo ele, a expansão da demanda por terras raras e outros minerais estratégicos exige uma atualização das regras que orientam o setor.

“Nosso marco brasileiro é de 1967 e precisa urgentemente de uma revisão. Temos uma grande mudança com as terras raras, então esperamos que este comitê seja montado em breve e as discussões sejam colocadas na mesa por todos os países, mas principalmente o Brasil”, disse.

A expectativa é que as discussões iniciadas em Lima avancem nos próximos meses e sirvam de base para uma agenda regional voltada ao fortalecimento da mineração latino-americana nos mercados globais de minerais estratégicos.