A Vale apresentou hoje à imprensa um plano para ampliar o uso de propulsão eólica em sua logística marítima, no qual prevê incorporar ao menos 20 navios equipados com velas rotativas em três anos. O movimento ocorre em um contexto de pressão por redução de emissões e de instabilidade nos preços de combustíveis marítimos, que impactam diretamente o custo de frete da companhia.O projeto visa reduzir a volatilidade dos preços de combustíveis marítimos, insumos importantes para a Vale, que tem operações mais distante que os concorrentes australianos para atender à China.
A adoção da tecnologia eólica começou em 2021 e hoje alcança oito embarcações, entre elas o Valemax, considerado o maior navio de carga de minério, com capacidade de 400 mil toneladas. A empresa atua em parceria com armadores para ampliar a escala, em vez de concentrar os investimentos apenas em projetos próprios.
O ganho operacional está associado à redução do consumo de bunker e à menor exposição às oscilações desse insumo. Embora dependam de condições favoráveis de vento, a expectativa é que as velas ampliem a eficiência de propulsão em 6% e reduzam as emissões de gases de efeito estufa em 3 mil toneladas anuais por navio (veja mais aqui). Nos primeiros meses deste ano, a eficiência de propulsão na frota existente chegou à 7,6%.

A Vale tem utilizado a eficiência adicional para economizar combustível, mantendo o tempo de viagem nas rotas transoceânicas. A principal delas liga o Brasil à China, percurso que evidencia a necessidade de ganho logístico diante da distância em relação a concorrentes baseados na Austrália (que está cerca de três vezes mais perto da China do que o Brasil).
Em paralelo, a companhia avança na diversificação energética da frota. Novos contratos preveem navios com capacidade de operar com diferentes combustíveis, incluindo etanol e metanol, além de opções de adaptação para outras soluções. Recentemente, inclusive, a companhia anunciou a primeira parceria de navio transoceânico movido a etanol.
O uso de velas e combustíveis menos poluentes compõem um conjunto de ações entre as quais estão a aplicação de motores mais eficientes e melhorias hidrodinâmicas, que visam reduzir em 15% as emissões de escopo 3 das embarcações da Vale até 2035.
Dúvidas mais comuns
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As velas rotativas são rotores cilíndricos com quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura, equivalente a um prédio de sete andares. Diferentemente das velas tradicionais, essas velas modernas funcionam como uma propulsão adicional que não substitui completamente o motor, mas ajuda a impulsionar o navio para frente, reduzindo significativamente o consumo de combustível e as emissões de poluentes.
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As velas rotativas aproveitam a energia do vento para gerar trabalho adicional, funcionando em conjunto com o motor do navio. A pressão do vento empurra as velas e o navio para frente, permitindo que a Vale economize combustível mantendo o tempo de viagem nas rotas transoceânicas. Nos primeiros meses de 2024, a eficiência de propulsão na frota existente chegou a 7,6%, com expectativa de ampliar a eficiência em 6% por navio.
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O objetivo principal é reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa no escopo 3 das embarcações até 2035. Além disso, a adoção da tecnologia eólica visa reduzir a volatilidade dos preços de combustíveis marítimos, que impactam diretamente o custo de frete da companhia, especialmente importante considerando que a Vale opera rotas mais distantes que seus concorrentes australianos para atender à China.
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A Vale atualmente possui oito embarcações equipadas com velas rotativas, incluindo o Valemax, considerado o maior navio de carga de minério do mundo, com capacidade de 400 mil toneladas. A empresa planeja incorporar ao menos 20 navios adicionais equipados com essa tecnologia nos próximos três anos, ampliando significativamente sua frota com propulsão eólica.
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Cada navio equipado com velas rotativas deve reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 3 mil toneladas anuais. Essa redução é alcançada através da combinação de velas rotativas com outras tecnologias, como motores mais eficientes e melhorias hidrodinâmicas, que juntas visam atingir a meta de 15% de redução de emissões até 2035.
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A Vale atua em parceria com armadores para ampliar a escala da tecnologia eólica, em vez de concentrar os investimentos apenas em projetos próprios. Essa estratégia de parcerias permite que a companhia expanda mais rapidamente o uso de velas rotativas enquanto compartilha os custos e riscos do investimento com seus parceiros.
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Além das velas rotativas, a Vale está diversificando energeticamente sua frota através de novos contratos que preveem navios com capacidade de operar com diferentes combustíveis, incluindo etanol e metanol, além de opções de adaptação para outras soluções. A companhia também está aplicando motores mais eficientes e melhorias hidrodinâmicas, e recentemente anunciou a primeira parceria de navio transoceânico movido a etanol.
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A Vale opera rotas mais distantes que seus concorrentes australianos, especialmente a rota Brasil-China, que é cerca de três vezes mais longa. Essa desvantagem geográfica torna essencial o ganho logístico através de tecnologias como velas rotativas e combustíveis alternativos, permitindo que a companhia mantenha competitividade nos custos de frete e tempo de entrega.