Produção de minério de ferro na mina Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo - MG, para ilustrar matéria que fala sobre faturamento do setor de mineração.
Produção de minério de ferro na mina Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo - MG (Foto: Ricardo Teles/ Vale)

Mineração fatura R$ 77,9 bi e cresce 6% no 1º trimestre

Minério de ferro segue dominante, representando 48% da receita, e crescimento do setor é puxado por altas do ouro e cobre

Por Redação, 3 min de leitura

Publicado em 16/04/2026

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  • O setor mineral brasileiro faturou R$ 77,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescendo 6% ante igual período de 2025, com minério de ferro mantendo dominância de 48% da receita.
  • Ouro e cobre puxaram o crescimento do setor com altas de 45% e 28% respectivamente, enquanto minério de ferro recuou 3%, gerando R$ 37,5 bilhões em faturamento no trimestre.
  • A mineração respondeu por 66% do superávit comercial brasileiro de US$ 14,1 bilhões no período, consolidando o setor como principal gerador de divisas e reservas internacionais para o país.
Resumo revisado pela redação.

O faturamento do setor mineral atingiu R$ 77,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), um crescimento de 6% em relação a igual período de 2025 (1T25). O minério de ferro respondeu por 48% desse valor, apesar da queda de 3% no período, somando R$ 37,5 bilhões.

Os destaques ficaram com a produção de ouro, responsável por R$ 13,5 bilhões, e de cobre, com R$ 10,3 bilhões. Respectivamente, os dois metais tiveram altas de 45% e 28% ante o primeiro trimestre de 2025.

O levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apontou que o setor foi responsável também por 66% do saldo de US$ 14,1 bilhões da balança comercial brasileira no 1T26, equivalente a cerca de R$ 74 bilhões, considerando o câmbio médio do período.

O faturamento por estados mostrou Minas Gerais (38%) e Pará (35%) na liderança em termos de valores, seguidos pela Bahia (6%) e por Goiás, Mato Grosso e São Paulo, os três com 3% cada. Mato Grosso mostrou um crescimento de 21% no 1T26 em relação ao mesmo período de 2025, puxado pela alta do ouro.

Goiás, por sua vez, mostrou uma retração de 14% e São Paulo teve queda de 5%. Os dois resultados aconteceram pela redução de produção do calcário dolomítico, usado na produção de agregados minerais (areia e brita). Esse material, de uso doméstico, apresentou uma queda de 7% no primeiro trimestre de 2026.

China continua maior mercado externo 

As exportações no primeiro trimestre mostram a liderança tradicional do minério de ferro. Para Pablo Cesário, presidente interino do Ibram, o setor mineral atua como o principal gerador líquido de moeda forte e de reservas internacionais para o Brasil.

“No período analisado, o desempenho da mineração foi substancial e as exportações minerais alcançaram um aumento de 21% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O minério de ferro liderou as vendas externas, correspondendo a 53,9% das exportações”, reforçou o executivo na coletiva de imprensa que divulgou os resultados do 1T26.

Navio de exportação de minério no porto, carregando carga de minério em uma operação de exportação marítima, com instalações industriais ao fundo.
Foto: EagleEye Photos/ Shutterstock

Segundo ele, a participação da mineração no saldo positivo da balança comercial foi de US$ 9,29 bilhões, reforçando a importância do setor, que superou a contribuição de segmentos como a indústria de transformação e o agronegócio. O crescimento de 6% do setor mineral no trimestre foi puxado por aumentos de 89,3% e 65,7% nas exportações de ouro e de cobre, respectivamente (leia mais aqui).

A China foi o principal destino das exportações minerais brasileiras no 1T26: foram destinadas ao país 66% das exportações em toneladas. 

Tributos e empregos

Do ponto de vista dos tributos, houve um aumento de arrecadação de 5,5% no primeiro trimestre de 2026 ante o mesmo período de 2025, totalizando R$ 26,9 bilhões.

Apenas a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) apresentou alta de 1,3%, totalizando R$ 1,98 bilhões. Minas Gerais foi responsável por 44% desse montantes, e o Pará, por 40%. Em termos de substâncias minerais, o minério de ferro tem maior participação na arrecadação da CFEM, com 65,8%.

A CFEM é distribuída mensalmente pela ANM, com 60% do volume sendo destinado aos municípios produtores. Os 40% restantes são distribuídos entre União (10%), estados de onde foram extraídas os insumos minerais (15%) e os municípios afetados pela atividade de mineração mas que não têm produção em seus territórios (15%).

A estimativa do Ibram é que a CFEM de 2026 supere o valor de R$ 7,9 bilhões arrecadados em 2025.

Por fim, a geração de empregos  no setor mineral também continua forte desde fevereiro de 2021. Com exceção de uma queda entre dezembro de 2022 e junho de 2023, a mineração vem aumentando o número de postos diretos. Somente entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, o setor abriu 9 mil vagas, atingindo 230 mil profissionais contratados.

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Dúvidas mais comuns

O setor mineral atingiu R$ 77,9 bilhões de faturamento no primeiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 6% em relação ao mesmo período de 2025. Este desempenho foi impulsionado principalmente pelos aumentos nas exportações de ouro e cobre, que cresceram 89,3% e 65,7% respectivamente.

O setor mineral brasileiro fatura bilhões de reais anualmente. No primeiro trimestre de 2026, o faturamento atingiu R$ 77,9 bilhões, enquanto em 2025 o setor alcançou R$ 298,8 bilhões de faturamento anual, representando um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. A mineração é o principal gerador líquido de moeda forte e reservas internacionais para o país.

O minério de ferro é o mineral mais importante da mineração brasileira, respondendo por 48% do faturamento total do setor no primeiro trimestre de 2026, equivalente a R$ 37,5 bilhões. Apesar de uma queda de 3% no período, o minério de ferro liderou as exportações, correspondendo a 53,9% das exportações minerais e tendo 65,8% de participação na arrecadação da CFEM.

Minas Gerais e Pará são os principais estados produtores de minerais no Brasil, respondendo respectivamente por 38% e 35% do faturamento do setor no primeiro trimestre de 2026. Minas Gerais é responsável por 44% da arrecadação da CFEM, enquanto Pará contribui com 40%. Bahia, Goiás, Mato Grosso e São Paulo também têm participação significativa, com 6% e 3% cada.

Ouro e cobre foram os destaques do primeiro trimestre de 2026, com crescimentos expressivos. O ouro gerou R$ 13,5 bilhões em faturamento, com alta de 45% em relação ao primeiro trimestre de 2025, enquanto o cobre faturou R$ 10,3 bilhões, com crescimento de 28%. As exportações desses metais cresceram ainda mais, com aumentos de 89,3% para ouro e 65,7% para cobre.

A mineração foi responsável por 66% do saldo positivo de US$ 14,1 bilhões da balança comercial brasileira no primeiro trimestre de 2026, equivalente a cerca de R$ 74 bilhões. O setor superou a contribuição de segmentos como a indústria de transformação e o agronegócio, consolidando-se como o principal mercado produtivo na balança comercial positiva do país.

A China é o principal destino das exportações minerais brasileiras, recebendo 66% das exportações em toneladas no primeiro trimestre de 2026. O minério de ferro lidera as vendas externas, correspondendo a 53,9% das exportações minerais totais, seguido por ouro e cobre que apresentaram crescimentos significativos no período.

A geração de empregos no setor mineral continua forte desde fevereiro de 2021, com exceção de uma queda entre dezembro de 2022 e junho de 2023. Entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, o setor abriu 9 mil vagas, atingindo 230 mil profissionais contratados, demonstrando a importância econômica e social da mineração para o Brasil.